30/08/2017

AS PERALTICES DE DOIS GAROTOS NAS HILÁRIAS HISTÓRIAS DE OS SOBRINHOS DO CAPITÃO


As histórias de Os Sobrinhos do Capitão (Katzenjammer Kids, no início) foram criadas pelo alemão naturalizado americano Rudolph Dirks no final do século XIX (sim, eles estão entre os pioneiros dos quadrinhos). Começaram a ser publicadas em 1897 no suplemento de domingo do jornal New York Journal. Detalhe: Dirks foi o primeiro a utilizar balões nas histórias em quadrinhos.
A inspiração para a criação de Os Sobrinhos do Capitão veio de Max e Moritz, dois garotos criados pelo também alemão Wilhelm Busch. Os tais sobrinhos eram o loiro Fritz e o moreno Hanz, que viviam em alguma colônia alemã na África. De início, seus pais apareciam na história, mas eles acabaram sumindo para dar lugar apenas para o capitão.
Fritz e Hanz raramente aceitavam a autoridade e sempre aprontavam como o capitão, um sujeito de longa barba negra que sofria de gota. Protegidos pela viúva Mama Chucrutz, eles se safavam sem maiores problemas da suas arteirices.
O primeiro desenho animado com os garotos foi lançado em 1898, em preto e branco. Outro foram produzidos em 1918 (com o detalhe de que a nacionalidade dos garotos foi mudada nessa época em virtude da Primeira Guerra Mundial), também em P&B.
Como os direitos autorais sobre os personagens de Katzenjammer Kids ficaram com o jornal o New York Journal, Dirks não pôde utilizá-los em outras publicações. Após uma briga na justiça, no entanto, ficou decidido que ele podia usar os personagens, desde que mudasse a publicação de nome. Foi assim que ela começou a se chamar The Captain and The Kids, ou Os Sobrinhos do Capitão.
Tanto o Katzenjammer Kids quando o The Captain and The Kids foram publicados no Brasil, embora os editores brasileiros não entendessem a diferença. O fato é que eles se tornaram mais famosos como Os Sobrinhos do Capitão

29/08/2017

G ARONSON, O INIMIGO NÚMERO 1 DOS PREÇOS ALTOS



O empresário Girsz Aronson podia ser visto com frequência numa unidade da sua rede de lojas no Centro velho de São Paulo. Talvez tenha sido por esse motivo que se tornou alvo fácil de sequestradores. Os bandidos mantiveram o velho Aronson durante 12 dias em cativeiro. Ele só foi solto após o pagamento de um resgate milionário e encontrado à noite na rodovia Castelo Branco.
O crime ocorreu 10 anos antes da morte de Aronson, ocorrida em 2008 em virtude um câncer.
Girsz Aronson nasceu numa família judia de origem russa em 18 de janeiro de 1917. Passou a infância e juventude em Curitiba com a mãe viúva e os irmãos. Começou a trabalhar cedo, aos 12 anos, vendendo bilhetes de loteria. Seu negócio surgiu durante a década de 1940, quando foi convidado por uma empresa de casacos do Rio de Janeiro a ser representante em São Paulo.
A G. Aronson tinha uma loja na rua Conselheiro Crispiniano na capital paulista, onde vendia casacos de pele com o slogan “Uma tradição no comércio de peles”. Com o passar do tempo, ela passou a vender outros produtos, inclusive aparelhos eletroeletrônicos.
Além da G. Aronson, Girsz possuía durante os anos 60 uma loja de artigos infantis chamada Gurilândia.
A expansão da G. Aronson ocorreu durante a década de 1970, chegando a 34 lojas e cerca de mil funcionários. Comerciais com as ofertas de produtos eletrônicos da rede se tornaram comuns na TV. O slogan da G. Aronson era “o inimigo número 1 dos preços altos”.
Além do Mappim, Mesbla e Sears, três importantes lojas de departamentos, a G. Aronson teve como concorrente a Casas Buri, Lojas Tamakavy, Casas Bahia, Arapuã e Casa Centro, entro outras.
A empresa faliu em 1999, com dívidas em torno de R$ 65 milhões.

