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08/07/2018

POR ONDE ANDA HERMES AQUINO, INTÉRPRETE DE NUVEM PASSAGEIRA?


 
O maior hit do compositor e cantor Hermes Aquino foi Nuvem Passageira, lançada em 1976 e tema da novela O Casarão. Foi uma das músicas brasileiras mais tocadas nas rádios da época. Em virtude dela, Aquino chegou a participar do Globo de Ouro, um programa onde se apresentavam cantores populares como Peninha, Roberto Leal e outros. Mas quem era Hermes Aquino?
Nascido na cidade de Rio Grande, o gaúcho Hermes Aquino tornou-se primeiramente conhecido como compositor. Escreveu músicas para os festivais da canção do período, interpretadas tanto na voz de outros cantores como em sua própria voz. Seu primeiro sucesso como intérprete foi a música Flash, com a qual participou do IV Festival Internacional da Canção.
Curiosamente, Aquino só conseguiu gravar seu primeiro Lp, Desencontro de Primavera, em 1976, pela Tapecar. Cerca de um ano depois, saiu Santa Maria, seu segundo vinil. Mas Aquino se desentendeu com a gravadora e voltou para sua terra natal, onde vive até hoje. Tornou-se compositor de jingles e programador musical de uma rádio de Porto Alegre.
Em 2014, Desencontro de Primavera e Santa Maria foram relançados pelo selo Discobertas.
Como compositor, Hermes Aquino influenciou bandas do porte do Engenheiros do Havaí e Karnak, além dos músicos Kleiton e Kledir. Ele continua trabalhando a todo vapor, compondo jingues e escrevendo artigos para a imprensa local. Suas músicas são tocadas com frequência numa rádio na internet, que, curiosamente possui até uma versão em inglês de Nuvem Passageira.

11/06/2018

DE COMPOSITOR DE JINGLES A MÚSICAS POPULARES: A RICA TRAJETÓRIA MUSICAL DE ZÉ RODRIX



Uma das músicas de maior sucesso do cantor e compositor Zé Rodrix foi Quando Será?, em que ele repete: “Quando será, quando será/O dia da minha sorte/Sei que antes da minha morte/Eu sei que esse dia chegará”. Lançada em 1977 no disco de mesmo nome, ela é ainda hoje lembrada pelos seus fãs. Mas temos que lembrar que Quando Será? não foi o único sucesso de Rodrix.
Zé Rodrix não atuou apenas em carreira solo. Ele gravou em parceria com Sá e Guarabira e no grupo Joelho de Porco. Foi também integrante das bandas Momentoquatro e Som Imaginário.
José Rodrigues Trindade nasceu no Rio de Janeiro em 1947 e faleceu em São Paulo, em 2009. Iniciou a carreira ainda na adolescência, com o grupo Momentoquatro, formado por amigos de colégio. Com ele, acompanhou diversos cantores em shows e apresentações em festivais da canção (lembrando que um desses músicos foi Edu Lobo). Mais tarde, passou a tocar no Som Imaginário, um grupo de acompanhava o cantor Milton Nascimento em suas apresentações.
O reconhecimento como cantor começou quando formou com os músicos Luiz Carlos Sé e Gutemberg Guarabyra o trio Sá, Rodrix e Guarabyra na década de 70. Em 1973, resolveu lançar carreira solo, tocando em shows de músicos variados e shows próprios. Foram oito discos-solos, sendo um deles o já citado Quando Será?.
Durante os anos 80, Zé Rodrix fez parte do grupo Joelho de Porco. Mas ele se tornou querido no meio artístico e publicitário por um motivo bem especial: era um excelente compositor de jingues e trilhas sonoras. Entre 89 e 96, por exemplo, compôs as trilhas de várias espetáculos, entre os quais Não Fuja da Raia, estrelado pela atriz Cláudia Raia.
No início dos anos 2000, voltou a se apresentar com a dupla Sá e Guarabyra, inclusive no mega-festival Rock in Rio. Mais tarde, lançou um single em parceria com a mesma dupla, para a novela Revelação, do SBT. Aliás...
Rodrix compôs gravou trilhas para diversas novelas, entre as quais Cambalacho, O Espigão e Corrida do Ouro. Mas...
Em 22 de maio de 2009, Zé Rodrix sofreu um ataque cardíaco fulminante. Chegou a ser levado às pressas para o hospital, onde veio a falecer. Deixou um vazio imenso na história da MPB, pois não era apenas autor de músicas populares, mas de canções para todo tipo de espetáculo, seja da TV, cinema ou palco.

