19/08/2017

VOANDO NAS ASAS DA MINHA, DA SUA, DA NOSSA TRANSBRASIL


Quem não lembra da cauda colorida – e que mais lembrava um arco-íris, convém ressaltar – da Transbrasil?
A Transbrasil foi uma companhia aérea que figurou entre as maiores do Brasil durante décadas. Suas principais concorrentes foram Vasp e Varig (havia também a Cruzeiro, que acabou sendo incorporada pela Varig).
Ela foi fundada em 1955 por Omar Fontana, filho de Attílio Fontana, fundador da empresa de alimentos Sadia. A ideia inicial era transportar carne de Santa Catarina para São Paulo por via aérea, mas um ano depois a Sadia Transportes Aéreos (isso mesmo, foi com esse nome que ela começou) já levava passageiros para as cidades de Florianópolis, Joaçaba e São Paulo.
No início da década de 1961, a Sadia Transportes Aéreos adquiriu a empresa Transportes Aéreos Salvador e começou a voar para o Nordeste. Daí para a frente, a empresa não parou de crescer. Em 1973, mudou sua razão social para Transbrasil S. A. Linhas Aéreas e adotou o visual colorido que se tornaria sua principal lembrança. O detalhe é que no afã de servir um cardápio genuinamente brasileiro, passou também a servir pratos como feijoadas nos serviços de bordo.
Os anos 70 mal haviam terminado e a Transbrasil já era a terceira maior empresa aérea brasileira. Com a chegada da década seguinte, chegou a hora de internacionalizar os voos da empresa. Ela passou a oferecer voos para Miami na Flórida, mas... As sucessivas crises econômicas, bem como os incontáveis planos do governo para combater a inflação impactaram nos negócios da empresa.
Nem os problemas econômicos e judiciais (a empresa chegou a sofrer intervenção federal) impediram seus controladores de tentar a expansão internacional. A Transbrasil passou a fazer rotas para Nova York, Buenos Aires, Londres e outras cidades. As finanças da empresa, no entanto, continuaram no vermelho. E o que aconteceu foi que ela começou a encolher. Rotas foram cancelados, salários começaram a atrasar... As coisas chegaram a um ponto em que a Transbrasil sequer tinha caixa para pagar o combustível dos aviões.
A falência da Transbrasil foi decretada em 2002.

18/08/2017

NEVERMIND - O ÁLBUM QUE LEVOU O NIRVANA AO OLIMPO DO ROCK



O Nirvana foi uma banda de rock surgida nos Estados Unidos no início dos anos 1990. Foi um das precursoras do movimento grunge, um subgênero musical com influências da música punk, do heavy metal e do indie rock. O grunge foi um dos principais modismos musicais daqueles anos. Além do Nirvana, as principais bandas do estilo foram Soundgarden, Alice in Chains e Pearl Jam, entre outras.
O Nirvana era formado por Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dav Grohl. Teve uma carreira meteórica, interrompida pela morte subida do vocalista Kurt Cobain.
Ao longo de sua carreira, o Nirvana lançou apenas três álbuns de estúdio: Bleach, Nevermind e In Utero. Outros três álbuns ao vivo foram lançados depois da morte de Kurt Cobain.
O álbum de maior sucesso da banda foi Nevermind, lançado em 24 de setembro de 1991. A principal responsável pela grande popularidade da banda foi a faixa Smell Like Teen Spirit. O clipe com a banda tocando no que seria um ginásio de um colégio estourou na MTV.
Smell Like Teen Spirit se tornou faixa de abertura do primeiro single de Nevermind. Alcançou os primeiros lugares das paradas de diversos países. Foi também uma das faixas mais elogiadas pela crítica. Mas ela está longe de ser a única música realmente boa de Nevermind.
O álbum originou outros singles de sucesso: Come as You Are, Lithium e In Bloom. Com letra e composição de Kurt Cobain, Come as You Are não chegou a fazer tanto sucesso quanto Smell Like..., mas foi com frequência citadas nas listas de músicas mais ouvidas de 1992.
Também chamou bastante a atenção da crítica/pública a capa do álbum, com um bebê nadando atrás de uma nota de dólar. Ela continua sendo lembrada como a capa-símbolo, vamos assim dizer, do Nirvana. Tanto que volta e meia aparece em camisetas da banda.

