18/07/2017

BRASINHA, UM DIABINHO FAZENDO SUCESSO ENTRE A GAROTADA


Com o crescimento da população evangélica, não custa perguntar se revistas em quadrinhos com demônios fariam sucesso no Brasil dos dias atuais. O fato é que elas chegaram um dia a ser bastante populares entre as crianças. Quem com mais de 40 anos não lembra do sofrível Satanésio? E quem nunca ouviu falar em Brasinha?
Chamado em inglês de Hot Stuff, the Little Devil, o personagem Brasinha surgiu nos Estados Unidos em 1957. Sua revista foi originalmente lançada pela Harvey Comics, a mesma de Gasparzinho e Riquinho. Quem propriamente criou o personagem foi Warren Kremmer, que ilustrou durante muito as suas história numa parceria como Howard Post.
No Brasil, a revista foi publicada pela editora O Cruzeiro, editora Vecchi e Rio Gráfica e Editora. Ela foi bastante popular entre os anos 60 e 70, mas deixou de ser publicada durante a década de 80. De lá para cá, a única editora a mostrar certo interesse em ressuscitar o personagem foi a Pixel.

17/07/2017

NOSSOS COMERCIAIS, POR FAVOR! SAIBA MAIS SOBRE O POLÊMICO APRESENTADOR FLÁVIO CAVALCANTI


“Nossos comerciais, por favor!”, era assim que o apresentador Flávio Cavalcanti costumava anunciar o intervalo comercial do seu programa.
Assim como J. Silvestre, Blota Jr. e Carlos Imperial, ele é desconhecido das novas gerações. Mas todos que acompanharam seus programas na Tupi, Bandeirantes e SBT sabem que era um dos maiores apresentadores da história da televisão brasileira.
Flávio Antônio Barbosa Nogueira Cavalcanti nasceu no Rio de Janeiro em 1923 e faleceu em São Paulo em 1986. Além de apresentador de TV, era crítico musical, compositor e jornalista (chegou a entrevistar o presidente norte-americano John Kennedy). Apresentou os programas Flávio Cavalcanti, Um Instante, Maestro! e A Grande Chance.
Além de usar os conhecidos bordões (“Nossos comerciais, por favor”, “Um instante, maestro!”), Flávio tinha algumas manias que chamavam a atenção dos brasileiros. Um deles era tirar e por os óculos a todo momento. Costumava também quebrar discos que não gostava, muitas vezes por causa de uma música que o desagradava. Chegou a arrebentar vinis de Rita Lee, Caetano Veloso e outros nomes conhecidos dos brasileiros (uma curiosidade: o efeito era contrário, pois quanto mais Flávio criticava um determinado cantor, mais ele vendia).
Se há uma coisa que Flávio não tinha medo, era de dizer o que pensava. Chegou em vários momentos a elogiar a censura do governo militar. Temos que lembrar que seu programa chegou a ficar seis semanas fora do ar justamente por determinação da censura. O episódio ocorreu quando Flávio mostrou uma matéria sobre um sujeito impotente que contratou o vizinho para fazer sexo com sua esposa.
Flávio Cavalcanti foi o primeiro a introduzir um júri em seu programa. Depois de se apresentarem, cantores famosos eram submetidos às opiniões dos convidados. Belchior foi elogiadíssimo, mas Zizi Possi...
A principal matéria-prima dos seus programas era a polêmica. Flávio sabia chamar a atenção do público, ainda que por muitas vezes tivesse que apelar para o sensacionalismo.
Seu programa na TV Tupi permaneceu no ar até 1980, quando a emissora fechou as portas. Em seguida, ele migrou para a Band. Quando faleceu, em 1986, apresentava o Programa Flávio Cavalcanti no SBT. Flávio passou mal durante o intervalo comercial. Hospitalizado às pressas, veio a falecer quatro dias depois em virtude de problema no coração.

