20/10/2017

CONHEÇA 10 MODAS E MANIAS QUE EMBALARAM O BRASIL DE 1970


O acontecimento que mais deu o que falar em 1970 foi a Copa do Mundo do México. Com a conquista do título pela seleção brasileira, o país inteiro entrou em festa. Pelé, Tostão, Rivelino, Carlos Alberto e demais jogadores viraram verdadeiro ídolos.

A Copa nem tinha começado e as crianças já colecionavam o álbum de figurinhas Campeonato Mundial México 70. A capa tinha um retrato de Pelé supostamente olhando para a taça Jules Rimet (imagem acima). Detalhe: esse não foi o único álbum de figurinha da Copa.

A vitória no México criou uma verdadeira onda nacionalista. As pessoas ouviam com frequência Prá Frente Brasil, de Miguel Gustavo, canção que incentivava e enaltecia a seleção brasileira. Na mesma época, ouvia-se muito a música Eu Te Amo, Meu Brasil, de Dom e Ravel.

Entre as músicas mais ouvidas estão País Tropical, de Jorge Ben; Jesus Cristo, de Roberto Carlos; e Aquela Abraço, de Gilberto Gil.

Dos filmes de maior bilheteria nos cinemas, vale lembrar de Love Story e Aeroporto. Esse último ajudou a lançar a moda dos filmes-catástrofe dos anos 70.

Entre os atores mais prestigiados no cinema estão o brasileiro Amácio Mazzaroppi, o norte-americano Jerry Lewis e o britânico Sean Connery.

A novela de maior sucesso desse anos foi Irmãos Coragem, de Janete Clair. A trama tinha Tarcísio Meira, Glória Menezes, Cláudio Marzo, Lúcia Alves e Cláudio Cavalcanti, entre outros, no elenco.

As pessoas assistiam seriados importados como Perdidos no Espaço, A Feiticeira, Papai Sabe Tudo e Ultra Q.

Ocorre a primeira Bienal do Livro em São Paulo, atraindo um público maior do que o esperado.

Um dos lugares da moda – frequentada principalmente por jovens – na cidade de São Paulo é a Rua Augusta.


O RETRATO DA JUVENTUDE REBELDE DOS ANOS 60 EM HAIR


Existe algum filme que ajude a entender o movimento hippie, a contracultura dos anos 60 e os protestos contra a Guerra do Vietnã? Que seja algum que dê um apunhado da musicalidade dos últimos anos da década? E que faça um retrato dos Estados Unidos da época?
Esse filme não só existe como pode ser assistido na internet. Chama-se Hair e foi lançado em 1979 por Milos Forman. Hair é uma adaptação de uma peça de mesmo nome que fez grande sucesso na Broadway.
O enredo gira em torno da rápida aventura de Claude, um jovem do interior dos Estados Unidos de passagem por Nova York antes de se inscrever para lutar na Guerra do Vietnã. Claude conhece uma garota da alta sociedade por quem se apaixona e um grupo de hippies que tenta convencê-lo a não partir para a guerra. Ao final, ele acaba lutando no conflito.
Grande parte das cenas foram filmas no Central Park, em Nova York.
Hair é um musical inesquecível. Além da música Aquarius – que é considerada uma das melhores músicas do cinema de todos os tempos –, diversas canções bem de acordo com os ritmos da época desfilam na tela. O detalhe é que algumas músicas da peça original foram cortadas do filme.
Aliás, o filme possui várias diferenças em relação à peça, e uma dela diz respeito ao destino final dos personagens principais.
Com John Savage, Treat Willians e Beverly D’Angelo no elenco, Hair deu muito o que falar na época em que foi lançado. Arrancou elogios tanto da crítica quanto do público. Devemos lembrar que foi lançado numa época em que os musicais voltavam com tudo a conquistar os fãs do cinema. Quem não lembra de Grease, Saturday Night Fever, Xanadu e All That Jazz?

