31/07/2017

ARRIVAL, O ÁLBUM QUE AJUDOU O ABBA A CONQUISTAR O MUNDO


Lançado na Suécia no final de 1976, Arrival é o quarto álbum do grupo ABBA. Revelou ao mundo dois de seus maiores hits: Knowing Me Knowing You e Dancing Queen.
Considerado um dos grandes sucesso da década de 1970, Dancing Queen é uma das músicas mais tocadas nas festas em estilo flashback atuais. É presença constante nas compilações com os maiores sucessos do quarteto. O single vendeu milhares de cópias na época de seu lançamento. Tamanho foi o sucesso que Dancing Queen acabou desbancando o single anterior do grupo, com a música Fernando, em vendagens.
Arrival possui diversas faixas conhecidas, além das duas citadas acima. Uma delas é Money, Money, Money. Outra canção de grande sucesso é Arrival, a faixa título. Vale citar também My Love, My Life, a baladinha interpretada magistralmente pela loira Agnetha Fältskog.
Com vendas estimadas entre 180 e 400 milhões de discos, o ABBA é um dos grupos de música pop mais populares da década de 1970. Surgiu em Estocolmo, na Suécia, em 1972. Formado por Benney Anderson, Anni-Frid Lyngstad, Bjorn Ulvaeus e Agnetha Fältskog, ele se popularizou com hits como Fernando, I Have a Dream, Super Trouper e Mamma Mia, entre outros. Ele durou apenas 10 anos, dissolvendo-se em 1982. Compilações do grupo, no entanto, continuaram sendo lançadas pelos anos seguintes.
Arrival foi incluído no livro 1000 Discos Para Ouvir Antes de Morrer, ao lado de clássico de Bob Dylan, Elvis Presley e Michael Jackson.
Em 2006, foi lançada uma edição comemorativa com CD, DVD e um livreto sobre o álbum e o grupo. O detalhe é que Fernando, além de uma música chamada Happy Hawaii, foi incluída nessa edição.

30/07/2017

O DIVERTIDO DIA A DIA DE UMA FAMÍLIA DO FUTURO NA SÉRIE ANIMADA OS JETSONS


Criada pelos estúdios de William Hanna e Joseph Barbera – a mesma dos Flintstones, cabe aqui lembrar –, a série animada Os Jetsons entrou no ar pela primeira vez no canal ABC em 1962. Ela imaginava como seria o dia a dia de uma família norte-americana do futuro.
Com parafernálias eletrônicas, carros voadores e cidades suspensas, Os Jetsons ainda mostrava um mundo onde a interação com robôs era constante. Digamos que era uma espécie de Futurama menos escrachado e mais infantil.
A família Jetson era formada por George, Jane, Judy e Elroy, além do cão Astro e a empregada-robô Rosie. Além deles, aparecem também personagens como o alienígena e o senhor Spacelly, patrão de George. Eles vivem numa cidade chamada Orbity City.
A série original foi produzida entre 1962 e 1963, com 24 episódios. Ganhou uma nova versão durante a década de 80, produzida entre 1984 e 1987. No Brasil, foi exibida inicialmente pela TV Excelsior ainda durante os anos 60. Nos anos seguintes, foi transmitida por diversos canais, sempre com grande audiência. Aliás...
A editora O Cruzeiro aproveitou o sucesso da família de George e Jane Jetson no Brasil para publicar o gibi Os Jetsons no país. Mais tarde, o título circulou com o selo da editora Abril.
Os Jetsons apareceram ainda em filmes para a televisão e cinema, sendo um dos últimos Os Jetsons – o Filme, lançado em 1990.