28/08/2017

A CATIVANTE HISTÓRIA DE SASSÁ MUTEMA NA INESQUECÍVEL O SALVADOR DA PÁTRIA


Visto como um dos atores mais talentosos da TV brasileira, Lima Duarte protagonizou personagens inesquecíveis como Zeca Diabo (O Bem-Amado), Salviano Lisboa (Pecado Capital), Sinhôzinho Malta (Roque Santeiro) e Sassá Mutema (O Salvador da Pátria).
Exibida em 1989, O Salvador da Pátria tinha no elenco, além do próprio Lima Duarte, os seguintes atores: Maitê Proença, Betty Faria, José Wilker, Francisco Cuoco, Lúcia Veríssimo e Cecil Thiré, entre outros.
O Salvador da Pátria conta a história de Sassá Mutema, um boia-fria que é convencido a casar com a amante do homem mais poderoso da região, o deputado federal Severo Toledo Blanco (Francisco Cuoco). Quem trama o casório é o próprio Severo, cuja intenção é salvar seu casamento com Gilda (Susana Vieira). A história é descoberta pelo radialista Juca Pirama (Luís Gustavo), que é assassinado pouco tempo depois. A culpa recai em cima de Sassa Mutema, que é auxilidado pela professora Clotilde (Maitê Proença). As coisas mudam com a descoberta de que Juca Pirama não passava de um corrupto, aproveitador e demagogo. A popularidade de Sassá dispara e, obviamente, os políticos tentam tirar vantagem disso. Sassá é eleito prefeito da cidade, mas se rebela contra seus manipuladores e trilha uma carreira independente. Nesse meio tempo, ele se apaixona pela professorinha Clotilde (temos que lembrar que foi ela quem ajudou a transformar o simples boia-fria num político de grande prestígio).
A ideia original do autor Lauro César Muniz era transformar Sassá Mutema em presidente da República, mas em virtude das eleições presidenciais daquele ano, ela foi abortada. O receio era de que ajudasse a promover a candidatura do ex-metalúrgico Luís Inácio Lula da Silva.
O Salvador da Pátria é considerada uma das novelas de maior audiência da história da TV brasileira. O público se identificou com o personagem Sassá Mutema, além de que torceu pelo seu romance com Clotilde.
Ela ajudou a projetar a carreira da cantora Marisa Monte, que fez grande sucesso com a música Bem Que se Quis.
Lauro César Muniz escreveu outras tramas de grande sucesso, entre as quais Escalada, O Casarão, Os Gigantes e Roda de Fogo. 

27/08/2017

UMA SENHORA DE 80 ANOS QUE ANIMOU MUITO A NOSSA INFÂNCIA: LULUZINHA


Acredite se quiser, mas Luluzinha (Little Lulu, no original em inglês) possui mais de 80 anos de história. Ela foi criada em 1935, pela desenhista norte-americana Marjorie Henderson Buell. Seus cartoons foram desenhados e publicados inicialmente na revista The Saturday Evening Post. Lulu só ganhou a própria revista em quadrinhos em 1945, dez anos depois.
Com idade entre 8 e 10 anos, Luluzinha é uma menina bastante esperta. Possui diversos amigos, entre os quais Bolinha, Aninha (sua melhor amiga), Plínio, Glória e Alvinho.
Diversas séries de animação foram lançadas com a turma da Luluzinha, sendo que a primeira surgiu entre 1943 e 1948.
As revistas de Luluzinha e Bolinha chegaram ao Brasil nos anos 1950 pela editora O Cruzeiro. Elas continuaram sendo publicadas até 1972, quando passaram para as mãos da Editora Abril, que lançou vários títulos com ambos os personagens.
Mais recentemente, foi lançada uma série com a turma durante a adolescência (Luluzinha Teen), mas acabou sendo descontinuada. As histórias antigas também chegaram a ser temporariamente relançadas pela editora Pixel.
Dizem Luluzinha foi a principal influência de Maurício de Souza para criar a Turma da Mônica.