19/10/2017

JIM DAS SELVAS, O HERÓI DAS MISTERIOSAS FLORESTAS ASIÁTICAS

 
Se existe um personagem desconhecido das novas gerações, é Jim das Selvas. Criado por Alex Raymond – ou seja, o mesmo cara que deu vida a Flash Gordon –, Jim surgiu pela primeira vez em janeiro de 1934.
Podemos de certa forma dizer que Jim é uma versão mais madura e civilizada de Tarzan. Possui visual de caçador e está sempre se embrenhando pelas florestas com seu amigo Kolu.
A novidade é que as aventuras de Jim se passam nas desconhecidas florestas de Java, Sumatra e Bornéu, no Sudeste Asiático. São cenários com animais selvagens, selvas fechadas e correntezas indômitas que agradaram em cheio aos leitores. Outra diferença é que ele é um caçador profissional (algo impensável para um herói nos dias atuais).
Jim das Selvas começou a ser publicado em conjunto com Flash Gordon nos jornais de domingo. Raymond, no entanto, acabou abandonando o personagem, deixando-o com outros ilustradores.
Uma revista chegou a ser publicada nos Estados Unidos, embora por pouco tempo. Ocorreram algumas republicações. No Brasil, o personagem surgiu no suplemento Infantil do Jornal A Nação. Chegou a ser publicado pela RGE, que encomendou roteiros novos depois que o material americano se esgotou. A revista, no entanto, não fez tanto sucesso quanto Fantasma, Mandrake, Tarzan e Zorro, entre outros heróis que “circularam” por aqui em décadas passadas. Foi encerrada e se tornou uma raridade nas mãos dos colecionadores.

17/10/2017

AS INESQUEÇÍVEIS CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS DO ANTIGO BAMERINDUS

 
O banco Bamerindus patrocinou algumas das campanhas publicitárias mais inesquecíveis da TV brasileira. Uma delas tinha o ator Toni Lopes – cuja barba chamava a atenção do público – como garoto propaganda. Ele costumava dizer ao fim do comercial: “Ah, esse Bamerindus”. Outra propaganda memorável apresentava um trio musical que sempre cantava “o tempo passa/o tempo voa/e a poupança Bamerindus continua numa boa”. A terceira era, na verdade, uma campanha institucional chamada “O Brasil se faz com gente que faz”. Era sempre exibida aos sábados, antes do Jornal Nacional. Apresentava casos de ONGs e pessoas comuns que de alguma forma faziam trabalhos voluntários.
O Banco Mercantil e Industrial do Paraná (Bamerindus) tinha sede em Curitiba, na capital paranaense. Foi fundado em 1929 por Avelino Antônio Vieira, na cidade de Tomazina. Cresceu de tal forma que se tornou uma das maiores instituições financeiras da América Latina. Chegou a concorrer quase em pé de igualdade com concorrentes como Itaú e Banco do Brasil.
Mas em 1994 o banco entrou em dificuldade e entrou para o programa de recuperação econômica do sistema financeiro, conhecido como PROER. Sofreu uma intervenção do governo e foi vendido para o HSBC.



16/10/2017

UM TUBARÃO DE BOM CORAÇÃO E CORAJOSO NA SÉRIE ANIMADA TUTUBARÃO

 
Os grupos de adolescentes músicos eram bastante comuns nos desenhos animados dos anos 70. Entre eles estavam os grupos de Josie e as Gatinhas, Charlie Chan, Os Impossíveis (que não eram assim tão adolescentes), The Archies e Tutubarão.
Grupos de adolescentes com animais de estimação também eram comuns. Basta lembrar de Scooby-Doo, Fantasminha Legal, Clue Club, Goober e os Caçadores de Fantasmas e novamente Tutubarão.
Dizem que Tutubarão (Jabberjaw, no original) foi criado para a aproveitar a onde dos filmes sobre monstros marinhos iniciada com o clássico Tubarão, de Steven Spielberg. A turma de Tutubarão teria sido em muito inspirada na turma de Scooby-Doo, uma dos maiores sucessos dos estúdios Hanna-Barbera.
Tutubarão e seus amigos viviam numa cidade submarina do futuro. Formavam a banda de música pop Os Neturnos e de vez em sempre se envolviam em confusões super complicadas. Ao contrário dos medrosos Scooby-Doo e Goober, Tutubarão era um sujeito bastante corajoso. Tentava enfrentar os vilões, mas sempre era salvo/resgatado de última hora por seus amigos. Seu bordão “Não tem respeito”, tornou-se muito popular.
O grupo era formado pelo guitarrista Bife, tecladista Bolha, contrabaixista Linguiça (que, por sinal, lembrava muito um tal de Salsicha) e Leila, a garota do pandeiro. O baterista era o próprio Tutubarão. Ele era apaixonado por Leila, que sempre se irritava com suas manias.
Tutubarão foi transmitido pela primeira vez pela rede norte-americana ABC e tinha episódios de 30 minutos. Apesar do sucesso relativo, durou apenas duas temporadas. No Brasil, foi transmitido inicialmente pela Rede Globo e mais tarde pelo SBT.