29/07/2017

O BEM-AMADO OU A PELEJA DE ODORICO PARAGUAÇU PARA INAUGURAR O CEMITÉRIO DE SUCUPIRA


O soteropolitano Dias Gomes foi autor de novelas escreveu algumas das novelas mais inesquecíveis da TV brasileira, entre as quais O Bem-Amado, Roque Santeiro (primeira versão) e Saramandaia.
A principal característica de suas novelas era o realismo fantástico. Saramandaia tinha um personagem que possuía asas, outro com um formigueiro no nariz, outro que ateava fogo nos objetos próximos quando ficava excitado...
Uma das novelas de maior sucesso de Dias Gomes foi O Bem-Amado. Baseada na peça de teatro Odorico, O Bem-Amado, a produção levada ao ar pela Rede Globo tinha um elenco de estrelas: Paulo Gracindo, Ida Gomes, Jardel Filho, Lima Duarte, Sandra Bréa, Ruth de Souza, Emiliano Queiroz, Zilka Salaberry...
O Bem-Amado era uma crítica sutil ao regime militar e aos coronéis que mandavam e desmandavam no Nordeste de outrora. Contava a história de Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo), prefeito da fictícia cidade de Sucupira. Um dos maiores objetivos de Odorico era inaugurar o cemitério local. Só havia um problema: ninguém morria naquela cidade. Disposto a arranjar um defunto e inaugurar a sua obra, Odorico contrata Zeca Diabo (Lima Duarte), um matador muito temido na região. Mas Zeca volta para Sucupira determinado a se tornar um homem bom e levar uma vida comum. Contrariado, Odorico faz de tudo para arranjar um morto, inclusive alimentar confrontos entre famílias rivais, promover emboscadas de policiais contra Zé Diabo e importar pessoas desenganadas para que morram em Sucupira. Nada, porém, dá certo. As coisas mudam quando Zeca Diabo descobre que foi Odorico quem armou uma emboscada contra ele e o mata com três tiros. O próprio Odorico Paraguaçu torna–se o primeiro defunto do novo cemitério de Sucupira.
Com personagens inesquecíveis, O Bem-Amado cativou a audiência dos finais de noite da Globo. Quem nunca ouviu falar nas irmãs Cajazeiras, aliadas políticas de Odorico? E quem nunca se divertiu com os trejeitos de Dirceu Borboleta (Emiliano Queiroz), secretário do prefeito?
O Bem-Amado foi a primeira telenovela em cores da televisão brasileira. Foi também a primeira exportada, abrindo o mercado estrangeiro para produções nacionais. Seu imenso sucesso inspirou a Globo a lançar uma série com os mesmos atores, no início dos anos 1980 (com algumas mudanças, como Yara Cortes no lugar de Zilka Salaberry, que nesse época interpretava Dona Benta na novelinha O Sítio do Pica-pau Amarelo).
O Bem-Amado foi reprisada outras duas vezes, uma em 1977 e outra em 1980. Nos anos 2010, foi adaptada para o cinema, com Marco Nanini no papel de Odorico.
Odorico Paraguaçu transformou-se num dos personagens mais inesquecíveis da história da televisão brasileira. Zeca Diabo foi um dos personagens que marcaram a carreira de Lima Duarte. Já Dirceu Borboleta voltou outras duas vezes na pele de Emiliano Queiroz, uma delas na Escolinha do Professor Raimundo, de Chico Anysio.
Imagem acima: trilha sonora internacional de O Bem-Amado.

12 CURIOSIDADES SOBRE O INESQUECÍVEL APRESENTADOR DE TV CHACRINHA


O nome verdadeiro do radialista e apresentador de programa de auditório Chacrinha era José Abelardo Barbosa de Medeiros.

José Aberlardo, ou Chacrinha, nasceu na cidade de Surubim. Situada na Zona da Mata pernambucana, Surubim é conhecida na região como a Capital da Vaquejada.

Pouca gente sabe, mas Chacrinha fez faculdade de medicina. O seu primeiro trabalho no rádio foi uma palestra sobre alcoolismo na rádio Clube de Pernambuco.

O primeiro programa de rádio de sucesso de Chacrinha foi O Rei Momo da Chacrinha, de 1942, na Rádio Clube de Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Detalhe: o Rádio Clube de Niterói ficava numa pequena chácara, de onde Abelardo retirou o apelido Chacrinha.

O primeiro trabalho na TV foi no programa Rancho Alegre – do qual participava o humorista Mazzaroppi –, na extinta TV Tupi em 1956.

O hábito de jogar bacalhau para a plateia começou em virtude de um encalhe do produto no patrocinador Casas da Banha. Chacrinha dizia que se seu patrocinador fosse uma sapataria, ele jogaria sapatos.

Os programas de Chacrinha costumavam promover concursos inusitados como “A Mais Bela Criança do Brasil”, “O Cão Com Mais Pulgas”, “A Mais Rápida Datilógrafa”, “A Mais Bela Estudante”, “A Mãe Com Maior Número de Filhos” etc. Por falar nisso…

As chacretes começaram a atuar nos programas de Chacrinha em 1967. Elas recebiam nomes como Loura Sinistra, Fernanda Terremoto, Regininha Pinto Pintinha, Vera Furacão, Sueli Pingo de Ouro, Cléo Toda Pura, Estrela Dalva, Gracinha Copacabana, Índia Potira, Sandrinha Pureza, Beth Boné, Ester-Bem-Me-Quer, Mírian Cassino, Leda Zepellin, Sarita Catatau e Rita Cadillac. Ao todo, foram cerca de 500 chacretes. A mais famosa é ainda hoje Rita Cadillac.