17/08/2017

AS AVENTURAS DE UMA FREIRA AMIGA DO VENTO NA SÉRIE A NOVIÇA VOADORA


 
A Noviça Voadora (The Flying Nun, no original) foi uma série de TV exibida pelo canal ABC entre os anos de 1967 e 1970. Teve três temporadas, com 82 episódios.
Ela conta as aventuras de irmã Bertrille, uma freira americana que vive num convento em San Tanco, em Porto Rico. Por algum motivo, ela tinha a incrível capacidade de voar. Podia sair do convento pelo ar, como se fosse um pássaro. A capacidade prodigiosa de irmã Bertrille nunca é realmente explicada. Quando perguntada como conseguia fazer aquilo, ela dizia que não voava devido ao seu baixo peso e a aerodinâmica de seu chapéu.
A irmã Bertille é interpretada pela simpática atriz norte-americana Sally Field, conhecida das novas gerações por filmes como Uma Babá Quase Perfeita, Flores de Aço, Lincoln e O Espetacular Homem-Aranha.
A série foi exibida por diversos canais brasileiro. O último a levá-la ao ar foi a Rede Brasil de Televisão, em 2016.

16/08/2017

A ASCENSÃO, PRESTÍGIO E QUEDA DO ORKUT ENTRE OS BRASILEIROS


O Orkut foi uma rede social criada nos Estados Unidos em janeiro de 2004. Recebeu esse nome de Orkut Büyükköten, um programador de origem turca.
No início, só conseguia ingressar no Orkut quem recebia convite de algum usuário cadastrado, o que ajudou bastante a aumentar a curiosidade sobre a rede. O número de cadastrados cresceu de tal forma que ele se tornou uma das redes sociais mais populares da época.
A mais antiga comunidade do Orkut foi a da Universidade de Stanford, na Califórnia, onde estudava seu criador Orkut Büyükköten.
Os países com maior número de usuários eram Índia e Brasil, que respondiam por 88% das inscrições. Ao todo, ele era acessado com frequência por 29 milhões de brasileiros.
A quantidade de brasileiros no Orkut cresceu de tal forma que, incomodadas, algumas pessoas começaram a criar comunidades de protesto. Aliás, dizem que esse foi um dos principais motivos da debandada de norte-americanos para o MySpace e, posteriormente, Facebook.
A mais popular comunidade do Orkut entre os brasileiros foi Eu Odeio Acordar Cedo, com 3 milhões de membros. A segunda com maior número de membros foi Eu Amo Final de Semana, com 2,4 milhões.
O Orkut possuía milhares de comunidades, muitas dedicadas a personalidades e nomes da história. Tinha também algumas bastante engraçadas como Eu Já Apanhei Silabicamente, Seu Madruga é X-Men, Lula Para Presidente da Argentina, Eu Tenho Medo do “Mesmo” e Eu Tenho Medo do Zé Gotinha.
O Orkut contava com mais de 600 aplicativos. Os mais populares entre nossos conterrâneos foi o BuddyPoke e o Colheita Feliz.
O que contribuiu bastante para a queda no número de usuários do Orkut foi a invasão de crakers, que aproveitavam as falhas no aplicativo para espalhar vírus e roubar senhas de usuários. Mas o principal motivo foi o crescimento do Facebook. Somente entre 2010 e 2011, ele cresceu mais de 500% entre os brasileiros.
Com a debandada dos usuários, o Google, dono do Orkut, acabou tirando a rede do ar em setembro de 2014. Em seu lugar, existe uma espécie de museu da rede, com mais de 1 bilhão de mensagens trocadas.

15/08/2017

REPÓRTER ESSO, MAPPIM MOVIETONE E OUTROS PROGRAMAS PATROCINADOS QUE MARCARAM ÉPOCA


 O Repórter Esso, um dos programas mais famosos da história da televisão brasileira, surgiu antes da própria televisão. Estreou em 1941, na Rádio Nacional, no Rio de Janeiro. Noticiou a bomba atômica de Hiroshima, o suicídio de Getúlio Vargas, a renúncia de Jânio Quadros... Em 1952, migrou para a novíssima TV Tupi, tornando-se um dos primeiros telejornais da história da TV brasileira. O detalhe é que o Repórter Esso (ou Seu Repórter Esso) não foi o primeiro nem o último programa de TV patrocinado até no nome. Existiram outros, como veremos a seguir:

CIRCO BOMBRIL (TV Tupi) – Programa infantil transmitido entre 1951 e 1964 pela TV Tupi. Seu principal apresentador foi o palhaço Carequinha.