15/10/2017

O SUCESSO METEÓRICO E A CONTURBADA VIDA DE NEUSINHA BRIZOLA

 
Leonel Brizola, ex-governador do estado do Rio de Janeiro, enfrentou diversos adversários políticos ao longo da vida. Devemos lembrar que também foi perseguido pelo antigo regime militar, mas... Parecia que nada lhe dava mais dor de cabeça do que os problemas domésticos. E ninguém dava mais trabalho do que a filha Neusa.
Neusa Maria Goulart Brizola nasceu em 1954 e faleceu em 2011, vítima de hepatite causada provavelmente pelo abuso de drogas. Se tornou nacionalmente famosa em 1983, quando lançou a música Mintchura. Ela estourou nas rádios e se transformou numa das maiores celebridades da música pop daquele ano.
Quem nasceu depois de 1982 certamente não lembra dela. Mas mesmo quem testemunhou o sucesso de Mintchura sustenta a opinião de que Neusinha não passava de uma cantora de um sucesso só. Desconhece o fato de que ela foi uma talentosa compositora, autora de músicas para a TV e o cinema. Mas por que deu tanto trabalho ao pai, um político de longa carreira e candidato a presidente da República?
Parte da resposta está nas drogas. Neusinha era consumidora assídua de entorpecentes como a heroína. Chegou a ser namorada e amante de traficantes. Veio a promover festas em prédios públicos sem o conhecimento do pai.
Neusinha faleceu aos 56 anos de idade, deixando muitas pessoas próximas e admiradores chocados. Sua história foi contada no livro Neusinha Brizola – Sem Mintchura, do jornalista Lucas Nobre.

CLODOVIL, O ESTILISTA QUE CONQUISTOU OS MUNDOS DA MODA, TELEVISÃO E POLÍTICA


Clodovil Hernandes era um dos mais requisitados estilistas do Brasil (ou “costureiro”, como costumavam dizer antigamente). Desenhava vestidos de noiva e festas para as damas da alta sociedade, algumas bastante famosa. Sua rivalidade com o também estilista Dener chamou a atenção da imprensa. Mas Clodovil só se tornaria uma celebridade nacional – ou seja, fora dos circuitos da moda – em 1976, quando participou do programa 8 ou 800 respondendo perguntas sobre a vida de Dona Beja.
Em 1980, foi convidado pela TV Globo para participar do programa TV Mulher. Com apresentação de Marília Gabriela e Ney Gonçalves Dias, o TV Mulher contava com quadros de Xênia Bier, Marta Suplicy e Ala Szerman. O quadro de Clodovil era, obviamente, sobre moda.
A rivalidade com Marília Gabriela (os dois chegaram a discutir ao vivo) levou a Globo a demitir o estilo e contratar Ney Galvão para substituí-lo. Mas quem disse que Clodovil ficou muito tempo desempregado? Ele nem ao menos saiu da Globo e foi contratado pela Bandeirantes para comandar um programa com seu próprio nome. Logo em seguida, veio o convite da Manchete, dessa vez para dois programas: Manchete Shopping Show e Clô Para os Íntimos.
Após um tempo longe da TV (ele tinha sido demitido pelo próprio Adolpho Bloch, proprietário da Manchete), Clodovil voltou para a emissora e passou a apresentar o Clodovil Abre o Jogo. Mas em virtude da crise na Manchete, o apresentador migrou para a CNT. Nos anos seguinte, passou por diversas emissoras, sendo a última a TV JB.
A fama como apresentador estimulou Clodovil a ingressar na carreira política. Tornou-se um dos deputados federais mais votados na época (foi o terceiro mais votado no estado de São Paulo).
Clodovil foi também um dos apresentadores mais polêmicos da TV brasileira. Consta que numa dada ocasião chamou a então prefeita de São Paulo Marta Suplicy (a mesma do TV Mulher!) de “inútil”, “idiota” e “desocupada”. Foi ainda acusado de racismo e antissemitismo.
Clodovil faleceu em março de 2009 em virtude de um acidente vascular cerebral.