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27/05/2018

POR ONDE ANDA O GRUPO PHOLHAS? SAIBA A RESPOSTA



Pode ser que você, no alto dos seus vinte e poucos anos nunca tenha ouvido falar no Pholhas. Mas devia! Ele embalou os bailinhos outrora frequentado por seus pais e, talvez, por seus avós. Outra: é bem provável que esteja fazendo shows na sua cidade nesse momento.
Com 50 anos de trajetória e uma nova formação, o Pholhas continua fazendo shows como nunca. Possui web site oficial e está aberto para apresentações onde quer que seja chamado.
O Pholhas surgiu em São Paulo, em 1968, quando três amigos resolveram deixar a banda Wander Mass Group para formar o seu próprio grupo. Paulo Fernandes, Oswaldo Malagutti e Hélio Santisteban chamaram o amigo Wagner Benatti e logo começaram a ensaiar com o nome Pholhas. Aliás, quem sugeriu esse nome foi outro amigo, Marco Aurélio, provavelmente inspirado no disco Flowers, do Rolling Stones.
Em pouco tempo, o Pholhas estava animando os bailinhos paulistanos, sempre com grande audiência. Cantavam covers de várias bandas de prestígio na época. O sucesso chamou a atenção da gravadora RCA Victor, que logo convocara os quatro amigos para gravar o primeiro disco. Foi assim que surgiu o primeiro vinil da banda, intitulado Dead Faces, e o primeiro sucesso: My Mistake.
Interessante é que muita gente achou que o Pholhas fosse um grupo estrangeiro, visto que ele gravava e cantava em inglês. Mas vamos falar do primeiro disco.
O principal destaque desse trabalho foi a música My Mistake. Ela ajudou a projetar a banda no Brasil, América Latina e Europa. Em pouco tempo, Paulinho e amigos estavam em turnê pelo país. Devemos lembrar que o compacto com My Mistake chegou a vender 400 mil cópias em apenas 4 meses.
Em seguida, foram lançadas outras canções em compacto: She Mades me Cry, Forever, I Never Did Before, Sorrow... A sonoridade do grupo era quase sempre a mesma, mudando apenas durante o período das discoteca, quando gravaram músicas ao ritmo daquela moda.
Atualmente, o Pholhas se apresenta cantando músicas próprias e covers de bandas diversas.

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28/04/2018

O QUE ACONTECEU COM O COMPOSITOR E CANTOR HYLDON?