26/08/2017

UMA VIAGEM A UM MUNDO PRÉ-HISTÓRICO ATRAVÉS DA SÉRIE O ELO PERDIDO


O Elo Perdido não angariou tantos fãs quanto Terra de Gigantes, Perdidos no Espaços e outras séries de ficção científica. Mas de certa forma, marcou a infância de muita gente.
A série contava as aventuras de Rick Marshall e seus filhos Will e Holly num mundo habitado por dinossauros e outras criaturas primitivas. Eles foram parar nesse “elo perdido” após serem sugados por uma correnteza quando estava descendo um rio. Com o passar do tempo, eles fizeram amizade com os pakuni, uma tribo de homens-macacos bastante primitiva. Um de seus amigos era o pakuni Cha-Ka, um dos personagens mais queridos da série. Os vilões eram os sleestaks, criaturas primitiva que mais se assemelhavam a répteis evoluídos. O único sleestak com quem se davam bem era Enik.
O que chamava bastante a atenção eram os efeitos especiais, considerados totalmente toscos para os padrões modernos. A terceira temporada apresentou algumas incongruências (ou seja, furos) que não se explicaram. Mesmo assim, O Elo Perdido foi exibido em diversos países, às vezes com muito sucesso.
Um remake foi feito durante os anos 90, mas que passou desapercebido pelo público. Uma versão para os cinemas foi lançada em 2009, com Will Ferrell num dos papéis principais, mas que desagradou crítica e público.

25/08/2017

O RELACIONAMENTO DE UM MORTAL COM UMA FAMÍLIA DE BRUXOS NA SÉRIE A FEITICEIRA


Estrelado por Elizabeth Montgomery, Agnes Moorehead, Dick York e Dick Sargent, a série A Feiticeira (Bewitched, título original em inglês) fez um grande estardalhaço entre os anos 1960 e 1970.
A Feiticeira contava o dia a dia de uma bruxa (Samantha, interpretada por Elizabeth Montgomery) e seu esposo mortal (James, interpretado por dois atores: Dick York e, posteriormente, Dick Sargent. O relacionamento entre ambos era atazanado pela mãe de Samantha, a megera Endora (Agnes Moorehead). Os parentes bruxos também costumavam interferir na vida de ambos.
Samantha possui poderes mágicos que poderiam ajudar a vida do casal, mas é impedida de usá-los pelo marido James (Darrin, no original). Ele prefere que o casal tenha uma vida normal, como todos os seus vizinhos. É um tanto atrapalhado na agência de publicidade onde trabalha e volta e meia tem que lidar com os desafios impostos pelas interferências dos familiares de Samantha em suas vidas.
Apesar de ser uma comédia, A Feiticeira não é o tipo de série que arranca gargalhadas. Mas é bastante divertida, o que a levou a angariar milhões de fãs ao redor do mundo. Ela continua sendo reprisada por emissoras de diversos países. No Brasil, foi exibida por diversas emissoras, entre as quais Cultura, Globo, SBT e Record.
A Feiticeira teve oito temporadas, com 254 episódios. Foi exibida entre nos Estados Unidos entre 1964 e 1972, quando foi definitivamente encerrada.
Uma curiosidade: em 1977, foi lançada uma série com as aventuras de Tabitha, a filha de Samantha e James, mas sem o sucesso da série original.
Outra: com exceção das crianças que apareciam na série (Tabitha era interpretada por gêmeas), praticamente morreram todos os atores.

24/08/2017

FAUSTO SILVA E A BREVE HISTÓRIA DO PROGRAMA PERDIDOS NA NOITE



Antes de se tornar apresentador de TV, Fausto Silva era radialista. Comandava um programa de rádio chamado Balancê, quando foi chamado por Goulart de Andrade para trabalhar na TV Gazeta de São Paulo.
A primeira transmissão do Perdidos na Noite – cujo nome foi inspirado no título em português do filme americano Midnight Cowboy –, ocorreu em julho de 1984. Com poucos recursos, o programa contava com o humor e a improvisação do ainda jovem Fausto Silva. A participação do público era comum. E não demorou para que chamasse a atenção dos telespectadores e, obviamente, das emissoras concorrentes.
Faustão e o Perdidos na Noite foram parar na TV Record e, posteriormente, para a Bandeirantes. A mudança de emissora foi salutar para o programa, que ganhava cada vez mais popularidade. As pessoas se divertiam com a irreverência de Faustão, as brincadeiras com a equipe técnica (ele costumava “trolar” os câmeras e assistentes de palco) e a participação da plateia. Aliás, o público presente nas gravações participava com cartazes com dizeres como “Sai da frente que eu quero ver o programa, Faustão”.
Os fãs do programa devem lembrar das ocasiões em que Fausto Silva anunciava a programação das emissoras concorrentes no sábado à noite, quando que o Perdidos na Noite entrava no ar, e dizia “irritante por irritante, fique na TV Bandeirantes”. Também deve com toda a certeza recordar da dupla Tata e Escova, que ajudava a fazer o programa dar certo.
Mas o que era bom durou pouco. O sucesso de Faustão como apresentador despertou o interesse da Rede Globo, que propôs para ele um programa dominical. Foi assim que o Perdidos na Noite saiu do ar e começou um dos maiores sucessos da história da Globo: o Domingão do Faustão.