13/10/2017

30 MODISMOS E MANIAS QUE EMBALARAM A DÉCADA DE 1960

 
A série brasileira O Vigilante Rodoviário. O sucesso foi tamanho que é até hoje lembrado por milhões de pessoas.

Lojas de departamentos como Mappim, Mesbla, Eletro-radiobraz, Clipper, Hermes Macedo, Isnard, Ultralar e Sears.

O balanço contagiante de Let’s Twist Again, de Chubby Checker (imagem acima).

O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, filme brasileiro que ganhou a Palma de Ouro do festival de Cannes.

O primeiro nu frontal do cinema brasileiro em Os Cafajestes, de Ruy Guerra (que deixou muita gente chocada).

Celly e seu irmão Tony Campello. Lançada por Tony, a música Boogie do Bebê foi um dos maiores hits de 1963.

Os Pássaros, de Alfred Hitchcock.

2-5499 Ocupado, a primeira telenovela diária da TV brasileira.

Cabelos femininos em estilo bolo de noiva.

Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha. O cineasta baiano se torna um dos maiores diretores do cinema brasileiro.

Os Reis do Iê-iê-iê, filme com o quarteto de Liverpool (o mesmo grupo que quase parou os Estados Unidos durante a sua primeira apresentação naquela país).

Discos dos Beatles. Show dos Beatles. Gritar histericamente nos shows dos Beatles.

O Direito de Nascer, a novela que conquistou milhões de brasileiros. Um dos maiores sucessos da história da telenovela.

Cantora italiana Rita Pavone.

Enxadrista brasileiro Mequinho.

Jovem Guarda. Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléa e amigos se tornam os maiores ídolos da música brasileira.

Rua Augusta. Famosa via paulistana onde badalavam os ídolos e fãs da Jovem Guarda.

National Kid, o primeiro de muitos super-heróis japoneses.

Festivais da canção nas TVs Excelsior, Record e Globo. Com auge em 1967, eles ajudaram a promover as carreiras de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Os Mutantes, Geraldo Vandré e Chico Buarque.

Chacrinha. O “Velho Guerreiro” se torna a maior audiência em São Paulo e Rio de Janeiro.

Primeiros passos do movimento Black Power, nos Estados Unidos.

Ao Mestre com Carinho, filme com Sidney Poitier, um grupo de adolescente rebeldes e muitas lágrimas nas plateias dos cinemas.

Família Trapo na TV Record. Com Ronald Golias e Jô Soares no elenco, ele entrou para a história do humor made in Brasil.

A Caldeira do Diabo. Escrita por Grace Metalious, Peyton Place, seu nome original, se tornou um dos livros de maior sucesso do final dos anos 50 e início dos 60.

Tropicália. O movimento musical encabeçado por Caetano, Gil, Rita e outros artistas entrou para a história da MPB. O disco Pani et Circensis ainda é um dos mais elogiados pela crítica.

Fascículos da Abril Cultural. Uma febre entre os anos 60 e 80, as coleções em fascículos da Abril venderam como água. As mais populares eram Conhecer, Medicina e Saúde e Bom Apetite.

Filmes de bang-bang. O faroeste nunca esteve tão em moda quanto nos anos 60. Gibis, livros e bolsos e filmes (muitos filmes) com mocinhos e bandidos do velho oeste fizeram muito sucesso. Um clássico desse período foi Butch Cassidy & Sundance Kid.

Beto Rockfeller. Com Luís Gustavo no papel do protagonista, foi uma das novelas de maior sucesso do período. E também uma das mais inovadoras.

