25/05/2018

SAIBA QUAIS FORAM OS MODISMOS E AS MANIAS DO ANO DE 1983



Poucas pessoas lembram, mas 1983 foi um ano de grandes novidades no campo da tecnologia. Surgiram os mouses de computador (acredite, eles não tinha mouse até essa época), as câmeras de vídeo em VHS, os caixas eletrônicos (com o detalhe de que os primeiros foram instalados em Curitiba) e os Compact Discs.

Entre as personalidades que estiveram na boca do povo, podemos citar o jogador de vôlei Bernard, o piloto de Fórmula 1 Nelson Piquet, o jogador de futebol Zico, a jogadora de basquete Hortência, o nadador Gustavo Prado e o jogador Garrincha. Como podemos ver, 1983 foi um ano em que as listas de maiores ídolos dos brasileiros tiveram presença maciça de esportistas. Nenhum, no entanto, foi mais comentado do que Nelson Piquet, que nesse ano se consagrou campeão mundial de Fórmula 1.

As personalidades do mundo da música que mais deram o que falar foi Evandro Mesquita (líder da Blitz, uma das bandas de rock mais populares de início daqueles anos 80), Rita Lee (cuja popularidade atravessou quase toda a década) e Ritchie, um inglês que fez sucesso no Brasil cantando em português.

Por falar em música, os brasileiros ouviram Lulu Santos (intérprete do sucesso Tempos Modernos), Gang 90 e as Absurdetes (que interpretou Nosso Louco, um dos hits do verão 82/83), Rita Lee (cantora de Flagra), Eduardo Dusek (Rock da Cachorra), Magazine (Sou Boy), Neusinha Brizola (Mintchura), Absyntho (Ursinho Blau-blau), Barão Vermelho (Pro Dia Nascer Feliz), Kid Abelha e os Abóboras Selvagens (Por que não eu?) e Irene Cara (What a Feeling, tema do filme Flashdance).

E por falar em Gang 90 e as Absurdetes, a música Nosso Louco Amor foi tema de abertura da novela Louco Amor. Outra novela de grande sucesso foi Final Feliz, como música tema de Rita Lee. Nenhuma, no entanto, fez mais sucesso do que Guerra dos Sexos. Com Fernanda Montenegro e Paulo Autran interpretando o casal de protagonistas, ela chegou a ganhar um remake anos depois. Essas três novelas foram exibidas pela Rede Globo no horário das 19 horas.

Ainda falando de televisão, não custa lembrar da novela Eu Prometo, a última escrita por Janete Clair. Também não custa lembrar que foi nesse ano que surgiu a Rede Manchete, emissora do grupo Bloch. Um dos primeiros programas a entrar no ar foi Clube da Criança, com a modelo Xuxa Meneghel estreando como apresentadora. Outra novidade foi a estreia dos programas Bom Dia Brasil, Vídeo Show e Balão Mágico pela Rede Globo.

Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum e Zacarias - a trupe do programa de humor Os Trapalhões - lançavam dois filmes por ano nessa época. O Cangaceiro Trapalhão foi o filme brasileiro mais visto em 1983. Mas os brasileiro também lotaram os cinemas para assistir O Retorno de Jedi (o  terceiro filme do primeiro Star Wars), 007 Contra Octopussy, Um Lobisomen Americano em Londres, Tubarão 3, Fuscão Presto (inspirada na música de mesmo nome), Laços de Ternura e Flashdance.

Entre os autores mais lidos de 1983, vale destacar Umberto Eco (que escreveu O Nome da Rosa), Luís Fernando Veríssimo (O Analista de Bagé), Marcelo Rubens Paiva (Feliz Ano Velho), Irving Wallace (O Todo-Poderoso), John Le Carré (A Garota do Tambor), J. M. Simmel (Não Matem as Flores), Eliane Maciel (Com Licença, eu Vou à Luta), Harold Robbins (Atire a Primeira Pedra) e Herzer (A Queda para o Alto).

