11/04/2018

REPÓRTER ESSO, O PROGRAMA MAIS INFLUENTE DA HISTÓRIA DO JORNALISMO BRASILEIRO



Se ainda estivesse no ar, o programa jornalístico Repórter Esso estaria para completar 80 anos. Mas, apesar de ter sido tirado do ar há décadas, ele ainda é por muitos considerado um dos programas de maior impacto tanto na história do rádio quanto na história da TV brasileira.
O Repórter Esso entrou no ar pela primeira vez em 28 de agosto de 1941, pela Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. A primeira notícia veiculada foi sobre o ataque aéreo da Alemanha na região francesa da Normandia durante a Segunda Guerra Mundial. O primeiro locutor a se tornar conhecido do público foi Romeu Fernandes.
Patrocinado pela empresa Standard Oil Company of Brazil, uma multinacional norte-americana do setor petrolífero conhecida como Esso, o programa teve vários apresentadores durante os seus primeiros anos. Nenhum, no entanto, teria seu nome associado ao Repórter Esso como o apresentador Heron Domingues – o primeiro locutor exclusivo do programa.
Como apresentador, Heron Domingues foi o primeiro a anunciar eventos que marcaram o século XX, como o lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima, o suicídio do ex-presidente Getúlio Vargas, a morte da cantora Carmen Miranda, a renúncia do ex-presidente Jânio Quadros, a chegada do homem à Lua...
Com a inauguração da TV Tupi, a primeira emissora de TV do país, em 1950, o Repórter Esso foi batizado de O Seu Repórter Esso. O primeiro apresentador foi Luís Jatobá, mas foi Gontijo Teodoro que permaneceu mais tempo na sua bancada: 18 anos.
A credibilidade do Repórter Esso era tamanha que, apesar da rádio Tupi ter sido a primeira a anunciar o final da Segunda Guerra Mundial, ninguém comemorou. Foi só quando o RE transmitiu a notícia que as ruas de cidades como o Rio de Janeiro entraram em festa.
Interessante é que ele foi criado justamente para fazer propaganda dos esforços norte-americanos e brasileiros durante a Segunda Guerra Mundial. Também chama a atenção o fato de que tinha total apoio do DIP, o Departamento de Imprensa e Propaganda do governo do então presidente Getúlio Vargas.
Dizem que o Repórter Esso foi o primeiro programa de rádio a apresentar notícias direto de agências internacionais, ao contrário de outras rádios, que se limitavam a reproduzir o noticiário tirado do jornalismo impresso.
O último Repórter Esso foi transmitido em 31 de dezembro de 1968, pela Rádio Nacional e Rádio Globo. Foi transmitido pelo locutor Roberto Figueiredo, que caiu em prantos ao anunciar o fim do programa. Sem conseguir se conter, ele foi por uns momentos substituído por outro locutor, que deu continuidade ao texto e novamente entrega-lo a Figueiredo. 
Na televisão, O Seu Repórter Esso foi transmitido pela última vez em 31 de dezembro de 1970, pelas emissoras Tupi e Record.

