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26/06/2018

QUANDO O GLOBO COR ESPECIAL ANIMAVA AS NOSSAS MANHÃS



Quando se fala em Globo Cor Especial, a primeira coisa que vem à mente de que foi criança durante os anos 1970 é a música de abertura. É impossível esquecer os versos que começavam com um “Não existe nada mais antigo, do que cowbou que dá cem tiros de uma vez...”.
O Globo Cor Especial fez parte da infância de muita gente, principalmente porque era exibido no final da manhã (lembrando que durante um tempo entrou no ar depois de “clássicos” como Terra de Gigantes e O Túnel do Tempo). E o que isso significa? Que começava justamente quando muitas crianças chegavam da escola ou estavam em horário de almoço e, portanto, costumavam permanecer em casa nesse horário.
O Globo Cor Especial estreou em abril de 1974, mas no período da tarde. Transmitia desenhos como Ligeirinho, Jackson Five e Abbot e Costello. O detalhe é que durante um período curto de tempo também transmitiu seriados, sendo um deles Família Dó Ré Mi. Com o decorrer dos anos, mudou o horário, passando para o meio-dia, e o catálogos de desenhos, dando especial enfoque às produções dos estúdios Hanna-Barbera. Assim, a garotada teve o privilégio de acompanhar Os Flintstones, Scooby Doo, Carangos e Motocas, A Família Adams, Bionicão, Os Jetsons, Manda-Chuva, Tutubarão, Fantasminha Legal e Super Amigos (uma versão da “Liga da Justiça” – com Superman, Batman, Aquaman e Mulher Maravilha, entre outros – produzida pela HB).
A inesquecível vinheta de abertura foi bolada por Joaquim Egydio de Trez Rios, com música composta por ninguém menos que Nelson Motta. O interessante é que o logotipo lembrava em muito o logo de uma marca de cigarros, a John Player Special.
O Globo Cor Especial foi retirado do ar em 1983. A programação infantil da Globo passou desde então a ser transmitida mais cedo, primeiramente com o Balão Mágico e logo depois pelo Xou da Xuxa.
Para matar um pouco a saudade desse que foi um dos programas preferidos da garotada dos anos 70, resolvemos copiar aqui a música de abertura: “Não existe nada mais antigo/Do que cowboy que dá cem tiros de uma vez/A vó da gente deve ter saudades/Do Zing-Pow/Do cinto de inutilidades/No nosso mundo tudo é novo e colorido/Não tem lugar pra essa gente que já era/Morcego velho, bang-bang de mentira/Vocês já eram!/O nosso papo é alegria”.

23/06/2018

PRISCILA E OS SIMPÁTICOS CÃEZINHOS DA TV COLOSSO


 
As crianças dos anos 90 devem se lembrar muitíssimo bem de Priscila, a sheepdog bonachona e simpática do programa TV Colosso.
Como o próprio nome deixa subentendido, a TV Colosso era uma emissora de TV apresentado por um grupo de cãezinhos simpáticos: Walter Gate, Capachildo, Thunderdog... Sem esquecer o operador Borges, e claro, a apresentadora Priscila.
A TV Colosso tinha quadros que faziam referências a diversos programas famosos da TV, entre os quais o Jornal Colossal, que em muitos aspectos parecia um Jornal Nacional canino. O Clip-cão era um programa de videoclipes comandado por um DJ chamado Thunderdog (alguém lembrou do famoso apresentador da MTV?).
Entre os desenhos animados mais populares, vale lembrar de As Aventuras dos Ursinhos Gummi, Snorks, As Aventuras de Mickey e Donald, He-man e She-ra (lembrando que esses dois últimos deram bastante audiência ao Show da Xuxa). A série infantil no estilo “tokusatsu” Power Rangers.
Em novembro de 1996, a TV Colosso exibiu as melhores histórias do Sítio do Pica-pau Amarelo dos anos 70, mas de forma compacta. Isso atraiu os fãs da série inspirada em Monteiro Lobato, bem como a apresentou para os mais jovens.
Durante dois anos, a Globo exibiu especiais como os personagens do programa, entre os quais o TV Colosso Especial 1995, com Priscila e seus amigos interagindo com atores da emissora. Além da apresentadora Xuxa, participaram do programa os humoristas do Casseta e Planeta Urgente e Dedé Santana e Renato Aragão, remanescentes de Os Trapalhões.
A TV Colosso era exibida no horários das 8h às 12h, de segunda a sábado. Permaneceu no ar entre 1993 e 1997.

