09/09/2017

FLASH GORDON, A RESPOSTA DE KING FEATURES SYNDICATE AO SUCESSO DE BUCK ROGERS


Entre os primeiros mocinhos dos quadrinhos de ficção científica, vale lembrar de John Carter, Buck Rogers e Flash Gordon. O primeiro a surgir foi John Carter, de Edgar Rice Burroughs, em 1912. Depois, veio Buck Rogers, de Philip Nowlan.
O sucesso dos quadrinhos de Buck Rogers chamou muito a atenção da King Features Syndicate, que propôs um acordo com Burroughs para a publicação das histórias de John Carter. Como não chegaram a um consenso, a King resolveu criar um novo personagem. Para isso, convocou o ilustrador Alex Raymond. Nascia assim um dos mais conhecidos personagens da ficção científica: Flash Gordon.
Raymond não sou deu vida a Flash Gordon, como criou outro personagem bastante conhecido dos fãs de quadrinhos: Jim das Selvas.
As tiras de Flash Gordon começaram ser publicadas em janeiro de 1934. Contavam as aventuras do jovem Flash, que é obrigado a embarcar numa espaço rumo ao planeta Mongo, que está em rota de colisão com a Terra. O objetivo da missão é chocar a nave com o aparentemente errante mundo. Mas, ao invés de se chocar, eles pousam em Mongo e descobrem ser ele governado por um tirano chamado Ming, o Impiedoso. Flash se alia a seres alienígenas para enfrentar a ditadura de Ming.
Não tardou que Flash Gordon virasse filme, desenho animado e série para o cinema. O último filme com o personagem foi lançado em 1980.
A primeira aparição do personagem no Brasil ocorreu em ainda em 1934, no Suplemento Infantil do jornal A Nação, do Rio de Janeiro. Em 1939, ele passa a ser publicado pelo O Globo Juvenil, do jornal O Globo, que adquire o direito sobre os personagens da King Feature Syndicate.
Álbuns especiais e comemorativos de Flash Gordon foram publicados pela Ebal, de Adolfo Aizen (o mesmo criador do Suplemento Juvenil). Outra editora que se arriscou a lançar histórias do personagem foi a Abril. Recentemente, a Pixel Media e a Mythos Editora também publicaram álbuns de Flash Gordon.

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