23/08/2017

A BREVE CARREIRA E A MORTE TRÁGICA DO SAUDOSO CARLOS ALEXANDRE


Pouquíssimas pessoas diriam que conhecem/ou conheceram o cantor Pedro Soares Bezerra. A coisa muda se falarmos de Carlos Alexandre, intérprete de músicas como Cartão-Postal, Feiticeira e Arma de Vingança.
Pedro Soares Bezerra, ou melhor, Carlos Alexandre nasceu no vilarejo de Santa Fé, no Rio Grande do Norte, em 1957. Lançou seu primeiro disco em 1977, um compacto com as músicas Arma de Vingança e Canção do Paralítico. O sucesso foi estrondoso, com mais de 100 mil cópias vendidas.
A carreira, no entanto, chegou ao auge com o lançamento de Feiticeira. A música fez tanto sucesso que Carlos Alexandre era convidado a cantá-la nos programas de auditório de Bolinha, Chacrinha, Silvio Santos e outros.
De origem humilde, Pedrinho, como era chamado na infância, cultivava uma grande paixão pela terra onde nasceu. Podia se apresentar num dia em São Paulo e no seguinte, estar em Natal, onde vivia com a mulher e os filhos.
Carlos Alexandre morreu num trágico acidente de automóvel entre as cidades de São José do Campestre e Tangará. Na ocasião, tinha saído de um show e seguia para sua casa em Natal.
Ao morrer, deixou 11 álbuns e quatro compactos gravados. Seu repertório contava cerca de 200 músicas. Foram 15 discos de ouro recebidos ao longo da carreira. O detalhe é que até hoje sua esposa recebe pelos direitos autorais de suas composições.
A carreira de Carlos Alexandre foi meteórico. Na época de sua morte, ele tinha apenas 31 anos de idade. Passados quase 30 anos de sua morte, ele ainda deixa muitas saudades.

22/08/2017

AS AVENTURAS DE WHELLIE CONTRA A TURMA DO CHAPA EM CARANGOS E MOTOCAS


Whellie and the Chopper Bunch é um desenho animado dos estúdios de Hanna-Barbera onde os personagens habitam um mundo dominado por carros, motos, caminhões e outros veículos. Foi lançado em 1974 na rede de TV norte-americana NBC.
No Brasil, Whellie and the Chopper Bunch foi batizado como Carangos e Motocas. Conta as aventuras de Wheellie, um carinho vermelho que volta e meia tinha que enfrentar uma gangue formada por motos. Liderada por Chapa, a gangue era uma verdadeira pedra no sapato (ou na roda) de Whellie.
Interessante é que Whellie não falava. Demonstrava seus sentimentos através da buzina ou do painel. Quando estava apaixonado, por exemplo, fazia aparecer um coração pulsando no painel. Era apaixonado por um carrinho mulher conversível chamado Rota.
A Turma do Chapa era formada pelo líder Chapa e Avesso (personagem que sempre confunde as palavras), Risada (a maior, mas menos inteligente moto) e Confuso (uma motoquinha que parecia um velocipede infantil). Sempre que a gangue se dava mal, Confuso repetia o bordão: “Eu te disse, eu te disse, eu te disse”.
Carangos e Motocas foi por um bom tempo exibido no Globo Cor Especial, programa infantil da Globo exibido ao meio-dia durante os anos 1970. Mais recentemente, nos anos 90, foi exibido nas manhãs de sábado da Rede Record.
Trata-se de um dos desenhos mais divertidos dos estúdios Hanna-Barbera, e que deixou muita saudade da turma que acompanhava o Globo Cor Especial.