06/05/2018

É PROIBIDO COLAR, O GAME SHOW QUE CONQUISTOU OS ADOLESCENTES DOS ANOS 80


 
O game show É Proibido Colar foi exibido pela TV Cultura entre maio de 1981 e dezembro de 1983. Apresentado por Antônio Fagundes e Clarice Abujamra, ele consistia numa série de disputas entre colégios do estado de São Paulo.
Com refrão “A nossa escola é boa, é boa/Nós viemos pra ganhar/A nossa escola é boa, é boa/É proibido colar” na abertura, o programa logo conquistou o público juvenil paulista e de outros estados (lembrando que as transmissões da TV Cultura eram mais restritas nessa época). As plateias eram formadas por adolescentes com cartazes e uniformes com cores diferentes para cada equipe. E as equipes, por sua vez, eram formadas por três escolas participantes.
As provas testavam tanto as habilidades físicas quanto as intelectuais dos estudantes. Entre os quadros, vale lembrar do Teste de Conhecimentos, que testava os participantes com uma bagatela de perguntas e respostas. Haviam ainda provas como o Jogo da Mímica, Jogo da Arca e Jogo da Memória, entre outras. O detalhe é que o programa durava cerca de quatro horas.
Uma das provas mais competitivas era o Seção Livre, em que cada colégio apresentava um número musical ou teatral a ser submetidos por um júri bastante rigoroso.
Curioso foi que ele ajudou a revelar o apresentador Gerson de Abreu, que mais tarde apresentaria o programa X-Tudo.
Apesar da excelente audiência, o É Proibido Colar não durou muito tempo. Foi tirado do ar em 1983, deixando milhares de fãs inconformados. Antônio Fagundes só voltaria a apresentar outro programa anos depois, na TV Globo. Já Clarice Abujamra, prosseguiu sua carreira de atriz, participando de filmes, novelas e peças de teatro.

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26/03/2018

SOM BRASIL, O PROGRAMA QUE LEVOU A MÚSICA REGIONAL BRASILEIRA PARA AS GRANDES METRÓPOLES


 
O ator, compositor e apresentador Rolando Boldrin é conhecido das novas gerações pelo programa Senhor Brasil, apresentado nas noites de quarta-feira pela TV Cultura de São Paulo. Vale lembrar que se trata de um programa totalmente voltado para a música regional, especialmente os sons desconhecidos dos brasileiros das grandes cidades.
Antes do Sr. Brasil, Boldrin apresentou um programa semelhante chamado Som Brasil. Transmitido inicialmente nas manhãs de domingo da Rede Globo, ele apresentava músicos dos mais diversos estilos regionais, do maracatu ao sertanejo, do carimbó ao samba. Muitos nomes da música do interior passaram pelo programa.
O Som Brasil estreou em 1981. Teve cinco fases, sendo que a primeira durou até 1984, quando Boldrin foi substituído na apresentação pelo ator Lima Duarte. Esta terminou em 1990, quando passou a ser apresentado por Chico Anysio. Ele só foi definitivamente cancelado em 2013, quando saiu definitivamente da grade de programação do Sistema Globo de Televisão.
Além de números musicais, Rolando Boldrin contava causos, entrevistava os cantores/grupos convidados e, pelo menos de início, apresentava pequenos documentários. O curioso é que o Som Brasil foi inventado para ser apresentado no rádio, mas os produtores acharam a ideia tão boa que resolveram levá-lo diretamente para a TV.
Embora estivessem em plena ditadura militar, o programa apresentou no início um quadro com sátiras políticas.
E tamanha era a quantidade de cantores que desejavam se apresentar que a produção recebia cerca de 300 fitas por semana.
Em 1982, a Associação Paulista de Críticos de Artes elegeu o Som Brasil como o melhor programa de TV do país.
Com o sucesso, o programa foi transformado em vinil, CD e, em anos mais recentes, DVD. Até um disco com poemas recitados por Rolando Boldrin foi lançado.
O formato do programa sofreu a sua mais radical mudança durante os anos 1990. Ao invés de dar destaque aos cantores regionais, os produtores resolveram apresentar grandes shows que rodavam pelo país. Apresentações em grandes palcos de Elba Ramalho, Xitãozinho e Xororó, Alceu e Valença e Simone passaram a ser a tônica do programa (com o detalhe de que eram normalmente shows temáticos).
O Som Brasil só não deixou saudades graças ao próprio Rolando Boldrin, que faz parte da programação da Cultura desde 2005. Com uma ou outra diferença, a proposta é exatamente a mesma do programa original da Globo: apresentar artistas regionais e mostrar o melhor da cultura brasileira.