Os moradores de cidades grandes como Rio de Janeiro e São Paulo faziam compras em lojas de departamentos como Mesbla e Mappim. As compras de supermercado eram realizadas no Jumbo Eletro, entre outras redes. A previdência privada podia feita em empresas como a Capemi. Cadernetas de poupança podiam ser dos bancos Haspa, Comind, Delfin ou Bamerindus. Quando pretendiam fazer viagens aéreas nacionais, compravam passagens na Vasp, Varig ou Transbrasil (para os Estados Unidos, podia na Pan Am).

As coleções de roupas casuais e esportivas para jovens levavam nomes de marcas (Hollywood Sportline, Honda Way, Yamaha Look ou Marlboro Leisure Wear). Os agasalhos de moletom estavam em moda, quase todo mundo usava. Entre as marcas de jeans, havia a Matite e a USTop.

Entre os modismos podemos citar o cantor Ritchie (intérprete do mega-hit Menina Veneno), os sorvetes Sem-Nome, o game Odissey, a "motoreta" Monareta e o Círculo do Livro. A editora Abril relançou o álbum de figurinhas Galerias Disney, mas sem o mesmo sucesso da década de 70.

Crianças mascavam chicletes de marcas como Ploc e chupavam balas como Soft (muitas quase morreram engasgadas). Comiam chocolate Cad-Lac e se lambuzavam com as latas de Leite Moça com chocolate ou café.

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22/05/2018

CALVIN E HAROLDO, A DUPLA QUE CONQUISTOU OS FÃS DE QUADRINHOS



Entre os personagens mais populares das tirinhas de jornais atualmente, vale lembrar de Garfield, Hagar, Turma da Mônica, Snoopy, Dilbert, Mafalda e, claro que não podia faltar, a dupla Calvin e Haroldo.
Criados nos Estados Unidos pelo cartunista Bill Watterson, Calvin e Haroldo (Calvin e Hobbes, em Portugal) possuem milhões de fãs ao redor do mundo. Não sem motivos. Suas tirinhas são publicadas em pelo menos dois mil jornais.
A primeira tira de Calvin e Haroldo foi publicada em 18 de novembro de 1985, com grande repercussão. Nem bem se passaram dois anos e Watterson já era um dos cartunistas mais elogiados dos Estados Unidos. Mas qual a temática dos quadrinhos de Calvin e Haroldo?
Calvin é um garoto de seis anos muito esperto que tem como principal companheiro o seu tigre de estimação, com quem lida como se fosse um animal de verdade (ou um animal com características bastante humanas). Para as pessoas, Haroldo não passa de um bicho de pelúcia, mas para Calvin, é um companheiro de aventuras. O interessante é que muitas vezes ambos vivem experiências que conduzem o leitor a reflexões profundas sobre a vida.
Sobre Calvin e Haroldo vale ainda lembrar de alguns curiosidades. Seus nomes foram inspirados no clérigo protestante suíço João Calvino e no filósofo inglês Thomas Hobbes (um detalhe: ambos possuíam visões obscuras da natureza humana, embora Watterson diga que os escolheu apenas como piada). Calvin teria, além disso, surgido como personagem secundário de outra tirinha, que acabou sendo abortada.
Watterson se dedicou às tiras por cerca de oito anos, prometendo interrompê-las algumas vezes. A última e definitiva tira foi publicada em 1995, mostrando um Calvin encantado com a neve (lembrando que foi a de número 3.160).
O curioso é que o autor em nenhum momento pensou em lucrar com merchandising com os personagens. Por isso que não vemos tantos produtos inspirados na dupla, ao contrário de Snoopy, Garfield e outros personagens dos quadrinhos.
O fato é que Calvin e Haroldo encantaram uma geração inteira com suas tiradas de humor e sacadas filosóficas. E o mais provável que continue inspirando muitas outras gerações.