21/08/2017

UMA CATIVANTE HISTÓRIA ROMÂNTICA NO INESQUECÍVEL O FEITIÇO DE ÁQUILA



O ator holandês Rutger Hauer tornou-se mundialmente famoso graças a sua atuação no excelente Blade Runner, de Ridley Scott, lançado em 1982. Entre os brasileiros, no entanto, ele famoso por mais um motivo: o filme O Feitiço de Áquila.
Dirigido por Richard Donner (A Profecia, Superman, Máquinas Mortífera e Os Goonies), o drama romântico O Feitiço de Áquila conta com Michelle Pfeiffer, Alfred Molina e Mathew Broderick no elenco – além do próprio Rutger Hauer, é claro. Foi lançado com grande sucesso em 1985.
Quem não assistiu O Feitiço de Áquila em VHS teve a oportunidade de acompanhá-lo repetidamente na Sessão da Tarde. Ao lado de Karatê Kid, Curtindo a Vida Adoidado e outros, ele foi um dos filmes mais reprisados nas matinês da Globo.
As cenas externas de O Feitiço de Áquila foram filmadas no interior da Itália, especialmente na Emilia-Romagna, Calábria e Abruzzo.
O Feitiço de Áquila conta a história de jovens apaixonados que não conseguem ficar juntos por causa de uma maldição. Durante o dia, ela se transforma numa águia e durante a noite, ele vira um lobo. A maldição tinha sido lançada pelo bispo de Áquila, que era apaixonado pela jovem. O único aliado do casal é um prisioneiro fugido de Áquila que responde pelo apelido de Rato. E uma das poucas formas de se livrar da maldição é se encontrando durante um eclipse solar.

20/08/2017

TARZAN, O REI DAS SELVAS E SUAS AVENTURAS NAS BANCAS DE JORNAL


Tarzan, o rei das selvas, é um dos personagens de maior sucesso da cultura pop. Transformou-se ao longo do tempo em filme, série de TV, desenho animado, livro, histórias em quadrinhos... Ainda falaremos bastante dele aqui no Modas e Manias.
O fato é que ele nasceu na mente fértil do escritor norte-americano Edgar Rice Burroughs em 1912, quando teve sua primeira história publicada (um detalhe: Burroughs tinha 35 anos na época). O sucesso estrondoso levou o autor a escrever mais de 20 livros com o personagem.
Como possuía os direitos autorais sobre o personagem, Burroughs acabou inevitavelmente enriquecendo.
Tarzan chegou aos quadrinhos em 1929, numa publicação da Metropolitan Newspaper Service (futura United Feature Syndicate), desenhado por Hal Foster. As tiras continuaram sendo publicadas em jornais norte-americanos durante décadas. Vários desenhistas se dedicaram ao personagem durante esse tempo, inclusive algumas “feras” dos quadrinhos, como John Buscema.
Tarzan apareceu pela primeira vez numa publicação em quadrinhos brasileira em 1934, no número 31 do Suplemento Juvenil. Já a primeira revista totalmente dedicada ao personagem surgiu em 1951, com uma foto do ator Lex Barker como o herói das selvas. A revista seria a mais duradoura da antiga EBAL, sendo publicado por décadas. Além da publicação periódica, a edição publicou diversas edições especiais. Interessante é que elas costumavam vir com fotos dos atores que interpretaram Tarzan nos cinemas.
A revista de Tarzan saiu do mercado, assim como a EBAL. Mesmo assim, histórias com o personagem continuaram sendo publicadas por diversas editoras. Uma dessas últimas publicações foi Tarzan: Conto das Selvas, da Pixel Media, lançada em 2015.

