06/09/2017

SAÚDE, UM DOS ÁLBUNS ESSENCIAIS DA BRILHANTE CARREIRA DE RITA LEE


O apogeu da carreira de Rita Lee ocorreu entre a segunda metade dos anos 1970 e primeira dos 1980 (se bem que ela nunca sai de moda). Tanto que várias novelas daquelas época tiveram músicas dela como tema de abertura: Chega Mais, Baila Comigo, Final Feliz, Ti Ti Ti... Sem esquecer da música-tema do programa matutino TV Mulher.
Foi justamente nesse período que Rita lançou seus melhores álbuns. Foram seis entre 1979 e 1985. É quase impossível dizer qual o melhor, mas vale mencionar Saúde, de 1981.
Composto quase inteiramente em parceria com Roberto de Carvalho, Saúde possui faixas inesquecíveis, como Tititi, Banho de Espuma, Atlântida, Mutante e a própria música que dá nome ao disco.
A turnê de Saúde atraiu milhares de pessoas em shows realizados no Brasil inteiro. Rita já vinha fazendo sucesso com as músicas Lança-perfume, de seu disco anterior, de 1980. No ano seguinte, vieram outros sucessos.
Em tempos de streaming, MP3 e música virtual, Saúde não venderia tanto quanto naqueles anos loucos. Mas seria um dos álbuns com maior número de músicas baixadas, sem dúvida. As faixa título, além de Banho de Espuma são gostosas de ouvir. Tititi fez tanto sucesso que foi regravada pelo grupo de rock Metrô.
Para quem curtiu os tempos áureos de Rita, resta a saudade e a vontade irresistível de vê-la brilhando novamente nos palcos.

05/09/2017

BRUCE LEE E O SERIADO QUE AJUDOU A PROJETAR A SUA CARREIRA: O BESOURO VERDE

 
Bruce Lee foi um dos maiores astros dos filmes de artes marciais. Foi muito popular em países como Estados Unidos e Brasil. É pena que tenha morrido tão precocemente.
Pois esse ator/lutador sino-americano foi um dos principais chamarizes do seriado O Besouro Verde, lançado em 1966 na rede norte-americana ABC.
A série era baseada no programa de rádio O Besouro Verde. Tinha o ator Vam Williams no papel do personagem principal e o próprio Bruce Lee como seu assistente Kato.
Britt Reid é dono do jornal Sentinela Diário no dia a dia, que assume a identidade de Besouro Verde para combater o crime na cidade de Chicago. Pouquíssimas pessoas sabiam da sua identidade. Na companhia do assistente Kato, ele enfrenta os mais perigosos vilões. Curiosamente, ambos são considerados criminosos e perseguidos pela polícia.
O Besouro Verde usa um automóvel chamado Beleza Negra.
Os produtos de O Besouro Verde são os mesmos da série clássica Batman e Robin. Só que, ao contrário dessa última, que teve várias temporadas, ela foi cancelada já na primeira. Foram apenas 26 episódios, uma verdadeira relíquia para os fãs de seriados antigos.

04/09/2017

CONHEÇA MIGHTOR, O PRIMEIRO SUPER-HERÓI DA HISTÓRIA


Mightor foi, não resta dúvida, o primeiro super-herói da história humana. Ele surgiu ainda na pré-história, quando o jovem Tor salvou um eremita de um dinossauro faminto. Agradecido, o homem lhe presenteou com uma clava mágica, que lhe dava diversos poderes, entre os quais o dom de voar. A clava podia também soltar raios, servindo como arma para Mightor.
Toda vez que sua aldeia corria perigo, Tor se transformava em Mightor e ajudava a população. Entre seus amigos estavam o chefe Pondo e seus filhos Sheera e Rok. Este último costumava se fantasiar de Mightor e, na companhia de seu pássaro Oork, vivia se metendo em encrenca.
Tor possuía um companheiro alado chamado Toog que se transforma num dragão poderoso, capaz de soltar fogo, quando Mightor aparecia.
O detalhe é que no universo de Mightor, humanos conviviam com dinossauros e outras feras (mamutes, por exemplo)
Mightor foi criado e produzido pelos estúdios Hanna-Barbera. Era exibido juntamente com Moby Dick num programa de 30 minutos da emissora norte-americana CBS entre 1967 e 1969.
Mightor e Moby Dick começou a ser exibido no Brasil em 1969. Continuou indo ao ar por diversas emissoras durante todo os anos 70 e parte da década seguinte.