Quando morreu, Chacrinha foi velado no hall da Câmara dos Vereadores da cidade do Rio de Janeiro. O velório foi acompanhado por cerca de 30 mil pessoas.

Torcedor ardoroso do Vasco da Gama, Chacrinha foi enterrado com uma faixa no time no peito. Ao lado, foi colocada a buzina que ele usava em seus programas.

O último Cassino do Chacrinha foi ao ar pela Rede Globo no sábado seguinte à morte do apresentador, no dia 2 de julho de 1988. O programa tinha sido gravado 15 dias antes.

Principais bordões do Chacrinha: “Quem Não se comunica, se trumbica”; “Eu vim para confundir, não para explicar”; “Oh, Terezinhaaaa”; “Quem quer bacalhau?”.

Fonte: Mais Que Curiosidades

28/07/2017

ANTÔNIO MARCOS, O CANTOR QUE ARRANCAVA SUSPIROS POR ONDE PASSAVA


Antônio Marcos é ainda hoje lembrado como cantor, mas também foi um grande ator. Participou de peças teatrais – inclusive do saudoso Teatro de Arena, vale lembrar –, atuou em filmes e fez pontas em novelas. Uma dessas novelas foi Cara a Cara, exibida pela Band exibida pela TV Bandeirantes no últimos meses da década de 1970.
Além de atuar em Cara a Cara, Antônio Marcos cantou a música tema da novela. Mas ela está longe de ser seu maior sucesso. A música mais inesquecível que gravou foi O Homem de Nazaré, um dos principais hits do ano de 1973. Antônio Marcos também emplacou músicas como Tenho um Amor Melhor do Que o Seu, Menina de Tranças, Como Vai Você, Quem Dá Mais e Oração de um Jovem Triste.
Antônio Marcos Pensamento da Silva nasceu em São Paulo em 1945 e morreu na mesma cidade em 1995, vítima de insuficiência hepática causada pelo alcoolismo. Era o segundo de uma família de oito filhos do bairro de São Miguel Paulista, na Zona Leste. Foi casado quatro vezes e teve cinco filhos. Entre suas ex-esposas estão a cantora Vanusa, com quem teve Amanda e Aretha (esta última muito conhecida pelos musicais infantis da Globo) e a atriz Débora Duarte, com quem teve Paloma (que mais tarde se tornaria uma atriz muito famosa).
Antônio Marcos começou a cantar no grupo Os Iguais, que logo deixaria para tentar a carreira solo. Gravou dois compactos antes de lançar o primeiro LP. Ganhou o prêmio de melhor intérprete do IV Festival de Música Brasileira de TV Record, em 1969. Em seu auge, participou de quadros do Programa Silvio Santos, gravou filmes com atores famosos e até participou de fotonovelas (detalhe: ao lado da atriz estreante Vera Fischer). Apresentou na companhia de Débora Duarte um programa na TV Bandeirantes chamado Rosa e Azul, no qual recebiam cantores que estavam na crista da onda (Sidney Magal, Djavan, Lady Zu...). Aliás, Antônio e Débora atuaram juntos na novela Cara a Cara.
Com mais de 1,80 metro de altura e porte viril, Antônio Marcos arrancava suspiros por onde passava. Fazia shows em todo o Brasil, ganhando rios de dinheiro. O problema... O problema era o alcoolismo, responsável pelo fim abrupto de seu casamento com Vanusa e outros tantos casos que chamaram a atenção da imprensa. Para complicar, sua carreira entrou em declínio. Ele não conseguia emplacar mais nenhum sucesso. As internações em clínicas passaram a ser frequentes. Num dado momento, Antônio Marcos precisou de ajuda até para comer.
Sua morte emocionou milhares de fãs, que fizeram questão de acompanhar o enterro, em São Paulo. O caixão foi coberto com uma bandeira do São Paulo, seu time favorito.
Antônio Marcos deixou 14 discos e centenas de músicas.

27/07/2017

FANTASMA, O COMBATENTE DO CRIME QUE NUNCA MORRE OU "O ESPÍRITO QUE ANDA"