09/03/2018

VOCÊ SE LEMBRA DO PROGRAMA AMARAL NETTO, O REPÓRTER?



Fidélis dos Santos Amaral Netto foi um político e jornalista brasileiro nascido em 1921 e falecido em 1995.
Exerceu mandatos políticos pelo estado do Rio de Janeiro durante as décadas de 1970, 1980 e 1990, mas só se tornou nacionalmente conhecido em virtude seu programa Amaral Netto, o Repórter.
Transmitido inicialmente pela extinta TV Tupi, o Amaral Netto, o Repórter estreou em 1968. Logo passou a ser transmitida pela Globo, onde permaneceu até 1981.
Amaral Netto, o Repórter era um programa nacionalista com reportagens sobre as tradições, os costumes e as paisagens do Brasil. De vez em quando, transmitia reportagens sobre projetos do antigo governo militar (com o detalhe de que Amaral Netto foi durante muito tempo filiado à Arena, o partido governista da época). Havia um certo ufanismo em relação à grandiosidade do país, bem como suas qualidades.
Os fãs de Amaral Netto podiam acompanhar reportagens sobre o folclore do Maranhã, o arquipélago de Fernando de Noronha e a construção da rodovia Transamazônica. Um dos trunfos do programa era que ele costumava explorar lugares desconhecidos da maioria dos brasileiros. Isso não significava que era totalmente dedicado aos temas nacionais. De vez em quando, Amaral Netto produzia reportagens gravadas no exterior. Num dos episódios mais memoráveis, ele visitou um vilarejo na Etiópia onde teria se originado o café, e entrevistou Hailê Selassie, o lendário líder etíope.
O programa tinha uma hora de duração. Foi inicialmente transmitido aos domingos e, logo em seguida, nos finais das noites de sábado.
Uma curiosidade: Amaral Netto, o Repórter foi o primeiro programa fixo da Rede Globo exibido em cores, em 1972.

25/02/2018

SOM POP, O PROGRAMA DE VIDEOCLIPES MAIS DEMOCRÁTICO DA TV BRASILEIRA

 
A TV Cultura produziu ao longo das últimas décadas programas que entraram para a história da TV brasileira, entre os quais Vitrine, Roda Viva, Castelo Rá-Tim-Bum, Metrópole e Som Pop.
O Som Pop estreou numa época em que, provavelmente motivadas pela popularização da emissora norte-americana MTV, diversas emissoras passaram a exibir programas de videoclipes. A Globo, por exemplo, arriscou um programa chamado Clip Clip.
Na verdade, o Som Pop foi uma remodelação de um programa chamado Pop Show, exibido pela Cultura nos anos 70. Estreou como Som Pop em 1981, com uma linguagem totalmente voltada para os videoclipes.
O auge do Som Pop ocorreu entre 1989 e 1993, quando foi comandado pelo saudoso Kid Vinil. Além de apresentar os grupos/cantores cujos clipes seriam mostrados, o programa exibia no último bloco um especial com determinadas bandas ou cantores. Ele podia ser totalmente dedicado ao Iron Maiden, Deff Leppard e outros grupos.
Por sinal, o Som Pop fazia bastante sucesso entre os chamados headbangers por exibir clipes de grupos de rock pesado. Ele dava o mesmo espaço a Ronnie James Dio, Phil Collins e Michael Jackson. O último bloco podia ser exclusivo do new wave The Cure ou do metaleiro Black Sabbath.
Durante um tempo, o programa girou em torno de um único tema. Os clipes eram exibidos tendo em vista somente esse assunto.
Muitos jovens chegavam a gravar os clipes em fitas VHS para assisti-los depois. Mas é pena que o Som Pop tenha saído da grade da emissora durante os anos 90. Deixou muitas saudades, principalmente para quem realmente gostava do bom e velho rock’n’roll.