16/07/2017

PORQUE A FALÊNCIA DO MAPPIM DEIXOU UM VAZIO NO CORAÇÃO DA CIDADE DE SÃO PAULO


A história do Mappin começou quando os irmãos ingleses Walter e Hebert Mappin fundaram a Mappin Stores na rua 15 de Novembro, no Centro velho de São Paulo. Era o ano de 1913 e a cidade possuía menos de 500 mil habitantes. Com o tempo, a loja se mudou para a Praça do Patriarca e mais tarde para a Praça Ramos de Azevedo.
Além de ser a primeira loja com vitrines de vidro na fachada, o Mappin foi a primeira a introduzir o crediário. Os clientes podiam fazer suas compras a prazo. Outra inovação foram as etiquetas com preços nas vitrines.
O Mappin iniciou sua expansão em 1969, quando inaugurou a loja da rua São Bento. Oito anos depois, foi a vez da loja da avenida São João. A primeira loja fora do Centro foi inaugurada no bairro do Itaim Bibi e a primeira fora da cidade de São Paulo foi na cidade de Santo André. Uma das novidades da loja do ABC foi que o térreo possuía lojas dos mais variados tipos, inclusive do setor de alimentação.
Nenhum loja, no entanto, superava a matriz da Praça Ramos em gigantismo. Uma das suas principais atrações era o salão de chá que funcionava no quarto andar. Com poltronas confortáveis, talheres de prata e outros itens que chamavam a atenção, ele foi durante décadas frequentado por personalidades e pessoas da elite.
As mega-liquidações do Mappin transformaram-se em tradição. Ainda hoje há quem lembre dos jingles dos comerciais de TV, que eram mais ou menos assim: “Mappin, venha correndo, Mappin/Chegou a hora, Mappin/É a liquidação”. Mas a loja enchia mesmo era durante o Natal, quando os paulistanos podiam comprar desde um par de sapatos até uma bicicleta para presentear na noite mais importante do ano.
Anúncios de página inteira com as ofertas do Mappin eram com frequência publicados em jornais como Folha de S. Paulo e Estadão. Por sinal, o Mappin tinha diversos concorrentes, entre os quais a Isnard, a Eletroradiobraz e a Mesbla.
A rede foi comandada por mais de uma década por Cosette Alves, que a vendeu em 1996 para o empresário Ricardo Mansur. Na época, ela contava com 12 lojas. Mansur tentou uma expansão agressiva com a inauguração de filiais em shoppings. Em seus últimos anos, Mappin e Mesbla, sua maior concorrente, passaram a integrar uma só rede. Mas a má administração acabou levando-a ao fundo do poço. O Mappin fechou em 1999, deixando um grande vazio no coração dos paulistanos mais velhos. A bem dizer, deixou um vazio no coração da cidade.
O prédio da praça Ramos de Azevedo foi alugado pela rede de supermercados Extra, que inaugurou o Extra-Mappin (inclusive com o tradicional salão de chá), mas esse durou pouco tempo.
A marca Mappin foi comprada pelos proprietários da rede de lojas Marabraz, que prometeram ressuscitá-la, ainda que seja apenas como loja virtual.

ESQUERAM DE MIM E AS ENRASCADAS DE UM MENINO SOZINHO EM CASA


Esqueceram de Mim transformou o garoto Macaulay Culkin numa celebridade mundial. Levou ainda esse ator com apenas 10 anos de idade na época a conhecer seu maior fã: o rei do pop Michael Jackson.
O fato é que a comédia Esqueceram de Mim fez um sucesso tremendo na virada 1990/1991, quando foi lançado. Levou milhões de pessoas a formarem filas para se divertir com as estripulias do jovem Kevin, um menino esquecido em casa pelos pais.
Com Joe Pesci, John Candy e Daniel Stern no elenco, Esqueceram de Mim foi indicado a vários prêmios, inclusive ao Globo de Ouro de melhor comédia. Também teve uma boa recepção da crítica que, pelo menos em grande parte, achou que valia a pena o ingresso.
Esqueceram de Mim foi lançado em CD e DVD, além de reprisada à exaustão na TV (pense num filme repetido várias vezes). Inspirou os produtores a lançar outras sequências, sendo a segunda com o pequeno Kevin perdido em Nova York. A partir da terceira continuação, o personagem principal foi interpretado por outro garoto.
Macaulay Culkin chegou a fazer poucos filmes depois de Esqueceram de Mim. Com o tempo, acabou sendo esquecido por Hollywood e tendo sérios problemas com o consumo de drogas.