TROFÉU ESTRELA (TV Tupi) – Também transmitido pela emissora inaugurada por Assis Chateaubriand, o Menores da Semana tornou-se mais conhecido como Troféu Estrela. Ele premiava as melhores atrações infantis da emissora ao longo da semana. Foi transmitido em 1951.

MAPPIM MOVIETONE (TV Paulista) – Era patrocinado pela saudosa loja de departamentos Mappim. Consistia num programa jornalístico transmitido em 1953 e 1965.

PULLMAN JR. (TV Record e TV Gazeta) – Estreou em 1953 na TV Record, onde permaneceu até 1969. Voltou ao ar em 1978 pela TV Gazeta. Consistia num programa infantil que recebia crianças – normalmente de caravanas de escolas – que sentavam-se em mesinhas enquanto comiam os pães e bolos do patrocinador Pullman e assistiam desenhos animados.

GINCANA KIBON (TV Record) – Estreou em 1955 na TV Record. Era um programa para crianças com brincadeiras, gincanas e apresentações de novos talentos infantis. Foi um dos programas infantis mais longos da história da TV brasileira. Um dos talentos revelados pelo Gincana Kibon (ou Grande Gincana Kibon) foi a apresentadora Ione Borges, que participou interpretando músicas de Celly Campello.

TEATRINHO TROL (TV Tupi) – Patrocinado pela fabricante de brinquedos Trol, o Teatrinho Trol estreou em 1956, saindo do ar dez anos depois. Consistia num programa com peças/contos infantis adaptados para a televisão.

BOATE DA CASAS DA BANHA (TV Tupi) – Transmitido entre 1958 e 1961, consistia num programa de humor com participação de humoristas da Rádio Nacional. Era patrocinado pela rede de supermercados Casas da Banha e sempre entrava no ar aos sábados, depois do Repórter Esso.

OS PATRULHEIROS TODDY (TV Bandeirantes) – Não era propriamente um programa, mas um seriado norte-americano (Tales of The Texas Rangers) transmitido no Brasil com o patrocínio do achocolatado Toddy. Dizem que foi uma resposta do fabricante do Toddy à Nestlé, que na época patrocinava O Vigilante Rodoviário. Estreou em 1959.

MPB-SHELL (TV Globo) – Patrocinado pela Shell, foi um festival de música transmitido pela Globo em 1980. Digamos que foi uma tentativa da Globo de reviver os grandes festivais da segunda metade dos anos 1960. Ajudou a impulsionar a carreira de cantores como Oswaldo Montenegro, Tetê Espíndola, Raimundo Sodré, Jessé e outros.

Outros programas patrocinados: Sabatinas Maizena, Divertimentos Ducal, Espetáculos Tonelux, Vesperal Antarctica (o mesmo programa outrora chamado de Teatrinho Trol, só que com outro patrocinador) e Cartilha Musical Pirani.

Fontes: Wikipédia, Mofolândia, InfanTV.

14/08/2017

SPACE GHOST, DE HERÓI ESPACIAL A APRESENTADOR DE TALK SHOW



Criado nos estúdios Hanna-Barbera em 1966, o personagem Space Ghost era um super-herói que combatia as forças do mal com o auxílio de seus parceiros adolescentes Jan e Jace, além do macaquinho Blip. Com seu uniforme branco e máscara negra, ele pilotava uma nave espacial chamada Cruzador Fantasma. Era chamado de “Fantasma do Espaço” provavelmente porque um dos seus poderes era a invisibilidade.
Entre os vilões espaciais combatidos por Space Ghost estavam Brak, Moltar e Zorak (este último era uma espécie de louva-a-deus alienígena).
Space Ghost foi ao ar pela primeira vez em setembro de 1996 numa série animada com o personagem Dino Boy (um garoto perdido numa espécie de vale dos dinossauros). Foi transmitido durante um ano nos Estados Unidos e exportado para diversos países. No Brasil, entrou no ar por diversas emissoras de Tv.
O personagem foi revivido no início dos anos 1980 e na década seguinte, dessa vez como entrevistador de uma espécie de talk-show do Cartoon Network batizado de Space Ghost Cost to Cost. Entre os convidados de Space Ghost, vale lembrar de Matt Groening, Jim Carrey, Bee Gees, Ramones, Jimmy Cliff, Pelé e até a cadela Lassie.