19/08/2017

VOANDO NAS ASAS DA MINHA, DA SUA, DA NOSSA TRANSBRASIL


Quem não lembra da cauda colorida – e que mais lembrava um arco-íris, convém ressaltar – da Transbrasil?
A Transbrasil foi uma companhia aérea que figurou entre as maiores do Brasil durante décadas. Suas principais concorrentes foram Vasp e Varig (havia também a Cruzeiro, que acabou sendo incorporada pela Varig).
Ela foi fundada em 1955 por Omar Fontana, filho de Attílio Fontana, fundador da empresa de alimentos Sadia. A ideia inicial era transportar carne de Santa Catarina para São Paulo por via aérea, mas um ano depois a Sadia Transportes Aéreos (isso mesmo, foi com esse nome que ela começou) já levava passageiros para as cidades de Florianópolis, Joaçaba e São Paulo.
No início da década de 1961, a Sadia Transportes Aéreos adquiriu a empresa Transportes Aéreos Salvador e começou a voar para o Nordeste. Daí para a frente, a empresa não parou de crescer. Em 1973, mudou sua razão social para Transbrasil S. A. Linhas Aéreas e adotou o visual colorido que se tornaria sua principal lembrança. O detalhe é que no afã de servir um cardápio genuinamente brasileiro, passou também a servir pratos como feijoadas nos serviços de bordo.
Os anos 70 mal haviam terminado e a Transbrasil já era a terceira maior empresa aérea brasileira. Com a chegada da década seguinte, chegou a hora de internacionalizar os voos da empresa. Ela passou a oferecer voos para Miami na Flórida, mas... As sucessivas crises econômicas, bem como os incontáveis planos do governo para combater a inflação impactaram nos negócios da empresa.
Nem os problemas econômicos e judiciais (a empresa chegou a sofrer intervenção federal) impediram seus controladores de tentar a expansão internacional. A Transbrasil passou a fazer rotas para Nova York, Buenos Aires, Londres e outras cidades. As finanças da empresa, no entanto, continuaram no vermelho. E o que aconteceu foi que ela começou a encolher. Rotas foram cancelados, salários começaram a atrasar... As coisas chegaram a um ponto em que a Transbrasil sequer tinha caixa para pagar o combustível dos aviões.
A falência da Transbrasil foi decretada em 2002.

18/08/2017

NEVERMIND - O ÁLBUM QUE LEVOU O NIRVANA AO OLIMPO DO ROCK



O Nirvana foi uma banda de rock surgida nos Estados Unidos no início dos anos 1990. Foi um das precursoras do movimento grunge, um subgênero musical com influências da música punk, do heavy metal e do indie rock. O grunge foi um dos principais modismos musicais daqueles anos. Além do Nirvana, as principais bandas do estilo foram Soundgarden, Alice in Chains e Pearl Jam, entre outras.
O Nirvana era formado por Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dav Grohl. Teve uma carreira meteórica, interrompida pela morte subida do vocalista Kurt Cobain.
Ao longo de sua carreira, o Nirvana lançou apenas três álbuns de estúdio: Bleach, Nevermind e In Utero. Outros três álbuns ao vivo foram lançados depois da morte de Kurt Cobain.
O álbum de maior sucesso da banda foi Nevermind, lançado em 24 de setembro de 1991. A principal responsável pela grande popularidade da banda foi a faixa Smell Like Teen Spirit. O clipe com a banda tocando no que seria um ginásio de um colégio estourou na MTV.
Smell Like Teen Spirit se tornou faixa de abertura do primeiro single de Nevermind. Alcançou os primeiros lugares das paradas de diversos países. Foi também uma das faixas mais elogiadas pela crítica. Mas ela está longe de ser a única música realmente boa de Nevermind.
O álbum originou outros singles de sucesso: Come as You Are, Lithium e In Bloom. Com letra e composição de Kurt Cobain, Come as You Are não chegou a fazer tanto sucesso quanto Smell Like..., mas foi com frequência citadas nas listas de músicas mais ouvidas de 1992.
Também chamou bastante a atenção da crítica/pública a capa do álbum, com um bebê nadando atrás de uma nota de dólar. Ela continua sendo lembrada como a capa-símbolo, vamos assim dizer, do Nirvana. Tanto que volta e meia aparece em camisetas da banda.