10/02/2018

X-TUDO, O SAUDOSO PROGRAMA DE VARIEDADES INFANTIL DA TV CULTURA

 
O X-Tudo foi um programa infantil exibido pela TV Cultura entre abril de 1992 e novembro de 2002. Apesar do caráter educativo, tinha um formato dinâmico, que permitia abordar quadros como ciência e literatura. As dicas de livros eram dadas por Raquel Barcha, que interpretava uma “gênia” chamada Sherazade.
Os fãs do X-Tudo acompanhavam com interesse os quadros com curiosidades científicas de Marcelo Mansfield, além das dicas de culinária de Rafael Barioni. Ele ensinava a fazer sucos diferentes, pratos divertidos e lanches rápidos. Rafael assumia também a função de repórter-mirim do programa.
Quando estreou, o X-Tudo era comandado por Gerson de Abreu ao lado do boneco X. Ele permaneceu até 1995, quando foi convidado para apresentar um programa infantil na TV Record, o Agente G.
Com a saída de Gerson, o programa passou a ser apresentado por Márcio Ribeiro. Aliás, o X-Tudo teve o seu elenco alterado diversas vezes. Entre o atores e apresentadores que gravaram quadros para o programa, vale lembrar de Norival Rizzo, Joyce Roma, Oscar Simch, Enrique Serrano, Fernando Gomes e Fernanda Souza. Esta última saiu para integrar o elenco da novela infanto-juvenil Chiquititas, no SBT, no papel da menina Mili. No X-Tudo, Fernanda representava com frequência uma repórter mirim.
Tanto Gerson de Abreu quanto Márcio Ribeiro faleceram em virtude de problemas de saúde. Gerson faleceu em 2002 e Márcio, em 2013.
O X-Tudo foi reapresentado na TV Cultura ao longo de 2014 e mais recentemente, na TV Ra-Tim-Bum.

26/01/2018

DICAS DE LITERATURA, REPORTAGENS SOBRE ECOLOGIA E DESENHOS ALTERNATIVOS NO GLOBINHO


Ainda haveremos de falar sobre o desenho animado Barbapapa, a apresentadora Paula Saldanha e o programa TV Globinho, levado recentemente ao ar pela Rede Globo. Mas dessa vez falaremos do Globinho.
O Globinho era um programa infantil em formato de telejornal que surgiu em 1972. Era exibido de segunda à sexta-feira. Sua apresentadora mais famosa foi Paula Saldanha. Ele foi o primeiro programa a exibir reportagens de conteúdo ecológico, embora elas não atraíssem tanto as crianças.
Criada por Paula, a sessão sobre literatura abordava os lançamentos de grande escritores infantis. Ela chegava a entrevistar personalidades das letras como Jorge Amado, Ziraldo e outros. O detalhe é que Paula falava sobre a importância da literatura para as crianças e até dava dicas sobre preços e locais onde os livros mencionados podiam ser adquiridos (isso muito antes da internet, é claro).
Com a intenção de aumentar os laços com o público infantil, o programa promoveu diversos eventos, como uma campanha de arborização e um concurso de fotografias.
O que realmente fazia sucesso, no entanto, eram os desenhos animados. Tratavam-se de filmes de animação de vanguarda, com efeitos desconhecidos para muitas crianças da época (detalhe: metade da audiência era de adultos). Entre esses desenhos, vale lembrar do Barbapapa, Mio e Mao (dois gatinhos feitos com massinha), Vermelho e Azul, O Patinho Quá-Quá, A Linha, Dr. Sinuca e Areia.
O Globinho era um programa bastante curto, com apenas 15 minutos de duração. Era exibido no final da tarde, antes do Sítio do Pica-pau Amarelo, e reprisado na manhã do dia seguinte. Permaneceu no ar até 1982, quando saiu definitivamente da grade da emissora.