13/08/2017

A MÚSICA ROMÂNTICA E A BOSSA NOVA NA VOZ INESQUECÍVEL DA CLÁUDIA TELLES


A cantora Cláudia Telles, ou Cláudia Telles de Mello Mattos, nasceu no Rio de Janeiro em 1957. Ela começou sua carreira fazendo coro em gravações de Roberto Carlos, Gilberto Gil, Belchior, Simone, Rita Lee e outros cantores famosos. Também fez vocais e participou de shows do Trio Esperança, o que lhe deu experiência de palco.
Cláudia gravou seu primeiro álbum em 1977, do qual despontaram as músicas Aprenda a Amar e Eu Preciso te Esquecer. Mas temos que lembrar que um ano antes, ela já tinha vendido 500 mil cópias do compacto com a música Fim de Tarde.
Eu Preciso te Esquecer transformou-se noutro grande sucesso de Cláudia, uma das músicas brasileiras mais tocadas do final dos anos 70. Cláudia foi convidada para participar de programas de auditório como Globo de Ouro, Programa Silvio Santos e outros.
Mas ela nunca escondeu a vontade de gravar bossa nova, um estilo pelo qual era apaixonada. Temos que lembrar que Cláudia Telles é filha da cantora Sylvinha, uma das grandes musas da época de ouro da bossa. Já no seu primeiro Lp, gravou Dindi, de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, um grande sucesso na voz de Sylvinha.
Durante os anos 1990 e 2000, Cláudia Telles não só gravou músicas em tributo à bossa nova, como lançou trabalhos onde interpretava grandes compositores da MPB, como Nelson Cavaquinho e Cartola.
Nos anos 2000, Cláudia participou do Programa Rei Majestade, do SBT, onde cantou Eu Preciso Te Esquecer. Ela continua fazendo apresentações por todo o Brasil, onde canta seus maiores sucessos e músicas de MPB/Bossa Nova. Com sua voz inesquecível, continua mais na ativa do que nunca.

12/08/2017

BOLOTA, A INESQUECÍVEL GORDINHA AMIGA DA BROTOEJA



A editora Pixel tem revivido inúmeras personagens esquecidos das gerações mais novas, entre as quais Touro Sentado, Bolinha e Riquinho. Recemente, ela lançou uma edição das histórias de Riquinho com a participação de ninguém menos que Brotoeja, Tininha e Bolota.
Como o próprio nome dá a entender, Bolota (Little Lotta, no original) é uma menina gordinha e comilona que não pensa em outra coisa que não seja comer. Devido ao seu, digamos, “porte avantajado”, ela é também muito forte. Apareceu pela primeira vez em 1953 numa história de Little Doty, a Brotoeja.
Com o passar do tempo, Bolota deixou de ser coadjuvante e passou a ter suas próprias histórias. No Brasil, o gibi com a personagem foi durante anos publicado pela antiga Rio Gráfica.
Bolota era com frequência retratada nas capas como uma menina comilona e/ou em apuros com o seu peso. Repetia o estereótipo do gordinho que vive em dificuldade por causa da obesidade (o que algumas pessoas atualmente consideram preconceito).
Tenho que lembrar que Brotoeja, Bolota, Riquinho e Gasparzinho, entre outros personagens, foram publicados nos Estados Unidos pela editora de quadrinhos Harvey Comics. Eles foram criados pela produtora Famous Studios (uma antiga divisão da Paramount Pictures) e tiveram os direitos de exibição transferidos pela Harvey. Os mais famosos são até hoje Riquinho e Gasparzinho, que chegaram a ganhar versões para os cinemas com atores de verdade.