O Fantasma foi criado em 1936 pelo roteirista norte-americano Lee Falk (ou Leon Harrison Gross, o mesmo criador de Mandrake). Surgiu inicialmente em tiras de jornais em preto e branco, só passando a adquirir cores em 1939.
Com seus companheiros Capeto (um lobo), Fraka (um falcão) e Herói (um cavalo), Fantasma combate o crime nas selvas africanas e outros locais próximos ou distantes. Vive num fictício país africano chamado Bangalla. É apaixonado por Diana Palmer, com quem acaba se casando e tendo dois filhos.
Ao contrário de outros super-heróis, o Fantasma não possui poderes especiais, contando apenas com sua força e inteligência para combater os inimigos. Ele faz parte de uma linha de heróis mascarados iniciada em 1936, quando piratas mataram o pai do marinheiro britânico Christopher Walker. Após jurar que a partir dalí lutaria contra o mal, Walker se transforma no Fantasma e transmite o seu legado para as gerações seguintes. Por usar o mesmo uniforme/máscara, os pigmeus e outros habitantes da região acreditam ser o Fantasma um espírito imortal. É por isso que ele é chamado de “o espírito que anda”.
Curioso é que, dependendo do país, o herói possui uniforme de cores diferentes. Na Escandinávia, por exemplo, ele é azul.
As histórias em quadrinhos do Fantasma foram publicadas por diversas editoras norte-americanas e brasileiras. No Brasil, saiu pela EBAL, Saber e Rio Gráfica Editora. Durante boa parte do tempo foi publicada pela RGE, que também lançou um álbum de figurinhas do personagem durante os anos 1970. Recentemente, o Fantasma voltou às bancas de jornais pela Mythos Editora.

26/07/2017

O COMPORTAMENTO JUVENIL E O RACISMO NO EMOCIONANTE AO MESTRE COM CARINHO



Estrelado por Sidney Poitier, o filme Ao Mestre com Carinho é até hoje um dos mais reprisados na Sessão da Tarde. E não sem motivos: trata-se de um dos filmes mais apaixonantes dessa sessão de cinema das tardes de segunda a sexta da Rede Globo (sem esquecer de O Feitiço de Áquila, A Fantástica Fábrica de Chocolate e A Lagoa Azul).
Dirigido por James Clavell, Ao Mestre com Carinho (To Sir With Love, no original em inglês) foi lançado em 1967. Conta a história de um professor que é obrigado a conviver com a rebeldia e as atitudes desrespeitosas de uma classe de alunos de ensino médio da Londres dos anos 60. O comportamento juvenil e o racismo são abordados de forma magistral.
Ao Mestre com Carinho foi muito bem recebido nos cinemas, superando em muito o orçamento inicial. Fez a música tema conquistar os primeiros lugares nas paradas de sucesso de diversos países. Interpretada pela cantora Lulu, To Sir With Love é considerada uma das mais belas canções de 1967.
O filme gerou uma série de resenhas sobre a trama, bem como matérias de revistas e jornais dirigidos a educadores. O comportamento dos alunos, bem como a atitude do professor de tratá-los de igual para igual continuam sendo motivos para muitos debates.
Lançado quase 30 anos depois do primeiro filme, Ao Mestre Com Carinho 2 chegou aos cinemas em abril de 1996. Contava a história do professor Thackeray (Sidney Poitier) de volta a sua terra natal, onde continua lecionando e enfrentando aluno rebeldes. Apesar do grande sucesso, não teve o mesmo impacto do primeiro filme.
Uma curiosidade: Sidney Poitier foi o primeiro ator negro da história a ganhar um Oscar, em 1963, bem como o primeiro a receber o Oscar honorário pelo conjunto da obra, em 2002.

25/07/2017

A GURGEL E O SONHO DE PRODUZIR UM AUTOMÓVEL GENUINAMENTE BRASILEIRO


A Gurgel surgiu em setembro de 1969 na cidade paulista de Rio Claro pelas mãos do engenheiro mecânico João Augusto Conrado do Amaral Gurgel, que sonhava em produzir uma marca de veículos originalmente brasileira.
O primeiro modelo fabricado pela nova empresa era um bugue de linhas modernas e avançadas chamado Ipanema. A Gurgel tinha nessa época apenas seis funcionários. O chassi e o motor eram produzidos pela Volkswagen.
Com produção iniciada em 1973, o Xavante foi o primeiro produto de sucesso da marca. O detalhe é que nessa época a Gurgel produzia pouquíssimos automóveis, chegando a cerca de 10 por dia. Isso, no entanto, não foi empecilho para que ela começasse a exportar seus modelos, nem a lançar novos produtos.
Em 1980, ela fabricava 10 modelos diferentes. Entre os modelos de maior sucesso estava o BR-800, um automóvel totalmente desenvolvido e fabricado com tecnologia brasileira. Foi uma das primeiras experiências da empresa com veículos urbanos (ela produzia mais jipes e utilitários). De pequeno porte e com linhas retas, o BR-800 chamava a atenção por onde passava. Sua produção durou de 1988 a 1991.
Outro modelo fabricado nos anos 80 foi o XEF. Também com pequenas dimensões, era um carro totalmente urbano. Lembrava um bocado o FIAT 147. Tinha motor Volkswagen 1600 e era vendido com motor a álcool e a gasolina.
Ainda menor foi o Gurgel Supermini. Ele tinha linhas um pouco mais modernas em comparação com os outros veículos da marca. Apesar da aparência, leva quatro pessoas e ainda possuía um porta-malas. O motor era também mais potente.
Também com linhas retas, o X-15 era um veículo utilitário com aparência de carro de guerra.
Os veículos da Gurgel tinham nomes bem brasileiros como Xavante, Tocantins, Itaipu e Carajás (imagem acima). Este último era um utilitário moderno para a época. Tinha motor dianteiro Volkswagen (foi o primeiro modelo da marca com motor dianteiro) e concorria quase em pé de igualdade com o Toyota Bandeirante.
 Em virtude da forte concorrência estrangeira – além de problemas financeiros, obviamente –, a Gurgel fechou as portas em 1996. Temos que lembrar que a abertura de mercado para os veículos importados foi uma espécie de golpe fatal para a empresa. João Augusto do Amaral Gurgel faleceu em janeiro de 2009 depois de anos sofrendo com mal de Alzheimer. A marca foi adquirida em 2004 pelo empresário Paulo Emílio Freire Lemos, que hoje produz triciclos rurais e empilhadeiras.