Love Story. O romance cinematográfico arrebatou milhões de pessoas nos cinemas.

Copa do Mundo de 1970. A década de 60 termina e a de 70 começa com a consagração da seleção brasileira nos gramados do México. Pelé, Rivelino, Tostão, Gérson e companhia formaram uma das melhores equipes do Brasil em Copas do Mundo.

12/10/2017

INFORMAÇÕES E CURIOSIDADES SOBRE O SERIADO O INCRÍVEL HULK

 
Com a participação dos atores Bill Bixby e Lou Ferrigno, a série O Incrível Hulk foi lançada em 1978 na emissora de TV norte-americana CBS.
Baseada no personagem da Marvel Comics, O Incrível Hulk teve diversas temporadas, que totalizaram 82 episódios. Contrariando as previsões pessimistas, ela fez um tremendo sucesso. No Brasil, chegou a ser exibida pela Globo.
A série contava as aventuras – e inúmeras desventuras – de Dr. David Banner (Bill Bixby), um cientista que após ser submetido aos efeitos dos raios gama durante um experimento científico, transformava-se numa criatura monstruosa e dotada de grande força toda vez que ficava irritado/nervoso. Perseguido por um jornalista, que atribui a ele a culpa por uma morte durante um acidente, ele peregrina de cidade em cidade para se proteger e encontrar uma forma de se livrar da sua maldição. Em cada local que chega, doutor Banner se identifica com um nome diferente.
O Incrível Hulk podia ter sido baseada no personagem da Marvel, mas tinha inúmeras diferenças em relação a ele. Para início de conversa, doutor Banner é chamado nos quadrinhos de Bruce Banner. O Hulk original é maior e mais forte do que o monstro interpretado por Lou Ferrigno.
Enquanto o Hulk dos cinemas é totalmente feito em computador, o dos seriados exigia três horas de maquiagem. Ferrigno era obrigado a permanecer num trailer climatizado para não transpirar e não borrar a maquiagem. Tudo isso para que o personagem aparecesse somente 15 minutos por episódio.
Um dos atores que se candidataram ao papel de Hulk foi o austríaco Arnold Schwarzenegger, recusado por não ser muito alto para o papel. Por sinal, Ferrigno e Schwarzenegger já chegaram a se encarar no concurso de Mister Universo.
Com o final de série, cada ator tomou o seu caminho. Bill Bixby acabou falecendo em 1993 em virtude de um câncer. Lou Ferrigno ingressou na polícia e se tornou xerife-assistente do condado de Los Angeles, em 2006.

11/10/2017

A RIVALIDADE QUE ABALOU O UNIVERSO PAULISTANO DA MODA EM TI TI TI

 
A rivalidade entre os costureiros Jacques Léclair e Victor Valentim divertiu o público que acompanhou a novela Ti Ti Ti, escrita por Cassiano Gabus Mendes.
Ti Ti Ti estreou em agosto de 1985 e terminou em março de 1986. Foram 185 capítulos de muitas encrencas, brigas e risadas. Tinha no elenco nomes de peso como Luís Gustavo, Reginaldo Faria, Natália Timberg, Marieta Severo, Cássio Gabus Mendes, Malu Mader, Myrian Rios e Sandra Bréa, entre outros.
Interpretada pelo grupo Metrô, a música de abertura da novela ficou no imaginário popular. Ela ajudou a vender a trilha sonora. Mas o que entrou na moda foi o batom Boka Loka, lançado na trama pelo falso estilista Victor Valentim.
Isso mesmo: Victor Valentim (Luís Gustavo), não passava de um estilista fake. Ele copiava os modelos para bonecas feitos por Cecília (Natália Timberg). A trama inteira girava em torno do ódio mútuo dos estilistas Jacques LéClair (Reginaldo Faria) e Victor Valentim. Eles eram amigos de infância que, em virtude da disputa por namoradinhas e outras coisas mais, acabam se tornando rivais quase eternos. LéClair chega a cantar vitória quando descobre que Valentim não passava de um embuste, mas mantém-se quieto por saber que Cecília, a quem ele tanto ajudara, era sua mãe.
O sucesso da primeira versão de Ti Ti Ti motivou a Globo a lançar um remake em 2010. O detalhe é que essa nova trama tinha personagens de outras tramas de Cassiano Gabus Mendes, inclusive o detetive Mário Fofoca (o próprio Luís Gustavo).
Ti Ti Ti foi uma dos maiores sucessos globais do horário das 19h, uma novela duas vezes inesquecível.

