22/07/2017

ZÉ COLMÉIA - AS AVENTURAS DE UM URSO LADRÃO DE CESTAS NO PARQUE JELLYSTONE


O urso Zé Colméia (Yogi Bear) surgiu nos Estados Unidos. Foi criado pelos estúdios Hanna-Barbera e exibido pela primeira vez no programa de desenhos The Huckleberry Hound Show (conhecido no Brasil como Dom Pixote). Os desenhos tinham em torno de 6 minutos, mas fizeram tanto sucesso que Zé Colméia ganhou sua própria série.
Dizem que a dupla Wiliam e Joseph se inspiraram num jogador de beisebol chamado Yogi Berra/Lawrence Berra para criar o personagem. Outros dizem que Zé foi inspirado num urso que roubava lanches de turistas no Parque Yellowstone, nos Estados Unidos, o que faz mais sentido. E Zé Colméia é justamente um urso que rouba cestas de piquenique de turistas no fictício parque Jellystone.
Os personagens secundários da série são o ursinho Catatau, a “ursa-namorada” Cindy e o guarda Smith, de quem Zé Colméia vive fugindo. O detalhe é que Catatau desaprova as artimanhas do amigo, mas sempre acaba caindo nas artimanhas dele.
Zé Colméia fez um tremendo sucesso no Brasil. Chegou a ter sua própria revista em quadrinhos, publicada pela Editora Abril. Suas aventuras foram durante muito tempo exibidas no programa infantil Globo Cor Especial, da Rede Globo. A mesma emissora exibiu outros desenhos com o personagem: A Turma do Zé Colméia, Corrida Espacial do Zé Colméia e Ho-Ho Olímpicos. No primeiro, ele comandava uma arca voadora onde viajavam personagens como Peter Potamus, Wally Gator, Lula Lelé, Dom Pixote, Formiga Atômica e outros.
Zé Colméia foi adaptado para os cinemas no início dos anos 2010, com o personagem totalmente feito em computador.

10 FATOS E INFORMAÇÕES CURIOSAS SOBRE A ANTIGA TV TUPI



A primeira emissora de televisão do Brasil foi a TV Tupi, inaugurada em 18 de setembro de 1950 em São Paulo. A Tupi era uma emissora de propriedade do Diários Associados, grupo empresarial do magnata Assis Chateaubriand. Na época de Chateaubriand, o grupo Diários Associados era o maior conglomerado de mídia da América Latina, reunindo diversas empresas entre jornais, revistas, emissoras de rádio e emissoras de televisão. Uma das revistas mais famosas era O Cruzeiro. Um detalhe: a Rede Tupi de Televisão não só foi a primeira emissora de TV do Brasil, como foi de toda a América do Sul. Manteve-se no ar durante 30, encerrando as atividades em 1980. Veja abaixo alguns fatos curiosos e bizarros sobre essa importante emissora.

A Tupi de São Paulo foi a única emissora do Brasil até 1952, quando surgiria a TV Paulista.

A Tupi tinha na época da inauguração apenas três horas de programação diária, começando sempre a partir das 8h da noite.

Assis Chateaubriand inaugurou a TV com um discurso de duas horas. Além de discurso, a primeira transmissão contou até com um recital de poesia.

O gênero telenovela surgiu no Brasil em 1951 com Sua Vida Me Pertence, exibida na Tupi. Como não existia videotape na época, os capítulos eram exibidos ao vivo duas vezes por semana. Foram apenas 15 capítulos.

Sua Vida Me Pertence foi a primeira novela a exibir um beijo na televisão brasileira. Mas engana-se quem pensa que foi um beijo ardido e cheio de luxúria, pois não passou de um simples selinho.

A falência da TV Tupi no início dos anos 80 fez com que a novela Drácula ficasse inacabada. Episódio semelhante só voltaria a acontecer com a extinção da TV Manchete em 1988, que deixou Brida pela metade.

O primeiro telejornal de grande popularidade da TV brasileira foi o Repórter Esso, que estreou em 1953. O Repórter Esso foi apresentado até 1970, quando saiu definitivamente do ar.

O primeiro programa infantil chamava-se Gurilândia.

A primeira transmissão de futebol no Brasil também foi feita pela TV Tupi. A partida entre Palmeiras e São Paulo foi transmitida no dia 15 de outubro de 1950.