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08/04/2018

DOUG, UM DOS MAIS INESQUECÍVEIS DESENHOS DOS ANOS 90



Entre os desenhos mais populares dos anos 90, vale lembrar de Tartarugas Ninjas, Pokemon, Cavaleiros do Zodíaco, Sailor Moon, O Fantástico Mundo de Bob, Duck Tales, Os Anjinhos e Doug.
Exibido durante anos por diversos canais de TV, Doug tornou-se mais conhecido através da TV Cultura.
Criado por Jim Jinks e Joe Aron, a série animada com Doug Funnie e seus amigos surgiu a partir de um livro chamado Doug Got a New Pair os Shoes (com o detalhe de que esse livro nunca foi publicado). Estreou em 1991 pela editora Nickelodeon, que produziu quatro temporadas.
Entre os personagens desse divertido desenho estão, além do próprio Doug, o cãozinho Costelinha, a garota Patti Maionese (amiga de Doug, e por quem ele é apaixonado), Skeeter Valentine (o melhor amigo) e Roger Klotz (o garoto metido a encrenqueiro e vilão da série). Claro que a galeria de personagens é maior, mas não vale a pena mencionar um por um aqui.
Doug conta as aventuras de Doug Funnie e seus amigos, sempre narradas em seu diário pessoal. Os episódios começavam com um “Querido diário...”. Além da forte atração que sente por Patti Maionese, ele conta as aporrinhações do garoto Roger contra ele. Em sua imaginação, Doug incorpora o super-herói Homem-Codorna (um personagem inventado pelo próprio Jim Jinkins quando era criança). Havia também o Smash Adams e o Race Canyon, o primeiro inspirado em James Bond e o segundo, em Indiana Jones.
A popularidade levou a série Doug a ser transmitida pelo SBT e mais tarde, pela Band. Também foi exibida pelo Nickelodeon Brasil e pelo Disney Chanel. Doug também virou brinquedo, personagem de revista em quadrinhos e vários outros produtos licenciados.
Motivada por toda essa boa recepção, a Disney fez questão de produzir mais 3 temporadas de Doug no final dos anos 2000. Temos que lembrar que foram produzidos ainda um longa-metragem e mais três especiais da série.
É preciso assistir pelo menos um episódio de Doug para entender porque esse desenho é ainda tão popular. Mas quem foi criança durante os anos 90 (e mesmo alguns marmanjos) deve se lembrar com saudades dele. Doug entrou para a história da animação.

07/04/2018

7 SUCESSOS INESQUECÍVEIS DA CANTORA KATY PERRY



 
A cantora Katheryn Elizabeth Hudson, ou Katy Perry, nasceu na cidade de Santa Bárbara, estado norte-americano da Califórnia, em 25 de outubro de 1984.
Antes de adotar o atual nome artístico, ela se apresentava como Kate Hudson. Dizem que trocou o Hudson por Perry para não ser confundida com a atriz Kate Hudson.
Seu primeiro grande sucesso foi a música Hot n Cold, seguido de I Kissed a Girl, do álbum One of the Boys. Batizado de Teenage Dream, o segundo álbum deu origem a seis singles: California Gurls, Last Friday Night, The One that Got Away, E.T., Teenage Dream e Firework.
Katy foi a primeira mulher da história a ter cinco músicas entre as primeiras do Hot 100 da parada Bilboard. Foi também a primeira artista da história a aparecer durante um ano inteiro – o que dá 52 semanas – no top 10 da Bilboard
O terceiro disco pop foi Prism, lançado no final de 2013. O primeiro single de sucesso desse disco foi Roar.
Veja alguns sucesso dessa cantora fantásticas nos clipes abaixo.








06/04/2018

AS BELEZAS DO MARANHÃO E UMA TRAMA ROMÂNTICA NA NOVELA DA COR DO PECADO



Exibida em 2004 no horário das 19h, a novela Da Cor do Pecado marcou a história da dramaturgia brasileira por inúmeras razões. Em primeiro lugar foi a produção exibida nesse horário com maior audiência durante os anos 2000; em segundo, porque transformou-se numa das novelas mais vendidas no exterior; e por último, porque fez de Taís Araújo a primeira protagonista negra de uma novela da Rede Globo.
Da Cor do Pecado marcou a estreia de João Emmanuel Carneiro como autor principal de uma novela. Além de Taís Araújo, contou com grandes estrelas em seu elenco: Reinaldo Gianecchini, Giovanna Antonelli, Guilherme Weber, Caio Blat, Cauã Reymond, Rosi Campos, Aracy Balabanian, Francisco Cuoco, Sidney Magal, Lima Duarte, Karina Bacchi e Leonardo Brício, entre outros.
A trama principal contava a história de Paco (Reinaldo Gianecchini), um botânico carioca que em viagem a São Luís do Maranhão, apaixona-se pela feirante preta. Ao retornar ao Rio de Janeiro, ele não só resolve contar a verdade para sua noiva Bárbara (Giovanna Antonelli), por quem nunca fui apaixonado, como decide dar um fim na relação. Mas surge um problema: Bárbara anuncia que está grávida. Confuso, Paco volta para São Luís a fim de reencontrar Preta. Só que Bárbara, uma mulher ambiciosa e decidida a casar com Paco para compartilhar sua fortuna, segue-o e tenta de todas as formas acabar com a relação que ele mantém com Preta.
O lado humorístico da trama ficou por conta dos personagens de Rosi Campos, Leonardo Brício – ambos da família Sardinha – e Karina Bacchi.
Da Cor do Pecado levou a cultura maranhense para os lares dos brasileiros. Abordou também o tema do racismo através da relação entre Paco e Preta. Mas conquistou definitivamente a audiência em virtude da trama leve e, principalmente, do romantismo.
O sucesso de Da Cor do Pecado foi internacional. A novela foi exportada para países como Moldávia, Costa Rica, Guatemala, Israel, Cazaquistão, Moçambique e muitos outros países. Alcançou índices expressivos de audiência em Portugal, na Argentina e no Peru.
Da Cor do Pecado foi reexibida em 2007 e 2012.