17/08/2017

AS AVENTURAS DE UMA FREIRA AMIGA DO VENTO NA SÉRIE A NOVIÇA VOADORA


 
A Noviça Voadora (The Flying Nun, no original) foi uma série de TV exibida pelo canal ABC entre os anos de 1967 e 1970. Teve três temporadas, com 82 episódios.
Ela conta as aventuras de irmã Bertrille, uma freira americana que vive num convento em San Tanco, em Porto Rico. Por algum motivo, ela tinha a incrível capacidade de voar. Podia sair do convento pelo ar, como se fosse um pássaro. A capacidade prodigiosa de irmã Bertrille nunca é realmente explicada. Quando perguntada como conseguia fazer aquilo, ela dizia que não voava devido ao seu baixo peso e a aerodinâmica de seu chapéu.
A irmã Bertille é interpretada pela simpática atriz norte-americana Sally Field, conhecida das novas gerações por filmes como Uma Babá Quase Perfeita, Flores de Aço, Lincoln e O Espetacular Homem-Aranha.
A série foi exibida por diversos canais brasileiro. O último a levá-la ao ar foi a Rede Brasil de Televisão, em 2016.

16/08/2017

A ASCENSÃO, PRESTÍGIO E QUEDA DO ORKUT ENTRE OS BRASILEIROS


O Orkut foi uma rede social criada nos Estados Unidos em janeiro de 2004. Recebeu esse nome de Orkut Büyükköten, um programador de origem turca.
No início, só conseguia ingressar no Orkut quem recebia convite de algum usuário cadastrado, o que ajudou bastante a aumentar a curiosidade sobre a rede. O número de cadastrados cresceu de tal forma que ele se tornou uma das redes sociais mais populares da época.
A mais antiga comunidade do Orkut foi a da Universidade de Stanford, na Califórnia, onde estudava seu criador Orkut Büyükköten.
Os países com maior número de usuários eram Índia e Brasil, que respondiam por 88% das inscrições. Ao todo, ele era acessado com frequência por 29 milhões de brasileiros.
A quantidade de brasileiros no Orkut cresceu de tal forma que, incomodadas, algumas pessoas começaram a criar comunidades de protesto. Aliás, dizem que esse foi um dos principais motivos da debandada de norte-americanos para o MySpace e, posteriormente, Facebook.
A mais popular comunidade do Orkut entre os brasileiros foi Eu Odeio Acordar Cedo, com 3 milhões de membros. A segunda com maior número de membros foi Eu Amo Final de Semana, com 2,4 milhões.
O Orkut possuía milhares de comunidades, muitas dedicadas a personalidades e nomes da história. Tinha também algumas bastante engraçadas como Eu Já Apanhei Silabicamente, Seu Madruga é X-Men, Lula Para Presidente da Argentina, Eu Tenho Medo do “Mesmo” e Eu Tenho Medo do Zé Gotinha.
O Orkut contava com mais de 600 aplicativos. Os mais populares entre nossos conterrâneos foi o BuddyPoke e o Colheita Feliz.
O que contribuiu bastante para a queda no número de usuários do Orkut foi a invasão de crakers, que aproveitavam as falhas no aplicativo para espalhar vírus e roubar senhas de usuários. Mas o principal motivo foi o crescimento do Facebook. Somente entre 2010 e 2011, ele cresceu mais de 500% entre os brasileiros.
Com a debandada dos usuários, o Google, dono do Orkut, acabou tirando a rede do ar em setembro de 2014. Em seu lugar, existe uma espécie de museu da rede, com mais de 1 bilhão de mensagens trocadas.

15/08/2017

REPÓRTER ESSO, MAPPIM MOVIETONE E OUTROS PROGRAMAS PATROCINADOS QUE MARCARAM ÉPOCA


 O Repórter Esso, um dos programas mais famosos da história da televisão brasileira, surgiu antes da própria televisão. Estreou em 1941, na Rádio Nacional, no Rio de Janeiro. Noticiou a bomba atômica de Hiroshima, o suicídio de Getúlio Vargas, a renúncia de Jânio Quadros... Em 1952, migrou para a novíssima TV Tupi, tornando-se um dos primeiros telejornais da história da TV brasileira. O detalhe é que o Repórter Esso (ou Seu Repórter Esso) não foi o primeiro nem o último programa de TV patrocinado até no nome. Existiram outros, como veremos a seguir:

CIRCO BOMBRIL (TV Tupi) – Programa infantil transmitido entre 1951 e 1964 pela TV Tupi. Seu principal apresentador foi o palhaço Carequinha.