Fonte: Mais Que Curiosidades

21/07/2017

JESSÉ - O SUCESSO E O DESAPARECIMENTO REPENTINO DE UMA VOZ ÚNICA


Os festivais da canção da canção transmitidos pela Globo e patrocinados por empresas como a Shell durante os anos 1980 revelaram para o grande público cantores como Raimundo Sodré, Tetê Espíndola, Oswaldo Montenegro, Sandra Sá e Jessé, entre outros.
Um dos grandes vencedores do festival MPB 80 foi o cantor Jessé com a música Porto Solidão (até hoje com 8 milhões de visualizações no YouTube). Curioso é que anos antes ele tinha tentado a carreira internacional com o pseudônimo de Tony Stevens.
Jessé Florentino Santos nasceu em Niterói/RJ, em 1952, e faleceu em Ourinhos/SP, em 1993. A morte ocorreu em virtude de um acidente de automóvel, quando o cantor se dirigia para um espetáculo na cidade de Terra Rica, no interior do Paraná.
Jessé viveu grande parte da vida em Brasília, mas mudou-se para São Paulo onde atuou como crooner em boates e tentou a carreira musical em grupos como o Placa Luminosa (que, por sinal, também faria grande sucesso num dos festivais da Globo).
Com a participação no Festival MPB 80, ganhou o prêmio de melhor intérprete. Sua interpretação de Porto Solidão, ajudou a alavancar sua carreira. Mais tarde, ele voltaria a fazer sucesso com outra música inesquecível: Voa Minha Liberdade.
Jessé lançou cerca de 15 discos ao longo da carreira. Os últimos álbuns foram coletâneas póstumas, lançadas em 2000 e 2003. Deixou uma imensa saudade não só em virtude de suas belas canções, mas de sua voz única.


20/07/2017

11 CRIMES QUE MOVIMENTARAM A TELEDRAMATURGIA BRASILEIRA


A primeira novela brasileira a intrigar o público como o “Quem Matou...?” foi o Sheik de Agadir (1966), de Gloria Magadan. Diversos personagens foram assassinados por uma figura misteriosa que usava luvas e era conhecida como o rato. O assassino só foi revelado no finalzinho da trama, quando descobriu-se se tratar de uma mulher, a personagem interpretada por Marieta Severo. Mais tarde, outras novelas voltaram a usar esse recurso narrativo, entre as quais O Astro, de Janete Clair, e Vale Tudo, de Gilberto Braga. Descubra mais nas linhas abaixo.

Escrita por Walter Negrão, a novela Cavalo de Aço (1973) chamou a atenção do público por causa do assassinato do latifundiário Max, personagem de Ziebinski. A identidade do assassino só é descoberta no último capítulo: a vilã Lenita, interpretada por Arlete Sales.

A novela O Astro (1978) tinha uma trama cativante. A audiência ia relativamente bem, mas ficou melhor ainda depois do assassinato do personagem Salomão Hayala, interpretado por Dionisio Azevedo. O milionário é encontrado morto em seu automóvel, deixando a entender que tudo não passou de um acidente. Mais tarde, descobre-se que ele tinha sido morto antes. O assassino era Felipe Cerqueira (Edwin Luisi), amante da esposa de Salomão (Tereza Raquel).

Com roteiro de Gilberto Braga, a novela Vale Tudo (1988) é até hoje lembrada pela maquiavélica personagem Maria de Fátima e pelo assassinato de outra personagem odiada pelo público: Odete Roitman. A madame cheia de “não me toque” foi assassinada na véspera do Natal. O mistério sobre quem foi o autor do crime durou quase duas semanas, deixando todo o Brasil em polvorosa. Até o caldo de galinha Maggi lançou uma promoção em cima do Quem matou Odete Roitman? A autora do crime foi Leila, interpretada por Cássia Kiss, que atirou em Odete pensando ser Maria de Fátima (Glória Pires), amante de seu marido.

Exibida em 1992, a novela Pedra Sobre Pedra foi escrita por Aguinaldo Silva. O “Quem Matou...?” girou em torno da misteriosa morte do fotógrafo Jorge Tadeu, personagem de Fábio Jr. No final, descobriu-se que o assassino era a beata Gioconda (Heloísa Mafalda), que matou o galanteador por ele ter flagrado ela roubando peças valiosas da igreja.

A trama da novela A Próxima Vítima (1995), de Silvio de Abreu, girou em torno de uma série de assassinatos misteriosos. Ao todo, o serial killer matou 10 pessoas: Gigio di Angelis (Carlos Eduardo Dollabela) e mais sete pessoas por queima de arquivo. Outros dois personagens também foram mortos por envolvimento com o assassino. No final, descobriu-se que o serial killer era Adalberto, interpretado por Cecil Thiré. O detalhe é que foram gravados vários finais para a trama. Nem o elenco sabia qual entraria no ar. Numa reprise, o assassino escolhido foi Ulysses (Otávio Augusto).

A explosão do shopping da novela Torre de Babel (1998), de Silvio de Abreu, matou diversos personagens. Era para o edifício explodir pelas mãos do personagem Clementino (Tony Ramos), mas algo deu errado e ele foi pelos ares antes do previsto. O próprio Clementino ficou perplexo com o ocorrido. A revelação sobre quem teria detonado os explosivos no horário de maior movimento só ocorreu no último capítulo, quando a personagem Sandrinha (Adriana Esteves) assumiu o crime. Ela queria se vingar de Clementino pela morte da sua mãe e da família proprietária do shopping por não aceitar seu namoro com o personagem de Marcos Palmeira.

A morte misteriosa de Lineu Vasconcelos (Hugo Carvana) foi um dos pontos fortes da novela Celebridade (2004), de Gilberto Braga. No final, descobriu-se que a autora do crime tinha sido a vilã Laura, personagem de Cláudia Abreu.