14/01/2018

CLUBE DA CRIANÇA, O PROGRAMA QUE REVELOU XUXA COMO CANTORA E APRESENTADORA


O primeiro programa infantil da Rede Manchete de Televisão, inaugurada em 1983, foi o Clube da Criança. E sobre esse programa existem inúmeras curiosidades, que nós fizemos questão de compartilhar aqui no Modas e Manias.
A primeira curiosidade diz respeito, obviamente, a Xuxa Meneghel. Conhecida até então como modelo (e namorada de Pelé), ela era presença constante nas capas da revista Manchete. Foi no Clube da Criança que Xuxa iniciou a carreira de apresentadora.
Xuxa permaneceu no Clube da Criança até 1986, quando migrou para a Rede Globo. O programa passou algum tempo fora do ar, até voltar com outra apresentadora: Angélica. O detalhe é que Angélica tinha apenas 13 anos na época. Até então, ela era conhecida como modelo infantil e atriz.
Antes de sair definitivamente do ar, o programa teve outras apresentadoras entre as quais a atriz Milla Christie e a modelo infantil Debby.
O Clube da Criança ajudou a revelar diversos talentos da música brasileira, incluindo a cantora Patrícia Marx. Com o sucesso do primeiro disco do programa – que contou com a participação de diversos artistas, cabe aqui frisar –, Patrícia uniu-se a Luciano Nassyn e Juniho Bill no grupo infantil Trem da Alegria.
Temos que lembrar que o Clube da Criança ajudou bastante a alavancar as carreiras musicais de Xuxa e Angélica. Foi participando no primeiro disco do programa que Xuxa se tornou conhecida como cantora. Angélica fez sucesso com músicas como Vou de Táxi, uma das mais tocadas nas rádios em 1989.
O cenário do Clube da Criança era totalmente colorido, com alguns brinquedos de playground. Crianças de todos os tamanhos apareciam em cena. Era patrocinado por empresas como Estrelas, Coca-Cola e Nestlé.
Além de desenhos – principalmente de Hanna-Barbera, que ainda eram muito populares entre as crianças –, o programa exibia diversas séries de super-heróis japoneses, como Jaspion e Changeman.
O desenho de maior sucesso foi Cavaleiros do Zodíaco, que se tornou uma verdadeira febre entre a garotada dos anos 90. Isso inspirou a Manchete a importar os animês Sailor Moon e Yu-Yu-Hakusho. Os Cavaleiros do Zodíaco só seriam superados em popularidade por um desenho exibido pouco tempo depois pela Record – e que, por sinal, faz sucesso até hoje: Pokemon.
O Clube da Criança saiu definitivamente do ar em 1998, com a crise na Rede Manchete. A emissora, por sua vez, deu seu último suspiro em maio de 1999.

Imagem acima: primeiro disco do Clube da Criança, com a participação de Xuxa, Carequinha, Sérgio Mallandro, Pelé, Roupa Nova, Patrícia (futura Marx) e outros artistas.

30/12/2017

10 QUADROS DO PROGRAMA SILVIO SANTOS CONSIDERADOS INESQUECÍVEIS


Consta que Silvio Santos apresentou seu primeiro programa, Vamos Brincar de Forca, em 1962, na antiga TV Paulista. Passou a comandar seu popular programa de domingo em 1964 e desde então não parou mais. Dizem até que domingo sem Silvio Santos não é domingo. Entre os inúmeros programas e quadros apresentados por ele estão Porta da Esperança, Namoro na TV, Gol Show, Topa Tudo por Dinheiro, Domingo no Parque e Show de Calouros, entre outros. Alguns entraram definitivamente no imaginário popular. O Modas e Manias listou 10 desses quadros inesquecíveis, considerados verdadeiros campeões de audiência.