 
O cantor e compositor Hyldon tornou-se conhecido em todo o Brasil graças a duas músicas: Na Rua, na Chuva, na Fazenda (Casinha de Sapê) e As Dores do Mundo.
A carreira desse baiano arretado decolou após os lançamentos seguidos de dois compactos, o primeiro justamente com Na Rua, na Chuva, na Fazenda (Casinha de Sapê), e o segundo, com As Dores do Mundo. A excelente vendagem e o sucesso nas rádios fez com que Hyldon convencesse uma gravadora a trabalhar o seu primeiro Lp, lançado em 1975. Mas...
O Lp decolou nas lojas especializadas e paradas de sucesso. O que não decolou foi a carreira de Hyldon. Ele gravou o segundo álbum em parceria com a banda Azymuth, Oberdan Magalhães e outros músicos, e o terceiro, com nomes consagrado da música brasileira, como Dominguinhos, Ed Lincoln e Márcio Montarroyos. Tinha a clara intenção de conquistar o público com novas músicas, mas em vão. Ambos os trabalhos foram recebidos com frieza pelos brasileiros, levando Hyldon a enfrentar uma grave crise na carreira. Brigas o levaram a trocar de gravadora mais de duas vezes.
Na década seguinte, Hyldon lança em parceria com Tim Maia e Fábio a música Velho Camarada. Apesar de ser frequentemente tocada nas rádios, ela também não salvou sua carreira. Hyldon chegou a gravar mais um Lp, mas com vendas baixíssimas.
Sua carreira só ganharia um impulso extraordinário durante os anos 2000, quando suas músicas passaram a servir de trilha sonora para diversos filmes. Parcerias com Dalto, Chico Buarque, Zeca Baleiro, Carlinhos Brown e outros músicos também ajudaram “re-projetar” o velho Hyldon dos anos 1970. Hyldon realiza uma série de shows em comemoração aos 35 anos do seu primeiro trabalho e...
Se quer saber, ele continua na ativa, atraindo velhos e conquistando novos fãs.
O cantor, compositor, instrumentista Hyldon nasceu como Hylson de Sousa Silva, em Salvador, estado da Bahia, em 17 de abril de 1951.

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05/04/2018

KÁTIA, A AFILHADA DE ROBERTO CARLOS QUE CONQUISTOU O BRASIL


 
A cantora Kátia quase derrubou a internet em maio de 2017. Isso ocorreu em virtude de sua apresentação no programa Domingão do Faustão. Sumida dos programas de auditório e rádios, até então quase ninguém sabia que fim ela tinha levado.
Kátia Garcia Oliveira nasceu na cidade do Rio de Janeiro em março de 1962. Cega de nascença, compensava a dificuldade em enxergar com o seu amor pela música. Tanto que aos quatro anos de idade ganhou um piano do seu pai. Seu primeiro professor foi o avô paterno.
O que ajudou também a precoce Kátia a ingressar na carreira musical foi um amigo de seu pai: ninguém menos que o cantor Roberto Carlos. Foi ele quem a indicou para um teste na gravadora CBS, em 1978.
O primeiro trabalho de Kátia a chegar nas lojas foi um compacto com a música Tão Só. Pouco depois, Roberto e seu parceiro Erasmo Carlos comporiam Lembranças, outra música que faz sucesso na voz de Kátia.
Lembranças foi o principal sucesso do primeiro álbum da cantora. Permaneceu em primeiro lugar nas paradas de sucesso durante meses, tornando Kátia uma das maiores celebridades da música daquela época.
Outra música que Roberto Carlos fez especialmente para Kátia foi Até Quando. Ela também estouraria com Ah, Esse Amor, Todo o Prazer, Coração Ferido e Sempre me Faz Bem.
Temos que lembrar que seu álbum de estreia chegou ao mercado em 1979. Pois chegaram os anos 1980 e Katia continuou agradando a audiência das rádios. Assim foi até 1994, quando ela lançou seu último álbum de estúdio.
Kátia nunca deixou de cantar. Embora sua carreira não seja nem sombra dos tempos áureos, ela continua se apresentando nos palcos do Brasil. Chegou a lançar um disco ao vivo em 2006.
Durante os anos 2000, ela abraçou a causa dos deficientes visuais, chegando a ser premiada pelos serviços prestados aos brasileiros com esse tipo de deficiência.

19/03/2018

O INÍCIO E O AUGE DA CARREIRA DO CANTOR DUDU FRANÇA



Entre os maiores sucessos do cantor Dudu França, alguns ainda não saíram da memória do povo, entre eles Grilo na Cuca, Eu e Ela, Me Leva e Fim de Semana.