Outra morte misteriosa que deu muito o que falar foi a de Saulo (Werner Schünemann), na novela Passione (2010), de Silvio de Abreu. A assassina foi Clara, personagem interpretada por Maria Ximenes. Mas diversos personagens foram considerados suspeitos, inclusive Fred (Reynaldo Giannechini), cuja faca usada no crime foi encontrada em seu apartamento.

Na trama de Paraíso Tropical (2007), de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, a personagem Thaís Grimaldi (Alessandra Negrini) foi assassinada pelo vilão Olavo Novaes (Wagner Moura). A autoria do crime só foi revelada no final da novela.

Na segunda versão de A Escrava Isaura, exibida pela Record em 2004 e escrita por Tiago Santiago e Ana Maria Nunes, o vilão Leôncio (Leopoldo Pacheco) é assassinado. O assassino foi o capataz Chico (Jonas Mello), o que o público só ficou sabendo no último capítulo. Mas como foram gravadas várias versões do final, cada reprise teve um assassino diferente. Numa delas, quem matou Leôncio foi sua esposa traída Malvina (Maria Ribeiro).

Fontes: Guia dos Curiosos, Mofolândia, Wikipédia, Memória Globo.

19/07/2017

THRILLER, O ÁLBUM QUE TRANSFORMOU MICHAEL JACKSON NA MAIOR ESTRELA DA MÚSICA POP


Composto pelos irmãos Jackson, o grupo Jackson Five arrebatou milhares de fãs ao longo dos anos 1970. Mas quem despontou mesmo como o grande ídolo das gerações seguintes foi o vocalista Michael Jackson.
Lançado em 1979, o álbum Off the Wall ajudou a projetar Michael como cantor solo. Músicas como Don’t Stop ‘Til You Get Enough e Rock With You fizeram um sucesso tremendo. Até que no final de 1982, ele lançaria seu mais perfeito trabalho: Thriller.
Thriller começou realmente a fazer sucesso no Brasil quando os clipes de Billie Jean e Beat It foram transmitidos pelo programa Fantástico. Depois, veio a consagração definitiva com a exibição do longo clipe da faixa título.
Das nove faixas de Thriller, seis tocaram com frequência nas rádios. As preferidas eram, obviamente, Billie Jean e Beat It, mas o público também gostava de Wanna Be Startin’ Something, The Girl is Mine, The Girl is Mine e Thriller. Isso sem esquecer Babe Be Mine, outra música bastante elogiada.
O furor causado por Thriller foi tão grande que até as pessoas mais próximas de Michael ficaram admiradas. As vendas de jaquetas idênticas a que ele usava no clipe de Thriller explodiram. Muitos queriam aprender a rebolar como ele. Cantores dos mais diversos estilos desejavam gravar ou compor com Michael, entre os quais Paul McCartney, Lionel Richie, Rockwell e outros. Além de participar da faixa The Girl is Mine, McCartney logo lançaria outra música em conjunto: Say, Say, Say.
Com rifes e solo de Eddie Van Halen, a faixa título conseguiu a proeza de conquistar admiradores entre os fãs de rock pesado e da black music, da música branca e da música negra norte-americana.
Thriller conquistou nada menos que oito Grammys, o maior prêmio da música norte-americana, em 1984. Todos os sete singles do álbum estiveram entre os dez mais vendidos nos Estados Unidos. Ele foi também o disco mais vendido em território americano. E o que é mais impressionante: transformou-se no álbum de mais vendagem da história da música, com 105 milhões de cópias até 2015. E isso não é tudo: Thriller ficou entre os primeiros lugares na lista de melhor álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone.
Com Thriller, Michael Jackson transformou-se em unanimidade entre crítica e público. Uma verdadeira estrela da música pop. Um dos maiores ídolos do século XX.

18/07/2017

BRASINHA, UM DIABINHO FAZENDO SUCESSO ENTRE A GAROTADA


Com o crescimento da população evangélica, não custa perguntar se revistas em quadrinhos com demônios fariam sucesso no Brasil dos dias atuais. O fato é que elas chegaram um dia a ser bastante populares entre as crianças. Quem com mais de 40 anos não lembra do sofrível Satanésio? E quem nunca ouviu falar em Brasinha?
Chamado em inglês de Hot Stuff, the Little Devil, o personagem Brasinha surgiu nos Estados Unidos em 1957. Sua revista foi originalmente lançada pela Harvey Comics, a mesma de Gasparzinho e Riquinho. Quem propriamente criou o personagem foi Warren Kremmer, que ilustrou durante muito as suas história numa parceria como Howard Post.
No Brasil, a revista foi publicada pela editora O Cruzeiro, editora Vecchi e Rio Gráfica e Editora. Ela foi bastante popular entre os anos 60 e 70, mas deixou de ser publicada durante a década de 80. De lá para cá, a única editora a mostrar certo interesse em ressuscitar o personagem foi a Pixel.