05/04/2018

KÁTIA, A AFILHADA DE ROBERTO CARLOS QUE CONQUISTOU O BRASIL


 
A cantora Kátia quase derrubou a internet em maio de 2017. Isso ocorreu em virtude de sua apresentação no programa Domingão do Faustão. Sumida dos programas de auditório e rádios, até então quase ninguém sabia que fim ela tinha levado.
Kátia Garcia Oliveira nasceu na cidade do Rio de Janeiro em março de 1962. Cega de nascença, compensava a dificuldade em enxergar com o seu amor pela música. Tanto que aos quatro anos de idade ganhou um piano do seu pai. Seu primeiro professor foi o avô paterno.
O que ajudou também a precoce Kátia a ingressar na carreira musical foi um amigo de seu pai: ninguém menos que o cantor Roberto Carlos. Foi ele quem a indicou para um teste na gravadora CBS, em 1978.
O primeiro trabalho de Kátia a chegar nas lojas foi um compacto com a música Tão Só. Pouco depois, Roberto e seu parceiro Erasmo Carlos comporiam Lembranças, outra música que faz sucesso na voz de Kátia.
Lembranças foi o principal sucesso do primeiro álbum da cantora. Permaneceu em primeiro lugar nas paradas de sucesso durante meses, tornando Kátia uma das maiores celebridades da música daquela época.
Outra música que Roberto Carlos fez especialmente para Kátia foi Até Quando. Ela também estouraria com Ah, Esse Amor, Todo o Prazer, Coração Ferido e Sempre me Faz Bem.
Temos que lembrar que seu álbum de estreia chegou ao mercado em 1979. Pois chegaram os anos 1980 e Katia continuou agradando a audiência das rádios. Assim foi até 1994, quando ela lançou seu último álbum de estúdio.
Kátia nunca deixou de cantar. Embora sua carreira não seja nem sombra dos tempos áureos, ela continua se apresentando nos palcos do Brasil. Chegou a lançar um disco ao vivo em 2006.
Durante os anos 2000, ela abraçou a causa dos deficientes visuais, chegando a ser premiada pelos serviços prestados aos brasileiros com esse tipo de deficiência.

04/04/2018

SAIBA QUEM DEU O QUE FALAR E QUAIS FORAM OS MODISMOS E MANIAS DO ANO DE 1981


 
Um dos eventos mais comentados durante o ano de 1981 foi o casamento do príncipe Charles, da Grã-Bretanha, com a namorada Diana Spencer, conhecida na época como Lady Di.

As modelos Monique Evans, Xuxa Meneghel, Roberta Close e Luiza Brunet eram as mais famosas e badaladas da época. Luiza Brunet chegou a ser diversas vezes capa da revista semanal Manchete. Devemos lembrar que durante toda a década de 80, ela foi a principal garota propaganda da marca de jeans Dijon.

Das personalidades mais citadas nesse ano, vale lembrar do campeão de Fórmula 1 Nelson Piquet, da cantora Rita Lee, da modelo e atriz Brooke Shields (que participou de dois filmes de grande sucesso naquele início de década: A Lagoa Azul e Amor Sem Fim), do ator Tony Ramos, do cantor Almir Rogério e do também cantor Guilherme Arantes.