10/10/2017

FERDINANDO, O CAIPIRA DOS QUADRINHOS QUE CONQUISTOU O SHOWBIZZ


Li’l Abner, ou Ferdinando, surgiu em 1934 em tiras de quadrinhos para jornal. A aceitação foi tão grande que elas continuaram sendo publicadas por 30 anos seguidos. Além disso, foram lançadas em diversos países, inclusive no Brasil.
Ferdinando era um jovem camponês matuto e ignorante que vivia no interior do estado norte-americano do Kentucky com a família (digamos que era uma espécie de Chico Bento crescidinho). Falava com sotaque do interior e vivia situações bastante absurdas.
O sucesso de Ferdinando entre os norte-americanos foi tão grande que ele acabou virando capa de revistas importantes como a Time. Também foi adaptado para o cinema e até virou peça da Broadway.
Interessante é que a linguagem do Ferdinando original – que ainda por cima, falava errado – não foi traduzida para o português. As editoras responsáveis pela sua publicação no Brasil preferiram usar uma linguagem gramaticalmente perfeita.
Suas tiras foram inicialmente publicadas no jornal O Globo na década de 1940. Ele foi responsável por tornar o “Gibi” um dos grandes sucessos da editora de Roberto Marinho, a RGE (sem esquecer de Dick Tracy, Brucutu, Príncipe Valente, Charlie Chan e outros). Tempos depois, Ferdinando ganhou uma revista publicada pela própria Rio Gráfica e Editora.
Quem criou Ferdinando foi Al Capp, que o desenhou até 1977, vindo a falecer dois anos depois.

09/10/2017

BLADE RUNNER, A EXCEPCIONAL TRILHA SONORA EM ESTILO NEW AGE BY VANGELIS


 
A música estilo new age conquistou milhões de fãs entre o final dos anos 70 e início dos 80. Entre os principais responsáveis pela façanha estão o japonês Kitaro e o grego Vangelis. Esse último chegou a ganhar o Oscar de melhor trilha sonora pelo filme Carruagens de Fogo (Chariots of Fire, em inglês).
Alguns trabalhos de Vangelis são excepcionais. É o caso do álbum Antarctida, que precisa ser ouvido por todos que curtem músicas com efeitos surpreendentes (e diferentes de tudo o que estamos acostumados a ouvir atualmente). Mas ele surpreende de verdade é com a trilha sonora de Blade Runner – O Caçador de Androides, de 1982.
É impossível manter-se indiferente diante de Love Themes e One More Kiss, Dear, duas das principais faixas de Blade Runner. A primeira é uma baladona com um sax super estiloso. E a segunda, é uma música com vocal (algo não muito comum em se tratando de Vangelis). Outra faixa surpreendente é End Title. Ela fez tanto sucesso na época que chegou a ser utilizada em comerciais de TV e reportagens com cenas de aventura.
Mas o que esperar de Blade Runnner 2049, composta por Hans Zimmer, outra fera das trilhas sonoras? Se você gosta de new age, irá se surpreender. Zimmer consegue ser tão denso quanto Vangelis. Junto com Benjamin Wallfisch, ele conseguiu a proeza de dialogar com o trabalho de Vangelis (os fãs só estranharão as presenças de Elvis Presley e Frank Sinatra, mas, uma vez que eles se encaixaram muitíssimo bem no filme, é algo totalmente perdoável).
Blade Runner – diga-se, a trilha do filme original – foi lançada três vezes: em 1982, 1994 e 2007. As duas últimas incluem músicas que não foram incluídas na versão original. Mas acho que não precisava. De modo algum.