Passa ou Repassa - Surgiu em 1987 com o nome Passe ou Repasse. Era inspirado no programa norte-americano Double Dare. Tratava-se de um jogo de perguntas e respostas sobre assunto diversos, inicialmente apresentado por Silvio Santos, mas que, com o tempo, também foi apresentado por Gugu e Celso Portiolli.

Qual é a Música? – Estreou em 1976, ainda no tempo em que o programa Silvio Santos fazia parte da programação da Globo. Era uma versão brasileira do programa norte-americano Name that Tune e consistia numa gincana musical em que os competidores, geralmente cantores/grupos famosos, tinham que adivinhar a música em questão. Uma vez que se tratava de um quadro sobre música, ele tinha participações de orquestras, corais e até de um cantor em play-back.

Porta da Esperança – Consistia num programa em que Silvio realizava os sonhos dos telespectadores. Durante uma conversa com o apresentador, a pessoa relatava qual o seu sonho e em seguida abria-se uma porta em que aparecia um empresário ou celebridade ajudava a torna-lo realidade. Pedia-se casa, viagem, carro, maquinário para abrir um negócio...

Domingo no Parque – Era uma espécie de gincana com a participação do público infantil. Estreou nos anos 80 com diversos quadros. Tinha competições como a corrida de bebês, o cabo de guerra e o concurso de dança. Entre os quadros considerados “clássicos” vale lembra daquele em que a criança ficava numa cabine e respondia “sim” ou “não” quando uma luz acendia, ganhando ou perdendo brindes.

Boa Noite, Cinderela – Estreou no tempo em que Silvio Santos apresentava seu programa na Globo. Ao longo do quadro, eram contadas as histórias de três meninas de baixa renda. Uma delas era escolhida no fim do programa, sendo coroada princesa. Além da coroa, ela ganhava muitos prêmios, que iam de bonecas a produtos para o lar.

Show de Calouros – Foi um dos quadros mais duradouros dos domingos com Silvio Santos. Um candidato a cantor apresentava-se no palco e era julgado por um grupo de jurados, entre os quais os exigentes José Fernandes e Aracy de Almeida.

Tentação – Realizado em conjunto com o Baú da Felicidade, o Tentação era uma gincana em que um grupo de 60 clientes sorteados tinham que responder entre três respostas possíveis. No final, os participantes restantes tinham que abrir uma maçã e permanecia apenas aquele que retirava uma flor. O interessante é que o quadro apresentava curiosidades sobre assuntos variados, seguidas por uma pergunta feita aos participantes.

Roletrando – Tratava-se de um quadro em que os sorteados tinham que girar uma roda que definia o valor que ela tinha direito a ganhar caso acertasse uma letra da palavra misteriosa. Se errasse a letra, quem tinha direito a girar a roda era o concorrente. É apresentado até hoje, mas com outro nome: Roda a Roda Jequiti.

Cidade Contra Cidade – Foi um dos quadros mais populares apresentados por Silvio Santos. Entrou no ar pela primeira vez durante os anos 1960, voltando a ser apresentado de 1977 a 1980 e de 1988 a 1989 (dessa vez, apresentado por Gugu Liberato). Era uma gincana entre cidades, geralmente do interior de São Paulo, com provas realizadas em estúdio e gravadas.

Topa Tudo por Dinheiro – Foi um dos quadros mais inesquecíveis do programa Silvio Santos. Alcançou tamanha audiência que por mais de uma vez bateu o Fantástico no Ibope. Todos devem lembrar do jargão “Quem quer dinheiro?”, usado pelo apresentador. Chamavam especial atenção as pegadinhas, normalmente com o ator Ivo Holanda. O Topa Tudo por Dinheiro é ainda hoje um do quadros que mais tempo permaneceu no ar.

Fontes: Wikipédia, Lista 10, SBT.com.