24/07/2017

CHiPs E AS AVENTURAS DE DOIS PATRULHEIROS NAS ESTRADAS DA CALIFÓRNIA


A série norte-americana CHiPs foi exibida de 1977 a 1983, com o total de seis temporadas. Tinha como principais astros Larry Wilcox (que fazia o papel do personagem Jon Baker) e Erick Estrada (Frank Poncherello/Poncho).  Ambos interpretavam dois patrulheiros rodoviários que trabalhavam nas autoestradas da Califórnia.
Criado por Rick Rosner, CHiPs foi exibido nos Estados Unidos pela rede NBC. No Brasil, passou em diversas emissoras, entre as quais TVS, Record e Band. As duas primeiras temporadas foram lançadas em DVD por aqui.
No início, a série foi um tremendo fiasco, levando a emissora NBC a pensar em cancelá-la ainda na primeira temporada. Mas mudanças no roteiro e no horário e dia de exibição mudaram as coisas. CHiPs começou a chamar a atenção do público infanto-juvenil e proporcionar audiência para a NBC.
A série não fez sucesso apenas nos Estados Unidos, mas no mundo todo. Wilcox e Estrada se tornaram verdadeiras celebridades. Estrada chegou a viajar para o Brasil, onde concedeu entrevista para o programa Silvio Santos e até conheceu o ator Carlos Miranda, que outrora interpretou o protagonista de O Vigilante Rodoviário.
No Brasil, foram lançados diversos produtos referentes à série, como a “Auto-Estrada CHiPs” e as motos de brinquedos com os personagens.
Os conflitos entre os dois protagonistas, além da rotina nas autoestradas e ruas eram o principal chamariz do seriado. Enquanto o policial Jon Baker era mais ponderado, seu amigo Frank Poncherello comportava-se de modo mais agressivo. Por sinal CHiPs significa California Highway Patrol, ou Polícia Rodoviária da Califórnia.
Um dos episódios mais curiosos da série foi quando o ator Erick Estrada sofreu uma acidente na vida real, fraturando várias costelas e permanecendo cinco dias em coma no hospital. As cenas da recuperação estrada foram incorporadas ao seriado a ajudaram CHiPs a se tornar ainda mais popular.

22/07/2017

ZÉ COLMÉIA - AS AVENTURAS DE UM URSO LADRÃO DE CESTAS NO PARQUE JELLYSTONE


O urso Zé Colméia (Yogi Bear) surgiu nos Estados Unidos. Foi criado pelos estúdios Hanna-Barbera e exibido pela primeira vez no programa de desenhos The Huckleberry Hound Show (conhecido no Brasil como Dom Pixote). Os desenhos tinham em torno de 6 minutos, mas fizeram tanto sucesso que Zé Colméia ganhou sua própria série.
Dizem que a dupla Wiliam e Joseph se inspiraram num jogador de beisebol chamado Yogi Berra/Lawrence Berra para criar o personagem. Outros dizem que Zé foi inspirado num urso que roubava lanches de turistas no Parque Yellowstone, nos Estados Unidos, o que faz mais sentido. E Zé Colméia é justamente um urso que rouba cestas de piquenique de turistas no fictício parque Jellystone.
Os personagens secundários da série são o ursinho Catatau, a “ursa-namorada” Cindy e o guarda Smith, de quem Zé Colméia vive fugindo. O detalhe é que Catatau desaprova as artimanhas do amigo, mas sempre acaba caindo nas artimanhas dele.
Zé Colméia fez um tremendo sucesso no Brasil. Chegou a ter sua própria revista em quadrinhos, publicada pela Editora Abril. Suas aventuras foram durante muito tempo exibidas no programa infantil Globo Cor Especial, da Rede Globo. A mesma emissora exibiu outros desenhos com o personagem: A Turma do Zé Colméia, Corrida Espacial do Zé Colméia e Ho-Ho Olímpicos. No primeiro, ele comandava uma arca voadora onde viajavam personagens como Peter Potamus, Wally Gator, Lula Lelé, Dom Pixote, Formiga Atômica e outros.
Zé Colméia foi adaptado para os cinemas no início dos anos 2010, com o personagem totalmente feito em computador.