11/08/2017

A CATIVANTE HISTÓRIA DO SANTO QUE FOI SEM NUNCA TER SIDO NA NOVELA ROQUE SANTEIRO


Proibida pela censura durante os anos 1970, a novela Roque Santeiro foi substituída às pressas pela reprise de Selva de Pedra, um grande sucesso de Janete Clair.
Roque Santeiro só entraria no ar em 1985, dez anos depois dessa fatídica proibição. Foi escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva, com o detalhe de que o primeiro escreveu até o capítulo 41 e, posteriormente, do 163 ao 209. O detalhe é que foi inspirada na peça de teatro O Berço do Herói, de autoria do próprio Dias Gomes.
A nova versão de Roque Santeiro contou com um elenco de primeira linha: Regina Duarte, José Wilker, Lima Duarte, Paulo Gracindo, Lucinha Lins, Cláudio Cavalcanti, Lídia Brondi, Cássia Kiss, Armando Bógus e Eloísa Mafalda, entre outros.
Os efeitos visuais da abertura chamaram bastante a atenção do público, mas o que bombou mesmo foi a trama sobre o santo que foi sem nunca ter sido. Na trama, Roque (José Wilker) volta para Asa Branca, sua cidade de origem, depois de anos desaparecido. Conta-se que ele tinha sumido após uma briga com um criminoso conhecido como Navalhada. Para sua surpresa – e principalmente para a surpresa de parte da elite da cidade –, ele era venerado como um santo milagreiro. Existia até uma suposta viúva do herói, papel vivido por Regina Duarte. Quando descobrem que o “santo” estava vivo, o padre (Paulo Gracindo), o coronel (Lima Duarte) e o principal empresário da cidade (Armando Bógus) entram em pânico. Eles tentam a todo custo esconder a identidade do novo morador de Asa Branca, mas ele se envolve com sua falsa viúva e amante do coronel Sinhozinho Malta.
Roque Santeiro foi uma das novelas de maior sucesso da história da Rede Globo, com índices de audiência que chegavam perto dos 100%. Sua trama envolvente cativou o público que assistia televisão às 20h30. Dizem que durante as eleições daquele ano, alguns políticos chegaram a cancelar comícios no horário em que ela era exibida por medo de não aparecer ninguém.
Outro mérito de Roque Santeiro foi a trilha sonora com música de Sá e Guarabyra, Roupa Nova, Zé Ramalho, Moraes Moreira, Alceu Valença e outros grandes nomes da MPB. Uma das músicas mais tocadas nas rádios foi Dona, música-tema da viúva Porcina (Regina Duarte), interpretada pelo grupo Roupa Nova.
Por falar em viúva Porcina, a personagem influenciou as mulheres Brasil afora com seus turbantes. Ela usava turbantes coloridos ou de cores específicas que combinavam com as roupas que usava naquele momento. A moda só passou depois do final da novela.
Roque Santeiro foi a primeira novela dos atores Patrícia Pillar, Cláudia Raia e Maurício Mattar.
A novela foi reapresentada duas vezes, sendo a primeira em 1991 e a segunda, em 2001.

10/08/2017

A PRIMEIRA E MAIS INESQUECÍVEL SÉRIE FEITA NO BRASIL: O VIGILANTE RODOVIÁRIO


Criado pelo cineasta Ary Fernandes, O Vigilante Rodoviário foi o primeiro seriado brasileiro produzido para a TV. Entrou no ar pela primeira vez em março de 1961, na extinta TV Tupi. Foi exibido no horário das 10h05, após o programa jornalístico Repórter Esso.
O Vigilante Rodoviário era interpretado pelo ator Carlos Miranda, que foi selecionado entre 127 candidatos. Ele se identificou tanto com o personagem que acabou entrando para a Polícia Rodoviária, na qual trabalho durante 25 anos. Miranda é citado no livro Guiness como o único ator no mundo que viveu o personagem na vida real. O detalhe é que ele assumiu em diversas ocasiões a função de porta-voz e relações públicas da polícia rodoviária de São Paulo.
A série contava as aventuras do inspetor Carlos, um guarda rodoviária que patrulhava as estradas de São Paulo com sua moto Harley-Davidson e/ou Simca Chambord com seu fiel escudeiro, o cão Lobo. Eles enfrentavam traficantes, assaltantes, ladrões de cargas e outros vilões.
Curioso é que o cão Lobo se chamava King. Só não foi assim chamado na série porque os produtores não queriam um nome estrangeiro naquela que seria a primeira série brasileira.
Canção do Vigilante Rodoviário, a música de abertura, foi composta pelo diretor Ary Fernandes.
Com o sucesso da série, foi lançada uma revista em quadrinhos do Vigilante Rodoviário.
O Vigilante Rodoviário não foi somente a primeira série brasileira, mas também a mais inesquecível. Pelo menos é o que acham os fãs mais ardorosos, que, embora tenham passado dos 50, ainda lembram com carinho do tempos em que acompanhavam ela pela TV Tupi. 