08/10/2017

DIRTY DANCING, O MUSICAL QUE CONQUISTOU AS REDES SOCIAIS E PISTAS DE DANÇA



Cenas dos musicais Hair, Grease – Nos Tempos da Brilhantina, Os Embalos de Sábado a Noite, Xanadu, Flashdance e Dirty Dance – Ritmo Quente circulam com frequência nas redes sociais. Por sinal, um dos vídeos de maior sucesso é o da música The Time of My Life, de Dirty Dancing.
Lançado no final dos anos 1980, Dirty Dancing se tornou uma verdadeira febre na época. E depois dela. E depois de depois dela. Um dos motivos é justamente o clipe de (I’ve Had) The Time of My Life, interpretado por Bill Medley e Jennifer Warns.
(I’ve Had) The Time of My Life é com frequência tocada nas festas de casamento e dançada principalmente entre os noivos (tanto que está se transformando num hábito cultural).
Dirty Dancing tem Jennifer Grey e o saudoso Patrick Swayze no elenco. Foi dirigido por Emile Ardolino e filmado com um orçamento extremamente pequeno para os padrões de Hollywood: 6 milhões de dólares (acredite se quiser, mas arrecadou quase 300 milhões).
Outra música de grande sucesso foi She’s Like the Wind, escrita por Patrick Swayze e interpretado pelo próprio ao lado de Wendy Fraser.
Dirty Dancing foi o filme mais alugado nas locadoras em 1998, além de um dos mais vendidos em VHS. A trilha sonora vendeu 32 milhões de cópias somente no Estados Unidos, o que faz dela uma das mais vendidas de toda a história.
Dirty Dancing teve uma sequência em 2004. Foi citado na série musical Glee e ainda inspira o lançamento de muitos produtos. Podemos desse modo dizer que se transformou um modismo duradouro, que, sem sombra de dúvida, será conhecido por mais de uma geração.

07/10/2017

A ASCENSÃO E A INACREDITÁVEL QUEDA DAS LOJAS ARAPUÃ

 
As principais varejistas de eletro e móveis da atualidade são Casas Bahia, Ponto Frio, Magazine Luiza, Lojas Cem, Ricardo Eletro, Insinuante, Lojas Americanas e Lojas Colombo. Uma das mais tradicionais é a Casas Bahia, fundada no ABC paulista por Samuel Klein. Mas no passado elas tiveram concorrentes de peso como Casas Buri, Tamakavy, G. Aronson, Casa Centro e Arapuã.
Com dezenas de lojas em vários estados brasileiros, a Arapuã surgiu na cidade paulista de Lins, em 1957. Foi fundada por Jorge Simeira Jacob depois que ele herdou uma loja de tecidos do pai chamada Nossa Senhora Aparecida. Ele resolveu não ficar apenas “nos panos” e vender eletrodomésticos, inicialmente da marca Wallita. A ideia deu tão certo que, com o passar do tempo, Jacob deixou de comercializar tecido e voltar-se apenas para o ramos de eletrodomésticos.
A empresa cresceu de tal forma que se tornou líder no segmento de eletrodomésticos no país. Em seu auge, teve 265 lojas e mais de 2 mil funcionários. Chegava a anunciar com frequência em jornais e canais de TV. Seu slogan era “Ligadona em Você”. Tinha um pica-pau como garoto propaganda. Fez parte do grupo Fenícia, que englobava empresas como Neugebauer, GG Presentes, Banco Fenícia e Etti.
A ascensão da Arapuã foi rápida, mas a queda também. Atolada em dívidas, ela pediu concordata em 1998. Devia R$ 1 bilhão, mas pagou apenas R$ 200 mil aos credores. Isso colaborou para que um juiz decretasse sua falência em 2003. Mas, por incrível que pareça, ela sobreviveu graças aos recursos da defesa junto ao Superior Tribunal de Justiça.
Quase todas as lojas fecharam, restando apenas um fantasma da antiga rede. Hoje, a Arapuã possui 12 lojas que comercializam com outro nome roupas baratas nas periferias de São Paulo e Belo Horizonte.