O paulistano José Eduardo França Pontes estudou engenharia e arquitetura, mas nunca deixou de o seu interesse por instrumentos musicais. Aprendeu a tocar bateria, piano, violão e flauta.
Seu ingresso na carreira musical ocorreu ainda na época da Jovem Guarda, quando um grupo de amigos o convidou para participar de uma banda depois de vê-lo tocar bateria. Chamada de Colt 45, ela tocou em diversos lugares na capital paulista. Se apresentava tocando músicas dos Beatles e Johnny Rivers. Mais tarde, participou de outra banda, a Memphis (que também cantava em inglês).
A carreira solo de Dudu França deslanchou mesmo na segunda metade dos anos 1970, quando gravou hits como Grilo na Cuca. O detalhe é que quem ajudou a alavancar sua carreira foi o produtor e apresentador Carlos Imperial.
Diversas músicas de Dudu foram incluídas em trilhas sonoras de novelas da Globo. Grilo na Cuca, por exemplo, fez parte da trilha de Marrom Glacê.
Graças à sua desenvoltura no palco, Dudu se apresentou em festivais internacionais da canção e ainda trabalhou como apresentador de TV. Apresentou um quadro do antigo Globo de Ouro chamado Geração 80, além de um programa de auditório para jovens, no SBT, o Vamos Nessa.
Além de apresentar esporadicamente, Dudu França compõe jingles para publicidade.

04/03/2018

MISS LENE, A DIVA ADOLESCENTE DAS DISCOTECAS BRASILEIRAS



A cantora Frankislene Ribeiro Freitas, conhecida em todo o Brasil como Miss Lene, nasceu na cidade de Fortaleza, Ceará, em 1962.
Miss Lene alcançou o estrelato pela gravadora CBS, em 1978, com apenas 16 anos de idade. Mal lançou seu primeiro disco e fez sucesso com duas músicas: “Quem é ele” e “Deixa a música tocar”.
O auge de sua carreira ocorreu durante a moda das discotecas, quando diversas cantoras brasileiras lançaram trabalhos em ritmos dançantes, bem de acordo com a época. Além de Miss Lene, outra grande cantora de sucesso foi Lady Zu (sem esquecer as meninas do grupo As Frenéticas, é claro).
Miss Lene costumava vestir roupas brilhantes, além de dançar de acordo com a coreografia da disco music. Costumava se apresentar em programas de auditório como Silvio Santos, Bolinha e Chacrinha. O detalhe é que ela ainda hoje é chamada por muitos de “a Tina Charles brasileira”.
O problema é que a carreira de Miss Lene estava muito atrelada à disco music, daí que não durou muito. O resultado não podia ter sido diferente: Miss Lene saiu de cena tão rápido quanto entrou. Tanto que foi esquecida por muita gente já no início dos anos 80.
Miss Lene casou-se com um suíço e foi morar na Europa, onde constituiu família, mas deixou saudades numa legião enorme de fãs.

19/02/2018

O QUE ACONTECEU COM EDNARDO, CANTOR DE PAVÃO MYSTERIOSO


Todas as pessoas com mais de 50 anos devem lembrar da abertura da novela Saramandaia, levada ao ar em 1976 pela Rede Globo. Ela tinha como música tema Pavão Mysterioso, do cearense Ednardo.
José Ednardo Soares Costa Sousa nasceu em Fortaleza, Ceará, em 1945. Iniciou a carreira artística no início dos anos 1970, ao lado de outros reconhecidos músicos nordestinos: Fagner, Amelinha e Amelinha. Sua fama explodiu justamente com a novela Saramandaia, um grande sucesso do horário das 22h.
Além de Pavão Mysterioso, gravou sucessos como Ingazeiras, Terral, A Manga Rosa, Enquanto Engoma a Calça, Lagoa de Aluá e Longarinas, distribuídas em 14 álbuns de estúdio. Chamado justamente de O Mistério do Pavão Mysterioso, seu primeiro álbum foi lançado em 1974 (o primeiro disco foi um compacto gravado com Eliana Pittman, em 1972).
Além de discos próprios, Ednardo fez gravações para diversos filmes e peças de teatro. Possui ainda músicas gravadas por astros como Elba Ramalho, Ney Matogrosso, Vâniea Abreu Amelinha, Belchior e Fagner.
Apesar de estar fora da mídia nacional, Ednardo continua fazendo shows em todo o Brasil. Possui um público cativo, que sempre lota cada casa de espetáculo onde se apresenta.