15/07/2017

VIAGEM AO FUNDO DO MAR, UMA SÉRIE QUE MARCOU UMA GERAÇÃO INTEIRA



Nem todos os fãs sabem, mas a ideia da série Viagem ao Fundo do Mar (Voyage to the Bottom of the Sea) surgiu a partir de um filme de mesmo nome, com Joan Fontaine e Barbara Eden no elenco (ela mesmo, a Jeannie).
Criada por Irwin Allen, o mesmo de Terra de Gigantes e outros seriados clássicos dos anos 60, Viagem ao Fundo do Mar foi levado ao ar pela primeira vez em 14 de setembro de 1964.
Exibida pela rede ABC, ela teve quatro temporadas com episódios de 60 minutos de duração. Foi estrelada por Richard Basehart, David Hedison, Chip Norton e Del Monroe (quem não lembra do oficial Kowalski?).
Pois Viagem ao Fundo do Mar contava as aventuras da tripulação de um moderno submarino atômico chamado Seaview. Eles enfrentavam inimigos de países rivais dos Estados Unidos (seriam União Soviética e Cuba?), alienígenas etc. A partir da terceira temporada, foi introduzido uma espécie de mini-submarino em formato de arraia que também voava. Era comandado pelo almirante Nelson (Richard Basehart) e o capitão Crane.
Uma das coisas que mais marcou a série, segundo os fãs mais ardorosos, foi o barulho do sonar. Impossível não ouvi-lo sem associá-lo ao Seaview.
Viagem ao Fundo do Mar foi exibida por diversas emissoras ao longo dos anos 1970, inclusive pela Rede Globo, em dobradinhas com séries como Túnel do Tempo, Perdidos no Espaço e Terra de Gigantes, além dos documentários do inesquecível Mundo Animal.

14/07/2017

GASPARZINHO, O FANTASMINHA QUE CONQUISTOU CRIANÇAS DE TODAS AS IDADES


Seja em filmes, séries ou desenhos animados, os fantasmas estão em toda parte. No que concerne aos desenhos, vale lembrar do Fantasminha Legal, Beetle Juice e Gasparzinho.
Um dos fantasmas mais simpáticos da TV é, sem dúvida, Gasparzinho. Chamado no Brasil de Gasparzinho – O Fantasminha Camarada, ele estreou nos cinemas em 1945. Foi totalmente inspirado no livro infantil The Friendly Ghost, lançado em 1939.
Gasparzinho é em quase todos os aspectos um fantasma diferente dos outros. Ao invés de assustar as pessoas, ele prefere fazer novos amigos. Possui um coração bondoso, sempre preocupado com as pessoas e animais. Engraçado é que às vezes ele assustava sem querer.
O primeiro desenho de Gasparzinho foi criado pelo Famous Studios, da Paramount Pictures, mas foi a Harvey Comics quem deteve os direitos sobre o personagem durante mais tempo. Hoje, os direitos pertencem à Dreamworks Classics.
Gasparzinho teve inúmeras versões para a televisão e quadrinhos. Numa delas, lançada nos anos 1960, fez amizade com um bruxa boazinha chamada Luíza. Em outra, dessa vez lançada pela Hanna-Barbera, ele é companheiro de duas policiais do futuro e um fantasma assustador que respondia por Feioso (o nome da série era Gasparzinho e os Anjos do Espaço, ou Casper and the Angels, em inglês).
Em 1995, a Anblin Entertainment e os estúdios Universal lançaram Gasparzinho - o Fantasminha Camarada com atores de verdade. Os fantasmas foram praticamente feitos em computação gráfica, inclusive o próprio Gasparzinho. A boa aceitação do filme pelo público leva os estúdios a lançarem um continuação em 1998.