09/08/2017

TODO DIA ERA DIA DE OFERTAS NAS CASAS BURI



A Casas Buri S/A Comércio e Indústria surgiu em 1942 pelas mãos de Mário Bussab e Paulo Ribeiro. As sílabas iniciais dos sobrenomes dos dois sócios formavam o nome da empresa.
Com matriz no Centro de São Paulo – mais propriamente na região da movimentada rua 25 de Março –, ela possuía filiais na capital, interior paulista, Paraná, Mato Grosso do Sul e Matogrosso. Em seu auge chegou a possuir 200 lojas.
A Casas Buri comercializava roupas de cama, mesa e banho, além de televisores e eletrodomésticos. Entre as suas maiores concorrentes estava a Casas Bahia, Tamakavy, G. Aronson e Arapuã, além de lojas de departamentos como Mappim, Mesbla e Sears.
O maior garoto-propaganda da rede era o apresentador e empresário Silvio Santos, que repetia o slogan “Todo dia é dia de ofertas na Buri” ou, em conjunto com seus convidados, cantava “B-U-R-I, comprar barato só nas Casas Buri”.
A Casas Buri sumiu do mercado em 1992, quando foi vendida para a empresa controladora do Ponto Frio. As lojas foram aos poucos mudando suas fachadas e se transformando em pontos de venda da rede carioca. Detalhe: mais tarde, o Ponto Frio foi adquirido pelo grupo Pão-de-Açúcar”.

08/08/2017

A LAGOA AZUL, O FILME QUE EMBALOU O CLIMA ROMÂNTICO DA SESSÃO DA TARDE



Brooke Shields foi uma das atrizes mais badaladas do início dos anos 1980. Trabalhou em diversos seriados e filmes, sendo os mais famosos Amor Sem Fim e A Lagoa Azul.
A Lagoa Azul (The Blue Lagoon, em inglês) é um filme norte-americano de romance dirigido por Randal Kleiser e lançado em 1980. Além de Brooke Shields, ele é estrelado pelo ator Christopher Atkins.
Baseado no romance The Blue Lagoon, de Henry De Vere, A Lagoa Azul conta a história de duas crianças sobreviventes de um naufrágio isoladas em uma ilha tropical do sul do Pacífico. Distante da civilização, elas são obrigadas a sobreviver sozinhas. Além de contar o dia a dia de ambos na ilha, o filma narra a história de amor que vai surgindo à medida em que ambos crescem. Fala de descoberta da sexualidade e, de certa forma, da transição da adolescência para a vida adulta.
O sucesso no Brasil foi estrondoso. Brooke Shields transformou-se numa espécie de ídolo adolescente. Sua presença em capas de revistas era constante. O VHS do filme teve ampla acolhida nas locadoras, mas ele foi visto principalmente através da Sessão da Tarde.
Brooke Shields tinha apenas 14 anos quando fez o filme, o que escandalizou alguns setores mais conservadores da sociedade americana. Algumas pessoas disseram que se tratava de pornografia infantil. Mas as cenas de nudez com a personagem de Brooke foram feitas por uma dublê. Os seios sempre apareciam cobertos pelo cabelo.
O detalhe é que o livro que inspirou o filme teve duas adaptações anteriores, uma realizada em 1923 e a outra, em 1949. Uma continuação foi lançada em 1991 com o título De Volta à Lagoa Azul, com Mila Jovovich no papel da protagonista. Foi um tremendo fracasso de público e crítica.
Assim como O Feitiço de Áquila, Em Algum Lugar do Passado e outros filmes, A Lagoa Azul ajudou a embalar as tardes românticas da Sessão da Tarde.