17/05/2018

CONHEÇA AS GÍRIAS MAIS UTILIZADAS NO UNIVERSO FUNK


O funk carioca é muito diferente do funk norte-americano, que teve a soul music como uma das suas principais influências. Sua base veio do miami bass (estilo conhecido por usar uma batida continuada das caixas de ritmo), do rap e do free style (gênero surgido a partir da mistura de estilos como blues e house). Surgiu entre o final dos anos 70 e início dos 80. Com o passar do tempo, tomou as periferias de outras grandes cidades. Originou subgêneros como o funk melody, funk ostentação, funk ousadia, proibidão e new funk.
Entre os principais ídolos do funk e seus subgêneros, vale lembrar de Bonde do Tigrão, Mister Catra, MC Guimê, Sabrina Boing Boing, Tati Quebra-Barraco, MC Daleste, Naldo, Ludmilla, MC Gui, MC Kevinho e MC Pikachu.
Os funkeiros, como são chamados os fãs do gênero, utilizam com frequência gírias próprias. Enquanto a maioria é conhecida do restante dos brasileiros, outras são usadas apenas no universo funk. Algumas estão restritas ao Rio de Janeiro; outras a São Paulo.
Conheça a seguir algumas das gírias mais conhecidas do universo funk carioca:

Abalar causar boa impressão;
Bolado – surpreso, perplexo, nervoso, revoltado;
Bombando – fazendo sucesso, sendo divertido. Ex: “A festa está bombando”;
Bonde – conjunto de amigos da mesma comunidade ou grupo de dança;
Bucha – pessoa inconveniente, safada;
Cachorra – vadia;
Caô – problema, mentira;
Cê é louco – o mesmo que “que legal”, “que da hora”;
Chapa quente – pessoa perigosa, lugar ou pessoa que “está fervendo”, lugar de clima agitado, pessoa que põe uma festa para ferver;
Colar com – andar junto de;
Conspirar – agir com falsidade, ser falso com os amigos;
Cortar na mão – roubar a namorada de alguém;
Dar uma moral – dar uma ajuda, incentivar;


16/05/2018

8 CAPAS DA REVISTA O CRUZEIRO, UMA DAS MAIS IMPORTANTES DO MERCADO EDITORIAL BRASILEIRO



Uma das revistas semanais mais longevas da história do jornalismo brasileiro foi O Cruzeiro. Ela foi lançada em 1928 pelos Diários Associados, de Assis Chateaubriand (o mesmo que décadas depois, inauguraria a primeira emissora de TV do país: a Tupi). Circulou durante 47 anos, cobrindo eventos como o suicídio de Getúlio Vargas, a construção de Brasília, o golpe militar de 1964, a Copa do Mundo de 1970 e outros.
De início, as principais concorrentes de O Cruzeiro eram Fon-Fon e Revista da Semana. Com o tempo, surgiram outros ainda mais fortes: Manchete, Fatos e Fotos, Visão, Realidade e Veja.
A última edição de O Cruzeiro circulou em julho de 1975.
Seguem abaixo algumas capas da revista, que mostram as mudanças no seu layout e padrão visual – com destaque para a edição sobre a tricampeonato brasileiro na Copa do Mundo de 1970, no México.