03/09/2017

O DETETIVE QUE MARCOU A CARREIRA DO ATOR TELLY SAVALAS: KOJAK


As séries sobre detetives “fodões” são tão antigas quanto a TV. Quem não se lembra ou nunca ouviu falar, por exemplo, dos detetives Cannon, Baretta, Columbo, Magnun e Kojak?
Interpretado pelo ator norte-americano Telly Savallas, Kojak era também um detetive bastante excêntrico. Ele cultivava uma calvície lustrosa (antes a careca entrasse em moda), estava sempre chupando pirulito e muitas vezes usava métodos não-convencionais para conseguir o que desejava.
Theo Kojak trabalhava no 13º distrito, em Manhattan, Nova York, e comandava uma equipe formada pelos detetives Stavros, Rizzo e Saperstein. Além de inteligência para seguir pistas, tinha grande habilidade para fazer interrogatórios. Deixava os métodos burocráticos da polícia de lado e usava a malandragem das ruas durante as suas investigações.
O papel de Kojak foi inicialmente oferecido a Marlon Brando, que o recusou em virtude das propostas salariais. Para os produtores, ele tinha tudo para fazer o detetive. Até lembrarem de Savallas, um ator menos famoso. Mesmo com o receio de que ficasse marcado pelo personagem, ele acabou aceitando o papel.
A série começou a ser exibida em 1973 e durou até 1978. Foram seis temporadas de 60 minutos, totalizando 125 episódios. O sucesso das três primeiras temporadas colocou Kojak entre os 20 programas mais assistidos da TV norte-americana daquele tempo. O problema foi que, com o passar dos anos, o público foi se cansando e a série perdendo audiência.
A profecia de Savalas se concretizou quando Kojak foi encerrada. Ele ficou muito marcado pelo personagem, o que o impediu de conseguir outros papéis relevantes na TV.
Kojak foi um tremendo sucesso em país como o Brasil, tanto que que Savalas veio para cá mais de uma vez em atividades promocionais. A palavra Kojak foi durante muito tempo ligada a homens calvos. A série foi exibida nos finais de noite da Globo.
Telly Savalas morreu em 1994, em virtude de um câncer na bexiga.

02/09/2017

CASSIANO, MUITO MAIS DO QUE UM CANTOR DE UM SUCESSO SÓ


O cantor Cassiano é conhecido sobretudo pela música A Lua e Eu, um dos principais hits do ano de 1976. Isso nos obriga a lembrar que ele não é um desses cantores/compositores de um sucesso só. Cassiano compôs músicas gravadas por Tim Mai, Gilberto Gil, Alcione e outros cantores.
A Lua e Eu conquistou as paradas graças à trilha sonora da novela O Grito, exibida no horário das 22h pela Rede Globo. Em 1977, ele voltou a chamar a atenção do público com a música Coleção, presente na trilha da também global Locomotivas.
Genival Cassiano dos Santos, ou simplesmente Cassiano, nasceu em Campina Grande em 1943. Iniciou a carreira aos 21 anos, quando fez parte do grupo Bossa Trio, que mais tarde daria origem a Os Diagonais. O grupo gravou alguns compactos pelo selo CBS, mas o que ajudou a tornar Cassiano mais conhecido foi sua participação no primeiro disco do amigo Tim Maia, que gravou duas composições suas. Sua carreira como cantor-solo começou a despontar em 1971, quando lançou o Lp Cada um na Sua. Dois anos depois, veio outro trabalho: Apresentamos o Nosso Cassiano. Mas foi somente em 1976 que o nome de Cassiano chegaria à boca de todos os brasileiros. A música A Lua e Eu – que fazia parte do disco Cuban Soul/18 Kilates – o levaria ao posto de um dos maiores ídolos da música brasileira.
Cassiano lançou quatro discos em carreira solo, além de dois trabalhos em parceria com Os Diagonais. Também lançou três coletâneas com as suas músicas mais conhecidas.
Lançado em 1991, Cedo ou Tarde, seu último trabalho em estúdio contou a participação de estrelas consagradas como Ed Motta, Cláudio Zolli, Sandra de Sá, Luiz Melodia, Marisa Monte e Djavan.
Embora continue sumido dos palcos, Cassiano é ainda considerado um dos grandes mestres da soul music brasileira. Quem conhece seu trabalho irá reverenciá-lo sempre.