05/02/2018

UM BREVE RESUMO DA CARREIRA DA DUPLA OS VIPS, UM GRANDE SUCESSO DA JOVEM GUARDA


Você já ouviu falar em Ronald Red e Jett Williams? Certamente que não. Mas foi com esses nomes que a dupla Os Vips começou a se apresentar. Eles, inclusive, chegaram a gravar várias músicas como Ronald e Jett.
Mas a verdade é que os nomes verdadeiros dos irmãos paulistas que formam os Vips era Márcio Augusto Antonucci e Ronaldo Luís Antonucci. Quando ao nome Os Vips, ele foi tirado do filme Gente Muito Importante (The Vips, no original em inglês), com Richard Burton e Elizabeth Taylor.
A primeira gravação da dupla foi a música Tonight, escrita em 1964, ano em que começaram a se tornar conhecido do público brasileiro graças a participações nos programas musicais das emissoras Record e Tupi. O primeiro compacto foi lançado no ano seguinte, com as músicas É Inútil e Lá Muito Além.  
Um de seus maiores sucessos foi a música Menina Linda, versão em português da música I Should Have Known Better, dos Beatles. Outra canção bastante popular foi A Volta, composição de Erasmo e Roberto Carlos. Também gravaram músicas como Faça Alguma Coisa Pelo Nosso Amor, Michele, Largo Tudo e Venho te Buscas e É Preciso Saber Viver, uma regravação de um grande sucesso do rei Roberto Carlos.
Os Vips se tornaram conhecidos por regravar músicas dos Beatles, cuja influência sobre a juventude dos anos 60 foi grande. Participou da Jovem Guarda, tornando-se uma das mais saudosas presenças no programa.
Com o sucesso, Ronaldo investiu em lanchonetes e restaurantes com o nome do grupo, entre eles o Vip’s Burger e o Vip’s Buffet. Márcio trabalhou como diretor de gravadora, além de que dirigiu o departamento musical da Rede Globo. Foi também diretor de programas de TV.
Durante os anos 70, Márcio e Ronaldo gravaram um disco pelo selo Continental. Nos 90, participaram de uma gravação com diversos cantores da Jovem Guarda, além que lançaram uma coletânea com os maiores sucessos do programa.
A dupla se desfez em definitivo em 2014, quando Márcio faleceu com pneumonia, que evoluiu para um quadro de infecção generalizada. Márcio era casado com Lilian Knapp, que fazia parte de outra dupla: Leno e Lilian.