10 FATOS E INFORMAÇÕES CURIOSAS SOBRE A ANTIGA TV TUPI



A primeira emissora de televisão do Brasil foi a TV Tupi, inaugurada em 18 de setembro de 1950 em São Paulo. A Tupi era uma emissora de propriedade do Diários Associados, grupo empresarial do magnata Assis Chateaubriand. Na época de Chateaubriand, o grupo Diários Associados era o maior conglomerado de mídia da América Latina, reunindo diversas empresas entre jornais, revistas, emissoras de rádio e emissoras de televisão. Uma das revistas mais famosas era O Cruzeiro. Um detalhe: a Rede Tupi de Televisão não só foi a primeira emissora de TV do Brasil, como foi de toda a América do Sul. Manteve-se no ar durante 30, encerrando as atividades em 1980. Veja abaixo alguns fatos curiosos e bizarros sobre essa importante emissora.

A Tupi de São Paulo foi a única emissora do Brasil até 1952, quando surgiria a TV Paulista.

A Tupi tinha na época da inauguração apenas três horas de programação diária, começando sempre a partir das 8h da noite.

Assis Chateaubriand inaugurou a TV com um discurso de duas horas. Além de discurso, a primeira transmissão contou até com um recital de poesia.

O gênero telenovela surgiu no Brasil em 1951 com Sua Vida Me Pertence, exibida na Tupi. Como não existia videotape na época, os capítulos eram exibidos ao vivo duas vezes por semana. Foram apenas 15 capítulos.

Sua Vida Me Pertence foi a primeira novela a exibir um beijo na televisão brasileira. Mas engana-se quem pensa que foi um beijo ardido e cheio de luxúria, pois não passou de um simples selinho.

A falência da TV Tupi no início dos anos 80 fez com que a novela Drácula ficasse inacabada. Episódio semelhante só voltaria a acontecer com a extinção da TV Manchete em 1988, que deixou Brida pela metade.

O primeiro telejornal de grande popularidade da TV brasileira foi o Repórter Esso, que estreou em 1953. O Repórter Esso foi apresentado até 1970, quando saiu definitivamente do ar.

O primeiro programa infantil chamava-se Gurilândia.

A primeira transmissão de futebol no Brasil também foi feita pela TV Tupi. A partida entre Palmeiras e São Paulo foi transmitida no dia 15 de outubro de 1950.

Fonte: Mais Que Curiosidades

21/07/2017

JESSÉ - O SUCESSO E O DESAPARECIMENTO REPENTINO DE UMA VOZ ÚNICA


Os festivais da canção da canção transmitidos pela Globo e patrocinados por empresas como a Shell durante os anos 1980 revelaram para o grande público cantores como Raimundo Sodré, Tetê Espíndola, Oswaldo Montenegro, Sandra Sá e Jessé, entre outros.
Um dos grandes vencedores do festival MPB 80 foi o cantor Jessé com a música Porto Solidão (até hoje com 8 milhões de visualizações no YouTube). Curioso é que anos antes ele tinha tentado a carreira internacional com o pseudônimo de Tony Stevens.
Jessé Florentino Santos nasceu em Niterói/RJ, em 1952, e faleceu em Ourinhos/SP, em 1993. A morte ocorreu em virtude de um acidente de automóvel, quando o cantor se dirigia para um espetáculo na cidade de Terra Rica, no interior do Paraná.
Jessé viveu grande parte da vida em Brasília, mas mudou-se para São Paulo onde atuou como crooner em boates e tentou a carreira musical em grupos como o Placa Luminosa (que, por sinal, também faria grande sucesso num dos festivais da Globo).
Com a participação no Festival MPB 80, ganhou o prêmio de melhor intérprete. Sua interpretação de Porto Solidão, ajudou a alavancar sua carreira. Mais tarde, ele voltaria a fazer sucesso com outra música inesquecível: Voa Minha Liberdade.
Jessé lançou cerca de 15 discos ao longo da carreira. Os últimos álbuns foram coletâneas póstumas, lançadas em 2000 e 2003. Deixou uma imensa saudade não só em virtude de suas belas canções, mas de sua voz única.