07/08/2017

FANTOMAS, O GUERREIRO DA JUSTIÇA CONTRA DR. ZERO E DR. MORTE

 
A abertura do animê Ogan Batto começa com uma série de morcegos voando em rodopio seguida de uma gargalhada sinistra e a aparição de uma figura misteriosa com capa. Essa figura misteriosa é Fantomas, o Guerreiro da Justiça.
Com uma aparência cadavérica, longa capa vermelha e uma espada que parece um alfinete gigante, Fantomas (ou Fantaman) possui poderes como super força, super velocidade, capacidade de provocar terremotos e dom para viajar para outras dimensões. É feito de metal indestrutível e tem capacidade de voar. Era um antigo imperador do reino perdido de Atlântida, recém-descoberto por Dr. Still e a garotinha Marie. Ao ser ressuscitado, Fantomas jura fidelidade a ambos. Precisa também proteger a Terra de uma mal que ameaça o planeta a pelo menos cada 10 mil anos.
Fantomas possui uma série de inimigos, entre os quais Gato Preto, Dr. Morte e Dr. Zero (“Zeroooo”). Por sinal, esse último se torna o vilão preferido dos fãs da série. Ele não possui as pernas e um gancho substitui a mão esquerda. Usava uma espécie de máscara com quatro olhos que disparavam raios.
O personagem Fantomas foi criado na década de 30 para um kamishibai (teatro de papel japonês). Foi transformado em animê por Noboru Ishiguiro, em 1967. O detalhe é que tinha virado mangá décadas antes através de ninguém menos que Osamu Tezuka (Astro Boy, A Princesa e o Cavaleiro, Kimba – o Leão etc). Foi exibido no Brasil por diversas emissoras durante a década de 70. Suas histórias ainda podem ser encontradas em DVD.
Além de Marie Müller e Dr. Still, os personagens de Fantomas eram Terry, Gabi, Gorgo e Dr. Zero.
Detalhe: Ogon Batto, ou Ogon Bat, significa Morcego Dourado.

06/08/2017

BOLINHA, ESTÁ NA HORA DE VOCÊ ENTRAR NA LINHA


O paulista Edson Cabariti nasceu na cidade de Santos, em 1936, e faleceu na capital do estado, em 1998. Ainda menino, mudou-se com a família para a Araçatuba, onde iniciou a carreira de locutor esportivo.
Cabariti começou a trabalhar na televisão na antiga TV Excelsior, onde era o responsável pelos flashes sobre esportes do programa Últimas Notícias. Sua carreira como apresentador de programas de auditório começou meio por acaso, quando foi chamado às pressas para substituir Chacrinha, que tinha se desentendido com os diretores da emissora. O detalhe é que ele não só conseguiu levar o programa adiante, como ajudou a aumentar sua audiência.
Foi assim que Edson Cury, seu nome artístico escolhido por “ser mais sonoro no rádio”, entrou para o showbizz. Ele apresentou o programa Clube do Bolinha durante 20 anos, de 1974 a 1994, nas tardes de sábado da TV Bandeirantes.
O que chamava a atenção em Edson Cury era seu porte robusto (1,88 metro de altura e mais de 100 quilos) e suas camisas excêntricas. Ele chegava a usar mais de um modelo no mesmo programa. Nem mesmo o apresentador Fausto Silva chegou a abusar tanto nas estampas das camisas
Artistas em início de carreira eram presença frequente no programa do Bolinha. Ele também mantinha um quadro chamado Eles & Elas, em que atuavam travestis e transformistas de todo o Brasil. Outro ponto interessante do programa eram as “boletes”, dançarinas contratadas para animar o palco (algumas chegaram a trabalhar com Chacrinha). Elas tinham nomes como Rose Cleópatra, Índia Amazonense, Kátia Pavão e Leda Zepellin.
Bolinha faleceu em virtude de um câncer no aparelho gastro-intestinal. Deixou uma fortuna avaliada em R$ 20 milhões que foi praticamente reduzida a zero pela única herdeira. Dizem que era uma pessoas muito solidária/caridosa, que ajudava seus funcionários e artistas.
Os fãs do Bolinha ainda hoje lembram da marchinha de abertura do programa: “Bolinha, Bolinha/Está na hora de você entrar na linha/Bolinha, Bolinha/Está na hora de você entrar na linha”. Curiosamente, ela foi composta pelo colega de ofício Raul Gil.

04/08/2017

A CARREIRA METEÓRICA E A MORTE TRÁGICA DE MAURO CELSO


Nascido na cidade paulista de São José do Rio Pardo, em 1951, Mauro Celso Semenzzatto se tornou conhecido dos brasileiros em virtude de duas músicas: Farofa-fá e Bilu Tetéia. Com o nome artístico de Mauro Celso, foi lançado pela gravadora RCA com um compacto simples como Farofa-fá.
Por sinal, Farofa-fá ficou entre as 10 faixas mais tocadas no Brasil durante o ano de 1975. 
Foi também uma das mais populares do festival Abertura, da TV Globo. Não sem motivos. O público considerava suas músicas muito divertidas. Elas são até hoje tocadas em rádios flashbacks e bailes de carnaval.
Mauro Celso lançou em 1975 um álbum chamado Mauro Celso para Crianças até 80 anos, que foi bem recebido pelo público. Uma das sua principais faixas era Bilu-Tetéia.
Apresentações em programas populares como Cassino do Chacrinha, Clube do Bolinha e Programa Silvio Santos eram frequentes. Mauro Celso viajava o Brasil inteiro para fazer shows. Mas sua carreira, infelizmente, foi brutalmente interrompida durante uma viagem ao litoral paulista. A picape em que viajava capotou, matando o cantor instantaneamente. Mauro Celso deixou esposa, um filho de 9 anos e muitos fãs saudosos do tempo em que irradiava energias positivas no rádio e na TV.