13/05/2018

BACK TO BLACK, O DISCO DE AMY WINEHOUSE QUE MUDOU A SONORIDADE DOS ANOS 2000


 
Amy Winehouse chocou o mundo quando faleceu, e muito provavelmente por causa da sua idade.
Assim como Jim Morrison, Jimi Hendrix e Janis Joplin, três lendas do rock, Amy faleceu com apenas 27 anos. Tinha uma carreira longa pela frente. A julgar pelo seu disco Back to Black, tida tudo para ser uma bem sucedida carreira.
Back to Black é o segundo álbum da carreira de Amy Winehouse. Lançado no Reino Unido em outubro de 2007, ele causou estardalhaço entre a crítica. É fácil descobrir o motivo: ele misturava rythm and blues moderno com ska e soul music, criando uma sonoridade que, somada à voz da cantora, parecia absurdamente incrível.
É claro que nós tínhamos que incluir Back to Black em nossa lista de discos recomendáveis. E basta ouvir três faixas para concordar totalmente conosco. São elas: Rehab, You Know I’m no Good e Back to Black. E antes que você diga que as três são irresistíveis, nós declaramos: o disco inteiro é irresistível.
Back to Black é importante ainda por um motivo que vale a pena lembrar: ele ajudou a catapultar a soul music para os primeiros lugares da parada dos anos 2000. Também influenciou cantoras como Duffy, Adele, Gabriella Cilmi, Lilly Allne e até Lady Gaga, para quem “Amy mudou a música pop para sempre”. Digamos que transformou radicalmente a soul music feminina.
Temos que lembrar que Back to Black é o álbum pop britânico mais vendido desde os anos 2000. Assim que foi lançado, conquistou o terceiro lugar nas paradas britânicas. Teve, além disso, um excelente desempenho em vendas na América do Norte. Não chegou a fazer todos esse estardalhaço no Brasil, mas foi repetidamente elogiado pela imprensa. O clipe de Rehab fez bastante sucesso por aqui.
Amy pode ter nos deixado cedo, mas certamente mudou a música britânica. A música do século XXI.
Antes que a gente esqueça: os mitos não morrem jamais.

10/05/2018

GHOSTBUSTERS, O FILME SOBRE FANTASMAS QUE CONQUISTOU O PÚBLICO DOS ANOS 80



É quase impossível definir se o filme Os Caça-Fantasmas é um suspense, uma ficção-científica ou uma comédia. O correto seria dizer que é uma mistura disso tudo, e bem divertida.
Os Caça-Fantasmas obteve uma recepção calorosa, tanto da parte do público quanto da crítica, quando foi lançado. Levou milhões de pessoas aos cinemas e motivou Hollywood a realizar uma continuação e duas séries animadas.
Lançado em 1984, Os Caça-Fantasmas levou o cantor Ray Parker Jr. aos primeiros lugares das paradas de sucesso com a música-tema. Contribuiu também de forma significativa para as carreiras de Sigourney Weaver, Bill Murray, Dan Akroyd, Harold Ramis e Rick Moranis. E mais ainda: inovou com diversos efeitos visuais, chegando a ser indicado ao Oscar nessa categoria.
Ghostbusters, seu nome em inglês, foi dirigido por Ivan Roitman e roteirizado por Dan Akroyd e Harold Ramis (uma curiosidades desconhecida pela maior parte dos fãs do filme). A trilha sonora ficou a cargo de Elmer Bernstein, um dos mais famosos compositores do cinema da época.
A trama girava em torno de um grupo de amigos que resolve criar uma empresa de “caça-fantasmas” depois que uma série de incidentes paranormais passa a assustar a população de Nova York. De início, os clientes são escassos, mas com o passar do tempo começam a se tornar frequentes. Isso ocorre quando uma secretária pede ajuda aos Ghostbuster para capturar uma criatura verde que assusta os hóspedes do hotel onde trabalha. Com suas mochilas de prótons, eles conseguem capturar a criatura. O número de clientes dispara, contudo... Eles acabam descobrindo que a grande quantidade de fenômenos paranormais está ligando a uma espécie de deus da destruição chamado Gozer. Ao investigar melhor o caso, descobrem também uma espécie de portal de onde os fantasmas e o próprio Gozer estavam surgindo. O lado engraçado da história é que tentam esvaziar suas mentes para impedir que o deus-demônio “encarne” na forma imaginada por eles, mas não dá certo. Gozer surge na forma de um gigantesco homem de marshmalow com roupas de marinheiro.
A divertida história levou os estúdios a tentarem uma sequência, levada aos cinemas cinco anos depois. Pena que não tenha feito o mesmo sucesso.
Em 2016, foi lançado um remake com protagonistas femininas, mas também sem a mesma repercussão da versão original.
De qualquer forma, Ghostbuster foi um dos filmes mais vistos em VHS e, como era de se esperar, na Sessão da Tarde. Assim como Karate Kid, A Lagoa Azul e outras produções dos anos 80, ele foi incessantemente reprisado pela Globo.