20/07/2017

11 CRIMES QUE MOVIMENTARAM A TELEDRAMATURGIA BRASILEIRA


A primeira novela brasileira a intrigar o público como o “Quem Matou...?” foi o Sheik de Agadir (1966), de Gloria Magadan. Diversos personagens foram assassinados por uma figura misteriosa que usava luvas e era conhecida como o rato. O assassino só foi revelado no finalzinho da trama, quando descobriu-se se tratar de uma mulher, a personagem interpretada por Marieta Severo. Mais tarde, outras novelas voltaram a usar esse recurso narrativo, entre as quais O Astro, de Janete Clair, e Vale Tudo, de Gilberto Braga. Descubra mais nas linhas abaixo.

Escrita por Walter Negrão, a novela Cavalo de Aço (1973) chamou a atenção do público por causa do assassinato do latifundiário Max, personagem de Ziebinski. A identidade do assassino só é descoberta no último capítulo: a vilã Lenita, interpretada por Arlete Sales.

A novela O Astro (1978) tinha uma trama cativante. A audiência ia relativamente bem, mas ficou melhor ainda depois do assassinato do personagem Salomão Hayala, interpretado por Dionisio Azevedo. O milionário é encontrado morto em seu automóvel, deixando a entender que tudo não passou de um acidente. Mais tarde, descobre-se que ele tinha sido morto antes. O assassino era Felipe Cerqueira (Edwin Luisi), amante da esposa de Salomão (Tereza Raquel).

Com roteiro de Gilberto Braga, a novela Vale Tudo (1988) é até hoje lembrada pela maquiavélica personagem Maria de Fátima e pelo assassinato de outra personagem odiada pelo público: Odete Roitman. A madame cheia de “não me toque” foi assassinada na véspera do Natal. O mistério sobre quem foi o autor do crime durou quase duas semanas, deixando todo o Brasil em polvorosa. Até o caldo de galinha Maggi lançou uma promoção em cima do Quem matou Odete Roitman? A autora do crime foi Leila, interpretada por Cássia Kiss, que atirou em Odete pensando ser Maria de Fátima (Glória Pires), amante de seu marido.

Exibida em 1992, a novela Pedra Sobre Pedra foi escrita por Aguinaldo Silva. O “Quem Matou...?” girou em torno da misteriosa morte do fotógrafo Jorge Tadeu, personagem de Fábio Jr. No final, descobriu-se que o assassino era a beata Gioconda (Heloísa Mafalda), que matou o galanteador por ele ter flagrado ela roubando peças valiosas da igreja.

A trama da novela A Próxima Vítima (1995), de Silvio de Abreu, girou em torno de uma série de assassinatos misteriosos. Ao todo, o serial killer matou 10 pessoas: Gigio di Angelis (Carlos Eduardo Dollabela) e mais sete pessoas por queima de arquivo. Outros dois personagens também foram mortos por envolvimento com o assassino. No final, descobriu-se que o serial killer era Adalberto, interpretado por Cecil Thiré. O detalhe é que foram gravados vários finais para a trama. Nem o elenco sabia qual entraria no ar. Numa reprise, o assassino escolhido foi Ulysses (Otávio Augusto).

A explosão do shopping da novela Torre de Babel (1998), de Silvio de Abreu, matou diversos personagens. Era para o edifício explodir pelas mãos do personagem Clementino (Tony Ramos), mas algo deu errado e ele foi pelos ares antes do previsto. O próprio Clementino ficou perplexo com o ocorrido. A revelação sobre quem teria detonado os explosivos no horário de maior movimento só ocorreu no último capítulo, quando a personagem Sandrinha (Adriana Esteves) assumiu o crime. Ela queria se vingar de Clementino pela morte da sua mãe e da família proprietária do shopping por não aceitar seu namoro com o personagem de Marcos Palmeira.

A morte misteriosa de Lineu Vasconcelos (Hugo Carvana) foi um dos pontos fortes da novela Celebridade (2004), de Gilberto Braga. No final, descobriu-se que a autora do crime tinha sido a vilã Laura, personagem de Cláudia Abreu.

Outra morte misteriosa que deu muito o que falar foi a de Saulo (Werner Schünemann), na novela Passione (2010), de Silvio de Abreu. A assassina foi Clara, personagem interpretada por Maria Ximenes. Mas diversos personagens foram considerados suspeitos, inclusive Fred (Reynaldo Giannechini), cuja faca usada no crime foi encontrada em seu apartamento.