03/08/2017

QUANDO O CAVALEIRO SOLITÁRIO ERA CHAMADO DE ZORRO


The Lone Ranger (Cavaleiro Soliário, no Brasil) é um personagem originalmente criado por George Washington Trencle e Frank Striker, em 1933, para uma radionovela norte-americana. Conta as aventuras do herói mascarado John Reid no velho oeste norte-americano e seu amigo índio Tonto. Reid também sua identidade em segredo para proteger a família da ação/vingança de bandidos e fazendeiros inescrupulosos.
Por oportunismo das editoras, ou sabe-se lá o que, os quadrinhos com o personagem foram durante muito tempo publicados no Brasil com o nome Zorro e Zorro, o Cavaleiro Solitário. Muitos acreditam que isso tenha ocorrido para aproveitar a popularidade de outro personagem, o Zorro (o herói de capa preta e máscara, alter-ego de Don Diego de La Vega).
Cabe lembrar que o personagem foi criado pelo mesmo autor de outro heróis da cultura pop: o Besouro Verde.
O sucesso da radionovela foi maior do que os criadores imaginavam, o que gerou uma série de filmes e um seriado com mais de 160 episódios. A história em quadrinho surgiu em 1938. No Brasil, o Cavaleiro Solitário foi publicado inicialmente em tirar por almanaques como O Globo Juvenil. Durante a maior parte do tempo, chegou às bancas pela editora Ebal, totalizando cerca de 500 edições.
Interessante é que algumas edições (ou muitas edições) vinha com fotos dos personagens em ação.
O Cavaleiro Solitário usava máscara preta, chapéu branco e um lenço no pescoço. Trajava roupas azuis e montava um cavalo branco muito bonito chamado Silver. Era assim chamado por ser o último remanescente de um grupo chamado Texas Rangers.

02/08/2017

UMA VIAGEM A UM MUNDO ONDE TUDO É ENORME NA SÉRIE TERRA DE GIGANTES


Pelo menos nove de cada dez cidadãos entre 50 e 60 anos de idades devem se lembrar de seriados antigos como Túnel do Tempo, Viagem ao Fundo do Mar, Perdidos no Espaço e Terra de Gigantes, entre outros. Se fosse feita uma enquete para escolher de qual eles mais gostavam, as respostas serão múltiplas, mas é quase certo que Terra de Gigantes será um dos mais citados.
Terra de Gigantes foi criada por ninguém menos que Irwin Allen (obs: leia os textos sobre Viagem ao Fundo do Mar, ou sobre Túnel do Tempo). Ele é um dos mais famosos roteiristas/criadores de séries de ficção científica dos anos 1960.
O seriado entrou pela primeira vez no ar nos Estados Unidos pela rede ABC, em 1968. Com duas temporadas, totalizando 51 episódios, ele foi encerrado em 1970. Os episódios tinham 60 minutos de duração.
Terra de Gigantes contava as aventuras dos tripulantes de uma nave sub-orbital que, durante um voo entre Los Angeles e Londres, é colhida por uma tempestade espacial e levada para outro planeta/dimensão. Curiosamente, esse planeta é em muitos aspectos parecido com a Terra, mas com uma diferença: lá, tudo é gigante. Assim que pousam, eles são com frequência capturados por gigantes gananciosos e obrigando seus amigos a resgatá-los. O detalhe é que os humanos gigantes viviam numa espécie de Estado totalitário, mais ou menos parecido com a antiga União Soviética.
Os cenários eram construídos de modo que parecessem ser enormes para os protagonistas. Isso afetou uma bocado o orçamento da série e, segundo algumas línguas, contribuiu para o seu encerramento precoce.
A série foi exibida pela Record, Globo, Tupi e mais recentemente pela Rede Brasil de Televisão, em canal aberto. É constantemente relançada em DVD.
Uma curiosidade: a nave de Terra de Gigantes era idêntica a de Perdidos no Espaço.