06/10/2017

FÉLIX, UM GATO COM QUASE 100 ANOS DE VIDA

 
Um dos personagens mais antigos da história da animação é ninguém menos que o Gato Félix. Acredite se quiser, mas ele foi criado em 1919 e estreou nos cinemas em 1920.
Félix foi criado pelo cartunista norte-americano Otto Messmer. Alguns historiadores, no entanto, creditam a sua criação ao produtor e cartunista Pat Sullivan (Messmer seria apenas ghost-writer de Sullivan).
Félix estreou em tiras de jornais produzidas por Pat Sullivan e distribuídas pela King Features Syndicate. No ano seguinte, seria lançado com sucesso no cinema mudo. Chegou a ser um dos desenhos mais populares daquela época, decaindo apenas quando Walt Disney estreou seu mais famoso personagem: Mickey Mouse. 
Messmer e Sullivan tentaram lançar uma versão para cinema falado do personagem, mas fracassaram. Félix só não desapareceu de uma vez por todas graças à atuação de Joe Oriolo, que também criou Gasparzinho. Ele produziu para a TV uma antologia com desenhos mudos e falados com o personagem. Por sinal, Oriolo fez muito mais do que isso: ele redesenhou o personagem, além de que criou novos personagens para os seus desenhos. Foi também ele quem deu a famosa sacolinha mágica para Félix.
Foi Oriolo quem produziu para a TV a série mais conhecida de Félix, com a participação do garoto Poindexter e do vilão Professor com seu ajudante Rock Bottom. Foram esses desenhos que chegaram ao Brasil no final dos 60 e foram reprisados ao longo dos anos 70.

05/10/2017

15 CURIOSIDADES SOBRE A VIDA E A CARREIRA DA APRESENTADORA HEBE CAMARGO

 
Hebe nasceu na cidade paulista de Taubaté, Vale do Paraíba, em 1929.

O nome completo da apresentadora Hebe Camargo era Hebe Maria Monteiro de Camargo Ravagnani.

Hebe fez parte do grupo que foi ao porto de Santos receber os equipamentos que dariam origem à primeira emissora de TV brasileira: a Tupi.

Hebe iria participar da cerimônia de inauguração da TV Tupi, mas teve que faltar, sendo substituída pela amiga Lolita Rodrigues.

A carreira de apresentadora começou quando ela teve que substituir Ary Barroso em seu programa de televisão.

Em 1955, apresentou o primeiro programa feminino da TV brasileira, chamado O Mundo é das Mulheres, com direção de Walter Forster.

Hebe estreou como cantora aos 15 anos de idade, quando participou de um programa da rádio Tupi chamado Clube do Papai Noel.

Hebe formou com a irmã Stela e duas primas, um quarteto chamado Dé-Ré-Mi-Fá. Com o fim do grupo, Hebe e Stela lançaram-se como a dupla sertaneja Rosalinda e Florisbela.

Hebe foi casada duas vezes, a primeira com Décio Capuano, e a segunda, com Lélio Ravagnani. Ela teve um único filho, Marcello Camargo.

Em julho de 1985, durante o programa na TV Bandeirantes, jogou o microfone no chão para reclamar da emissora. Pediu coisas como um novo cenário, mais pessoas na produção e uma orquestra para acompanhar o programa. A emissora prometeu atendê-la.

Também em 1985, recebeu o convite para posar nua para a revista Playboy, mas recusou. “Se não fiz quando tinha 18 anos, não é agora que vou fazer”, disse.

Em 1990, Hebe recebeu o título de a personalidade que tem A Cara de São Paulo, título que voltou a receber em 2009 através de uma enquete da revista Veja SP.

Paulo Maluf, amigo de longa data da apresentadora, sugeriu que ela fosse prefeita de São Paulo. Claro que Hebe considerou a ideia “uma gracinha”, mas não quis levá-la adiante.

Hebe estreou no cinema em 1949, mas só voltou para as telonas em 2009, numa pequena participação no filme “Xuxa e o Mistério de Feiurinha”.

Uma última curiosidade: Hebe Camargo era originariamente morena. Tornou-se loira em 1952, depois de uma viagem aos Estados Unidos. “Me apaixonei pela loirice”, justificou na ocasião.

Fontes: Wikipédia, SBT, Veja, BOL, Mais Que Curiosidades.