Entre as novelas exibidas em 1981 podemos citar Baila Comigo, Jogo da Vida, Terras do Sem-Fim, Brilhante, O Amor é Nosso e Ciranda de Pedra – 1ª versão. Com Tony Ramos interpretando gêmeos separados no berço, Baila Comigo foi a produção de maior audiência.

A TV Bandeirantes levou ao ar uma das novelas de maior audiência da sua história: Os Imigrantes. Com mais de 300 capítulos, ela foi uma das produções mais longas da teledramaturgia brasileira. Foi escrita por Benedito Ruy Barbosa, que anos depois fez Pantanal para a Rede Manchete e Terra Nostra para a Globo. Em seguida, a Band (como a emissora é chamada atualmente) lançou Rosa Baiana e Os Adolescentes.

Um dos maiores sucessos da televisão mundial no início dos anos 80 foi o seriado norte-americano Dallas. Exportado para dezenas de países, ele tinha o ator Larry Hagman como vilão da trama (um lembrete: foi Hagman quem interpretou o Major Nelson na série de humor Jeannie é um Gênio). Dallas exibido nas noites de domingo pela Rede Globo.

A música de abertura da novela Baila Comigo, exibida no horário das 21h pela Rede Globo, foi uma versão instrumental da canção de mesmo nome de Rita Lee. Uma das cantoras de maior sucesso entre a segunda metade dos anos 70 e primeira dos 80 foi justamente Rita, com Lança-Perfume, Banho de Espuma, Baila Comigo, Desculpe o Auê e outras músicas.

Outro cantor que estourou nesse período foi Guilherme Arantes, principalmente após a participação no festival de música MPB Shell. Com o sucesso do MPB-80, a Globo resolveu lançar uma nova versão do festival, dessa vez sob o patrocínio da multinacional do setor de petróleo Shell. A grande vencedora foi a música Purpurina, interpretada por Lucinha Lins. Foi uma das maiores vaias da histórias dos festivais, visto que o público preferia Planeta Água, de Guilherme Arantes. 

Uma das músicas estrangeiras mais tocadas nas rádios foi Endless Love, interpretada pelos cantores norte-americanos Diana Ross e Lionel Richie. Outra música de grande sucesso foi Bette Davis Eyes, de Kim Carnes. Mas ouvi-se também Perdidos na Selva (de um grupo pop chamado Gang 90 e as Absurdetes, que também participou do MPB-Shell), Clarear (do grupo Roupa Nova, que estouraria com outros hits), Pequenino Cão (Simone) e Fuscão Preto (Almir Rogério).

O sucesso de Fuscão Preto transformou o cantor brega Almir Rogério num dos mais conhecidos da música brasileira do começo daquela década. Fuscão Preto chegou a ser adaptada para os cinemas com a então-modelo Xuxa Meneghel num dos papéis principais.

Houveram muitos outros modismos além do Fuscão Preto do Almir Rogério: os patins de quatro rodas, os fliperamas, o brinquedo Genius, o robozinho de brinquedo Ar-Tur, a bicleta Monark BMX   e o cubo mágico. Inventado por um húngaro, o cubo mágico virou uma febre mundial entre crianças e adolescentes.

Os filmes mais assistidos foram Amor Sem Fim (Endless Love, em inglês), Carruagens de Fogo e Os Caçadores da Arca Perdida. Entre os filmes nacionais, as maiores bilheterias pertenciam a Os Saltimbancos Trapalhões e Os Trapalhões na Guerra dos Planetas. Além de campeão de bilheteria, a produção Pixote - A Lei do Mais Fraco, de Hector Babenco, foi um dos filmes brasileiros mais premiados da década.

Os livros mais vendidos: O Analista de Bagé, de Luís Fernando Veríssimo; Não Verás País Nenhum, de Inácio de Loyola Brandão; A Ira dos Anjos, de Sidney Sheldon; O Crepúsculo do Macho, de Fernando Gabeira; Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar; e Dança Macabra, de Stephen King.