01/09/2017

A CATIVANTE HISTÓRIA DE CHARLIE EM A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE


Charlie era um garoto pobre que vivia com os pais e os avós numa pequena e miserável residência de alguma cidade inglesa. Ele adorava chocolate, especialmente da marca Wonka. O problema é que só ganhava a guloseima no dia do seu aniversário.
Um dia, o excêntrico Willy Wonka, proprietário da fábrica de chocolate lança uma promoção curiosa: cinco barras de chocolate viriam com cupons dourados, que davam direito a conhecer a fábrica. A euforia em torno da promoção foi gigantesca, mobilizando pessoas de todas as partes do mundo. Os cupons foram encontrados por quatro crianças: uma britânica (que conseguiu através das empregadas da fábrica de nozes do pais), uma alemã e duas americanas. Faltava o quinto cupom, que todos achavam ter sido encontrado por alguém na Rússia. Quando o boato de que ele estava com um russo foi desmentido, Charlie ficou entusiasmado, achado que ele podia encontrá-lo na barra de chocolate que ganharia no aniversário. Charlie não encontrou nada e, desiludido, comprou outra barra com uns trocados. Foi quando veio a grande surpresa: ela vinha com o tão sonhado cupom.
Charlie resolveu visitar a fábrica na companhia de seu avô Joe, que havia trabalhado nela quando era jovem. É lá que eles e os demais “sortudos” conhecem Willy Wonka  e sua estranha linha de produção, onde trabalhavam anõezinhos chamados de oompa-loompa. Durante a visita, as crianças que se mostravam egoístas eram obrigadas a deixar a turnê pela fábrica. O único que termina a visita é o pequeno Charlie, que ajuda Willy Wonka a resolver alguns problemas pessoais. E seu grande prêmio acabou sendo a fantástica fábrica de chocolate. Charlie se torna herdeiro de Willy Wonka.
O filme original de A Fantástica Fábrica de Chocolate era baseado no livro Charlie and the Chocolate Factory, de Roald Dahl. Foi lançado em 1971, com Gene Wilde e Peter Ostrum nos papeis principais (uma curiosidade: o pequeno Charlie foi o único papel de Ostrum como ator, que logo abandonaria a carreira e se formaria em veterinária).
Ao contrário do que esperavam os produtores, A Fantástica Fábrica de Chocolate foi um fracasso de público. O próprio autor do livro que inspirou a história, Roald Dahl, odiou tanto que proibiu que qualquer livro seu fosse novamente adaptado para o cinema. Mas as coisas foram diferentes na TV, onde o filme foi repetidamente reprisado, inclusive no Brasil.
A Fantástica Fábrica de Chocolate foi reprisado de tal forma na Sessão da Tarde, que marcou a infância de muita gente.
Uma nova adaptação de A Fantástica Fábrica de Chocolate foi lançada em 2005, com Johnny Depp no papel de Willy Wonka. A direção coube a ninguém menos que o excêntrico e elogiado Tim Burton. Ao contrário da primeira versão, ele foi bem recebido pela crítica e pelo público.