22/01/2018

(QUASE) TUDO SOBRE A MAIS POPULAR BANDA DE ROCK BRASILEIRO DOS ANOS 60: OS INCRÍVEIS

 
Os Incríveis foi uma banda de rock brasileiro da década de 1960, formada na cidade de São Paulo. Os integrantes originais eram Domingos Orlando, Waldemar Mozema, Antônio Rosas Seixas, Luiz Franco Thomaz e Demerval Teixeira Rodrigues. Detalhe: em 1965, Demerval foi substituído por Lívio Benvenuti.
O primeiro álbum foi O milionário, lançado ainda no começo dos anos 60. Nele, Orlando e amigos dão uma pequena ideia do que é o estilo da banda: uma mistureba que variava do twist à MPB.
No início, eles tocavam apenas twist, um estilo em moda em 1960. A banda se chamava The Clevers, mas teve que adotar outro nome depois de romper com o empresário Antônio Aguilar, que era dono da marca. O nome Os Incríveis foi retirado do disco Os Incríveis The Clevers.
O grupo gravou diversos álbuns até a separação, ocorrida em 1972. O mais famoso foi Para um Garoto que Amava os Beatles e os Rolling Stones, de 1967, que vendeu milhares de cópias em todo o Brasil. Já a música mais polêmica foi Eu te Amo, meu Brasil uma marchinha em ritmo de banda de colégio lançada durante o regime (é isso mesmo que você está pensando: trata-se da famosa música de Dom e Ravel).
Os Incríveis não fizeram sucesso somente no Brasil. Ele tocaram em diversos países da América do Sul, além da Europa, onde foi apadrinhado pela cantora Rita Pavone. Chegaram a ter não apenas um, mas quatro programas de TV – um deles como The Clevers, vale lembrar.
Interessante é que grande parte de seus sucessos eram regravações de músicas cantadas em outras línguas. Era um Garoto que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones, por exemplo, era um regravação de uma canção italiana. Outro ponto interessante sobre a carreira da banda diz respeito à marcha Eu te Amo meu Brasil. Ela se tornou tão popular que inspirou o grupo a lançar outras músicas de teor nacionalistas, inclusive gravações do Hino à Bandeira e Hino da Independência. Os integrantes da banda juram até junto que não havia desse papo de “puxar o saco dos milicos”, como dizia a imprensa da época.
Os Incríveis fizeram sucesso em todo o decorrer dos anos 60, inclusive na época da Jovem Guarda, quando se apresentaram no mesmo palco de outros grandes ídolos do movimento (que, na verdade, começou como um programa de TV): Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléa, Martinha, Eduardo Araújo, Os Vips...
Entre os seus álbuns de estúdio, vale citar O Milionário, Os Incríveis, Nesse Mundo Louco e Para um Garoto que Amava os Beatles e os Rolling Stones. Mesmo com a dissolução da banda outros discos foram lançados, inclusive coletâneas.
Os integrantes da banda tocaram com grupos como Casa das Máquinas, Som Nosso de Cada Dia, Camisa de Vênus,  Patrulha do Espaço e outros. Os remanescentes continuam se reunindo para shows esporádicos.

09/01/2018

AS ORIGENS DE ALMIR ROGÉRIO E O ETERNO SUCESSO FUSCÃO PRETO

 
“Fuscão preto você é feito de aço/Fez meu peito em pedaço”, foi com esse refrão que o cantor Almir Rogério virou celebridade nacional. Trata-se do refrão da música Fuscão Preto, de Mariel e Atilio Versutti, um dos maiores hits em português do início dos anos 1980.
Almir Rogério, ou melhor, Nestor de Medeiros nasceu no dia 12 de julho. Sua primeira gravação foi Triste, de Sérgio Reis. Chegou a participar de diversos programas populares durante os anos 70, entre os quais Galãs Cantam e Dançam, de Silvio Santos. O auge da carreira ocorreu em 1982, quando gravou a música Fuscão Preto.
O sucesso de Fuscão Preto foi tamanho que Almir se tornou uma celebridade. Curiosamente, ela tinha sido gravada por outros cantores antes de virar sucesso nacional – entre os quais o Trio Parada Dura. Ela só estourou na voz de Almir. Foram mais de 700 mil cópias vendidas. Almir passou a ser presença constante nos programas de auditório da TV.
O interessante é que até um filme baseado na música foi lançado nos cinemas, com a apresentadora Xuxa no elenco.
Mais tarde, Almir gravou as músicas O Motoqueiro, Copo de Cerveja e Charrete Azul. Foi também autor de Se Deus me Ouvisse, interpretada com sucesso por Chitãozinho e Xororó. Outro hit de sua autoria foi Amor, Amor, Amor, gravada por Gilberto e Gilmar.

21/12/2017

O QUE ACONTECEU COM O CANTOR MARCOS SABINO, DO SAUDOSO SUCESSO "RELUZ"?