10/12/2017

A ARCA DE NOÉ E OUTROS CINCO MUSICAIS INFANTIS QUE MARCARAM OS ANOS 80

 
O poeta e compositor Vinícius de Morais sonhava em lançar um disco com composições para crianças. Infelizmente, ele não viveu o suficiente para ver esse projeto pronto. Ele só se tornou realidade em meados dos anos 80, quando a Rede Globo lançou o programa musical Vinícius para Crianças – A Arca de Noé.
A Arca de Noé, como ficou mais conhecido, apresentava diferentes quadros com canções infanto-juvenis interpretadas por grandes nomes da MPB: Tom Zé, Marina, Elis Regina, Milton Nascimento, Ney Matogrosso... Além de exibido em diversos países, ele ganhou o prêmio Emmy de melhor programa infanto-juvenil daquele ano.
O sucesso do primeiro programa – exibido como um especial da antiga Sexta-Super – motivou a emissora a lançar A Arca de Noé 2, com a mesma proposta do original. Mas ele está longe de ser o único programa infantil da emissora. Houveram outros, sobre os quais você vai saber a seguir:

Pirlimpimpim – Foi lançado em 1982, ano do centenário de nascimento do escritor Monteiro Lobato. Com a participação da menina Aretha – cuja desenvoltura em A Arca de Noé chamou a atenção dos diretores da Globo –, ele falava basicamente sobre os personagens e histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo. A boneca Emília foi interpretada por Baby Consuelo e o Visconde de Sabugosa, por Moraes Moreira. Um dos destaques do programa foi a música Nosso Lindo Balão Azul, que se tornou hit nas rádios de norte a sul do Brasil. Pirlimpimpim também teve uma continuação.

Casa de Brinquedos – Lançado em 1983, foi elaborado em cima de um disco homônimo de Toquinho. Novamente com a participação de Aretha, ele contava a aventura de uma garotinha numa pequena fábrica de brinquedos. Os números musicais foram interpretados por Lucinha Lins, Tom Zé, MPB-4, Chico Buarque e o próprio Toquinho. Assim como A Arca de Noé e Pirlimpimpim, as músicas foram lançadas em disco pela Som Livre.

Plunct Plact Zum – Esse musical também entrou no ar em 1983. Era uma adaptação da peça Filhos Enrolados de Pais Separados. Contava a aventura de um grupo de crianças – entre as quais a onipresente Aretha, é óbvio –, em direção ao Planeta Doce. Os quadros musicais tiveram participações de nomes consagrados da geração roqueira dos anos 80, tais como Barão Vermelho e Blitz. O quadro de maior sucesso foi interpretado pelo saudoso Raul Seixas, com a música Carimbador Maluco. Também ganhou uma segunda versão.

A Turma do Pererê – Exibido em 1983, o programa contou com as participações de Fagner, Luiz Melodia, Gal Costa, Ivan Lins e Guilherme Arantes, entre outros. Contava a história de uma turma de animais e seu amigo Saci-pererê na Mata do Fundão. Era baseado nos personagens dos quadrinhos criados pelo cartunista Ziraldo.

Aventura no Corpo Humano – Esse programa explicava o funcionamento do corpo humano para as crianças. Teve a participação de Aretha e do humorista José Vasconcelos. Assim como os programas acima mencionados, os números musicais foram interpretados por nomes consagrados da MPB.