TROFÉU ESTRELA (TV Tupi) – Também transmitido pela emissora inaugurada por Assis Chateaubriand, o Menores da Semana tornou-se mais conhecido como Troféu Estrela. Ele premiava as melhores atrações infantis da emissora ao longo da semana. Foi transmitido em 1951.

MAPPIM MOVIETONE (TV Paulista) – Era patrocinado pela saudosa loja de departamentos Mappim. Consistia num programa jornalístico transmitido em 1953 e 1965.

PULLMAN JR. (TV Record e TV Gazeta) – Estreou em 1953 na TV Record, onde permaneceu até 1969. Voltou ao ar em 1978 pela TV Gazeta. Consistia num programa infantil que recebia crianças – normalmente de caravanas de escolas – que sentavam-se em mesinhas enquanto comiam os pães e bolos do patrocinador Pullman e assistiam desenhos animados.

GINCANA KIBON (TV Record) – Estreou em 1955 na TV Record. Era um programa para crianças com brincadeiras, gincanas e apresentações de novos talentos infantis. Foi um dos programas infantis mais longos da história da TV brasileira. Um dos talentos revelados pelo Gincana Kibon (ou Grande Gincana Kibon) foi a apresentadora Ione Borges, que participou interpretando músicas de Celly Campello.

TEATRINHO TROL (TV Tupi) – Patrocinado pela fabricante de brinquedos Trol, o Teatrinho Trol estreou em 1956, saindo do ar dez anos depois. Consistia num programa com peças/contos infantis adaptados para a televisão.

BOATE DA CASAS DA BANHA (TV Tupi) – Transmitido entre 1958 e 1961, consistia num programa de humor com participação de humoristas da Rádio Nacional. Era patrocinado pela rede de supermercados Casas da Banha e sempre entrava no ar aos sábados, depois do Repórter Esso.

OS PATRULHEIROS TODDY (TV Bandeirantes) – Não era propriamente um programa, mas um seriado norte-americano (Tales of The Texas Rangers) transmitido no Brasil com o patrocínio do achocolatado Toddy. Dizem que foi uma resposta do fabricante do Toddy à Nestlé, que na época patrocinava O Vigilante Rodoviário. Estreou em 1959.

MPB-SHELL (TV Globo) – Patrocinado pela Shell, foi um festival de música transmitido pela Globo em 1980. Digamos que foi uma tentativa da Globo de reviver os grandes festivais da segunda metade dos anos 1960. Ajudou a impulsionar a carreira de cantores como Oswaldo Montenegro, Tetê Espíndola, Raimundo Sodré, Jessé e outros.

Outros programas patrocinados: Sabatinas Maizena, Divertimentos Ducal, Espetáculos Tonelux, Vesperal Antarctica (o mesmo programa outrora chamado de Teatrinho Trol, só que com outro patrocinador) e Cartilha Musical Pirani.

Fontes: Wikipédia, Mofolândia, InfanTV.

14/08/2017

SPACE GHOST, DE HERÓI ESPACIAL A APRESENTADOR DE TALK SHOW



Criado nos estúdios Hanna-Barbera em 1966, o personagem Space Ghost era um super-herói que combatia as forças do mal com o auxílio de seus parceiros adolescentes Jan e Jace, além do macaquinho Blip. Com seu uniforme branco e máscara negra, ele pilotava uma nave espacial chamada Cruzador Fantasma. Era chamado de “Fantasma do Espaço” provavelmente porque um dos seus poderes era a invisibilidade.
Entre os vilões espaciais combatidos por Space Ghost estavam Brak, Moltar e Zorak (este último era uma espécie de louva-a-deus alienígena).
Space Ghost foi ao ar pela primeira vez em setembro de 1996 numa série animada com o personagem Dino Boy (um garoto perdido numa espécie de vale dos dinossauros). Foi transmitido durante um ano nos Estados Unidos e exportado para diversos países. No Brasil, entrou no ar por diversas emissoras de Tv.
O personagem foi revivido no início dos anos 1980 e na década seguinte, dessa vez como entrevistador de uma espécie de talk-show do Cartoon Network batizado de Space Ghost Cost to Cost. Entre os convidados de Space Ghost, vale lembrar de Matt Groening, Jim Carrey, Bee Gees, Ramones, Jimmy Cliff, Pelé e até a cadela Lassie.