 
O compositor e cantor niteroiense Marcos Sabino tornou-se nacionalmente conhecido em 1982, quando lançou a música Reluz. Ela tocou sucessivamente nas rádios, além de que vendeu milhares de discos (foram 550 mil cópias do Lp Reluz).
Marcos Sabino Braga Ferreira nasceu em Niterói, estado do Rio de Janeiro, em janeiro de 1959. Ainda adolescente formou o seu primeiro grupo musical, Os Inocentes, e começou a se apresentar em bailes e festas de formatura. Ousado, viajou pelo Brasil para participar de festivais regionais de música. Chegou a ganhar os prêmios de melhor música no Festival de Miracema/RJ e melhor intérprete no Festival de Campinas/SP.
Reluz foi lançada quando ele tinha 23 anos, proporcionando conquistas como discos de ouro e platina. Com o sucesso da música, Marcos Sabino se apresentou em diversos programas de TV.
Em parceria com Dalto, Paulinho Lima e outros compositores, lançou diversas músicas de sucesso ao longo dos anos 80. Entre elas, vale destacar Tudo por Amor, A Luz do Seu Olhar, De Qualquer Maneira e Na Mira do Olhar.
Compositor talentoso, Marcos Sabino escreveu músicas para astros do calibre de Fábio Jr., Fat Family, Jerri Adriani, Pepê e Nenê, Leonardo...
No decorrer da longa carreira, Marcos Sabino lançou 10 discos. Atualmente, dedica-se à criação de jingles e produção de CDs para gravadoras como Universal MCA. Entre um trabalho e outro, continua fazendo shows pelo Brasil afora.

07/12/2017

POR ONDE ANDA O CANTOR MORRIS ALBERT, DO ESTRONDOSO SUCESSO FEELINGS?


Uma das músicas mais regravadas ao longo das últimas décadas é Feelings, de Morris Albert. Entre os diferentes artistas que tiveram a oportunidade de cantá-la estão Ella Fitzgerald, Barbra Streisand, Frank Sinatra, Dionne Warwick, Nina Simone, Elvis Presley e Julio Iglesias. Tido como um dos mais conhecidos instrumentistas atuais, Richard Clayderman fez uma interpretação para o piano.
Mas quem é mesmo o autor da música? Registrado como Maurício Alberto Kaiserman, o cantor e compositor Morris Albert nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1951.
Maurício Alberto, ou melhor, Morris Albert iniciou a carreira interpretando músicas dos Beatles e Johnny Rivers nas boates do Rio de Janeiro durante os anos 60. Participou de diversos grupos musicais, até gravar o seu primeiro Lp, em 1973. Uma das faixas do repertório era justamente Feelings.
De início, a música passou “meio que despercebida”, estourando apenas quando foi incluída na trilha sonora da novela global Corrida do Ouro. Quando o próprio Albert se deu conta, ela já circulava pela Europa, chegando pouco depois aos Estados Unidos. O sucesso transformou esse carioca da gema em ídolo internacional. Com a fama, Albert teve a oportunidade de conhecer ídolos como Frank Sinatra e Elvis Presley.
No Brasil, também fez sucesso com Conversation, Gonna Love You More e She’s my Girl. Ambas foram incluídas em diversas coletâneas lançadas nos anos 70, inclusive pelo antigo selo K-Tel. Mas por onde anda Morris Albert?
Vivendo há mais de uma década fora do Brasil, Albert continua se apresentando nos palcos estrangeiros e brasileiros. Um dos seus últimos álbuns, Feelings Live and Forever, foi lançado em 2004.
Agora, uma curiosidade: Feelings chegou a ficar 32 semanas nas paradas norte-americanas.

25/11/2017

A LONGA E BEM SUCEDIDA CARREIRA DO CANTOR MÁRCIO GREYCK


Acredite se quiser, mas Márcio Greyck possui mais de 50 anos de carreira. Seu primeiro trabalho, por exemplo, foi lançado em 1967 (um disco com músicas dos Beatles).
Greyck é autor de sucessos como O Mais Importante é o Verdadeiro Amor, O Travesseiro, Aparências, Reencontros, Infinito e Impossível Acreditar Que Perdi Você. Lançado nos anos 1970, o disco com Impossível Acreditar Que Perdi Você vendeu mais de 500 mil cópias. A música permaneceu seis meses na parada, o que ainda hoje é considerado um fenômeno. Por sinal, ela foi regravada por vários artistas da MPB, entre os quais Wilson Simonal, Fábio Jr. e Rosana.
Nem todos os fãs sabem, mas Greyck chegou a gravar discos em espanhol e fazer shows no exterior. Participou também de festivais internacionais de música. E isso não é tudo. Ele teve o seu próprio programa de TV, chamado O Mundo é dos Jovens, transmitido pela extinta TV Tupi.
Homem de múltiplos talentos, Márcio Greyck é também reconhecido como excelente compositor. Até o rei Roberto Carlos gravou canções de sua autoria. Outra: ele já trabalhou como ator, a última vez em 2006.
Aos 71 anos, Greyck continua fazendo shows pelo Brasil. Trabalha também ao lado do filho, o cantor Bruno Miguel. Reside em Belo Horizonte.