26/11/2017

O QUE FAZIAM ALGUNS APRESENTADORES DE TV ANTES DE SE TORNAREM NACIONALMENTE CONHECIDOS


Nem todos sabem, mas o humorista Moacyr Franco é um excelente cantor. Começou a carreira com a apenas 16 anos de idade. Ele também apresentou um programa de TV chamado Moacyr Franco Show, do qual pouquíssimas pessoas se lembram (na verdade, ele apresentou mais de um programa com seu nome). O Moacyr Franco Show foi exibido pela Rede Globo entre os anos de 1972 e 1977.
É provável que pouca gente lembre, mas o cantor João Gordo – que se tornou nacionalmente conhecido graças à banda de punk-rock Ratos de Porão – começou a carreira de apresentador comandando programas da MTV brasileira: Gordo Pop Show, Gordo on Ice, Gordo a Go-Go, Gordo Freak Show...
Outro cantor que ganhou um programa próprio foi Ronnie Von, o eterno príncipe da Jovem Guarda. Ele atualmente comanda o Todo Seu, um programa de variedades exibido desde 2004 pela TV Gazeta de São Paulo. Essa não é no entanto, a primeira experiência de Ronnie como apresentador, ele já tinha comandado um programa pela extinta TV Tupi.
Veja abaixo o que alguns dos mais conhecidos apresentadores da televisão brasileira faziam antes da fama nacional.

Etty Fraser (atriz) – Etty é uma das maiores damas do teatro brasileiro. Apresentou durante os anos 80 um programa de culinária, concorrente do popularíssimo Cozinha Maravilhosa de Ofélia.

Rodrigo Faro (cantor e ator) – Aos 19 anos, integrou com outros rapazes o conjunto pop Dominó. Mas antes disso, ele apresentou um programa infantil na TV Bandeirantes chamado ZYB Bom.

Hebe Camargo (cantora) – Eternizada como apresentadora, a saudosa Hebe começou a carreira artística como cantora. Cantou pela primeira vez no programa Clube Papai Noel, na rádio Tupi, aos 15 anos de idade.

Clodovil (estilista) – Antes de se tornar conhecido como apresentador de TV e deputado, Clodovil trabalhou durante anos como estilista. Começou a desenhar vestidos aos 16 anos de idade. Começou a se tornar conhecido pelo grande público quando participou do programa 8 ou 800, apresentado por Paulo Gracindo durante os anos 70. O primeiro programa de televisão do qual participou ativamente foi TV Mulher.

Raul Gil (cantor) – Acredite se quiser, mas Gil tornou-se conhecido primeiro como cantor. Começou participando de programas de jurados até ganhar um, o Calouros Toddy (patrocinado pela famosa marca de achocolatados), que era apresentado por Hebe Camargo. Começou a carreira de apresentador por acaso, quando foi chamado pela antiga TV Excelsior para substituir outro apresentador.

Xuxa (modelo) – A manequim (era assim que as modelos eram chamadas até recentemente) Maria da Graça Meneghel iniciou a fama posando para revistas para adolescentes, como Carinho. Logo se tornou requisitada pelo mundo da moda. Posou diversas vezes para a revista Manchete até ser chamada para apresentar o Clube da Criança na antiga TV Manchete. Foi assim que se tornou a apresentadora, cantora e Rainha dos Baixinhos.

César Filho (jornalista e radialista) – Começou a carreira no departamento esportivo da TV Record. Tentou seguir a carreira de radialista esportivo, mas acabou sendo chamado para integrar a equipe do programa de TV Record em notícias.

Otaviano Costa (jogador de vôlei e locutor) – Nascido em Cuiabá, Otaviano mudou-se para São Paulo para jogar pelo clube Banespa. Seu talento de imitador chamou a atenção de produtores da rádio Jovem Pam, que o chamaram para trabalhar como locutor e produtor do programa Pandemônio. Ainda desconhecido, trabalhou em várias emissoras, até ser chamado pela Band para substituir Luciano Huck no extinto programa H. Foi assim que se tornou nacionalmente conhecido.

William Bonner (publicitário)
Marília Gabriela (jornalista)
Ana Hickman (modelo)
Rolando Boldrin (cantor)
Marcos Mion (ator)
Emílio Surita (DJ)
Milton Neves (radialista)
Jorge Kajuru (radialista)
Gilberto Barros (radialista)
José Luiz Datena (jornalista esportivo)
Luciano Faccioli (jornalista esportivo)
Bolinha (locutor esportivo)
Ana Maria Braga (jornalista)
Claudete Troiano (atriz)
Márcia Goldschimidt (gerenciadora de artistas)
Silvia Poppovic (jornalista)
Sérginho Groissman (jornalista)
Sérgio Chapelin (locutor de rádio)
Ratinho (repórter policial)