Na trama de Paraíso Tropical (2007), de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, a personagem Thaís Grimaldi (Alessandra Negrini) foi assassinada pelo vilão Olavo Novaes (Wagner Moura). A autoria do crime só foi revelada no final da novela.

Na segunda versão de A Escrava Isaura, exibida pela Record em 2004 e escrita por Tiago Santiago e Ana Maria Nunes, o vilão Leôncio (Leopoldo Pacheco) é assassinado. O assassino foi o capataz Chico (Jonas Mello), o que o público só ficou sabendo no último capítulo. Mas como foram gravadas várias versões do final, cada reprise teve um assassino diferente. Numa delas, quem matou Leôncio foi sua esposa traída Malvina (Maria Ribeiro).

Fontes: Guia dos Curiosos, Mofolândia, Wikipédia, Memória Globo.

19/07/2017

THRILLER, O ÁLBUM QUE TRANSFORMOU MICHAEL JACKSON NA MAIOR ESTRELA DA MÚSICA POP


Composto pelos irmãos Jackson, o grupo Jackson Five arrebatou milhares de fãs ao longo dos anos 1970. Mas quem despontou mesmo como o grande ídolo das gerações seguintes foi o vocalista Michael Jackson.
Lançado em 1979, o álbum Off the Wall ajudou a projetar Michael como cantor solo. Músicas como Don’t Stop ‘Til You Get Enough e Rock With You fizeram um sucesso tremendo. Até que no final de 1982, ele lançaria seu mais perfeito trabalho: Thriller.
Thriller começou realmente a fazer sucesso no Brasil quando os clipes de Billie Jean e Beat It foram transmitidos pelo programa Fantástico. Depois, veio a consagração definitiva com a exibição do longo clipe da faixa título.
Das nove faixas de Thriller, seis tocaram com frequência nas rádios. As preferidas eram, obviamente, Billie Jean e Beat It, mas o público também gostava de Wanna Be Startin’ Something, The Girl is Mine, The Girl is Mine e Thriller. Isso sem esquecer Babe Be Mine, outra música bastante elogiada.
O furor causado por Thriller foi tão grande que até as pessoas mais próximas de Michael ficaram admiradas. As vendas de jaquetas idênticas a que ele usava no clipe de Thriller explodiram. Muitos queriam aprender a rebolar como ele. Cantores dos mais diversos estilos desejavam gravar ou compor com Michael, entre os quais Paul McCartney, Lionel Richie, Rockwell e outros. Além de participar da faixa The Girl is Mine, McCartney logo lançaria outra música em conjunto: Say, Say, Say.
Com rifes e solo de Eddie Van Halen, a faixa título conseguiu a proeza de conquistar admiradores entre os fãs de rock pesado e da black music, da música branca e da música negra norte-americana.
Thriller conquistou nada menos que oito Grammys, o maior prêmio da música norte-americana, em 1984. Todos os sete singles do álbum estiveram entre os dez mais vendidos nos Estados Unidos. Ele foi também o disco mais vendido em território americano. E o que é mais impressionante: transformou-se no álbum de mais vendagem da história da música, com 105 milhões de cópias até 2015. E isso não é tudo: Thriller ficou entre os primeiros lugares na lista de melhor álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone.
Com Thriller, Michael Jackson transformou-se em unanimidade entre crítica e público. Uma verdadeira estrela da música pop. Um dos maiores ídolos do século XX.

18/07/2017

BRASINHA, UM DIABINHO FAZENDO SUCESSO ENTRE A GAROTADA


Com o crescimento da população evangélica, não custa perguntar se revistas em quadrinhos com demônios fariam sucesso no Brasil dos dias atuais. O fato é que elas chegaram um dia a ser bastante populares entre as crianças. Quem com mais de 40 anos não lembra do sofrível Satanésio? E quem nunca ouviu falar em Brasinha?
Chamado em inglês de Hot Stuff, the Little Devil, o personagem Brasinha surgiu nos Estados Unidos em 1957. Sua revista foi originalmente lançada pela Harvey Comics, a mesma de Gasparzinho e Riquinho. Quem propriamente criou o personagem foi Warren Kremmer, que ilustrou durante muito as suas história numa parceria como Howard Post.
No Brasil, a revista foi publicada pela editora O Cruzeiro, editora Vecchi e Rio Gráfica e Editora. Ela foi bastante popular entre os anos 60 e 70, mas deixou de ser publicada durante a década de 80. De lá para cá, a única editora a mostrar certo interesse em ressuscitar o personagem foi a Pixel.