15/11/2017

SYLVINHA, A VOZ MARCANTE QUE EMBALOU MUITOS RITMOS


Entre os grandes ídolos dos tempos da Jovem Guarda estão Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderley Cardoso, Os Vips, Martinha, Eduardo Araújo e Sylvinha, entre outros.
Silvia Maria Vieira Peixoto Araújo, ou simplesmente Sylvinha, nasceu em Mariana (MG) em 1951 e faleceu em São Paulo, em 2008). Começou sua carreira no início dos anos 60, quando se apresentou no programa do Chacrinha. Mais tarde, apresentou em parceria com Eduardo Araújo um programa chamado O Bom. Aliás, Sylvinha e Eduardo se casaram em 1969 e tiveram dois filhos.
Feitiço de Broto, seu primeiro compacto, foi lançado e 1967. Entre os seus maiores sucessos está a música Minha Primeira Desilusão.
Com voz marcante, Sylvinha gravou versões de diversas músicas conhecidas, entre as quais Paraíba, de Luiz Gonzaga, que recebeu elogios eloquentes da crítica.
O auge da carreira da cantora ocorreu entre 1967 e 1973. Ela praticamente gravava discos todos os anos, intitulados apenas Silvinha. Após uma pausa de cinco anos, lançou um trabalho novo em 1978. Feita mais uma pausa, voltou a gravar em 1983. O último álbum de Sylvinha saiu em 2004, com o título Suave é a Noite.
O que pouca gente sabe é que Sylvinha emprestava com frequência a sua voz para a gravação de jingles. Foram cerca de 2 mil gravações. Outra curiosidade: ela atuou durante muito tempo como jurada do programa de calouros de Silvio Santos.

05/11/2017

POR ONDE ANDA O INESQUECÍVEL CANTOR FERNANDO MENDES?

 
As canções bregas (um termo um tanto discutível, convém deixar claro) fez um sucesso espetacular entre os anos 70 e 80. Cantores considerados bregas se apresentavam com frequência em programas como Silvio Santos, Chacrinha e Bolinha. Um dos mais conhecidos foi Fernando Mendes, autor da inesquecível Cadeira de Rodas.
Nascido Luís Fernando Mendes Ferreira na cidade mineira de Conselheiro Pena, em 1950, ele começou a carreira ainda cedo. Aos 17 anos, fundou com um grupo de amigos uma banda chamada Blue Boys, que se apresentava em festas e bailes de sua cidade natal.
Sua carreira deslanchou quando mudou para o Rio de Janeiro, onde se apresentava interpretando canções de diversos compositores numa boate. Seu talento (Mendes tem uma voz excepcional, temos que lembrar) chamou a atenção de um executivo da gravadora Copacabana, que logo lhe abriu as primeiras portas.
Fernando Mendes começou a fazer sucesso em 1972, quando lançou a música A Desconhecida. Seu segundo hit foi Recordações, seguido de Ontem, Hoje e Amanhã. Mas foi Cadeira de Rodas, lançada em 1975, que tornou Mendes um grande astro da música brasileira. Ela permaneceu duas semanas em primeiro lugar nas paradas de sucesso, além de que vendeu milhares de compactos e LPs.
No auge da carreira, Fernando Mendes se apresentava em média de 10 a 15 cidades por mês. Era com frequência convidado para participar de programas de auditório, entre os quais o famoso Buzina do Chacrinha.
Outro grande sucesso foi a Você Não me Ensinou a Esquecer, lançado em 1979 e regravado por vários cantores de MPB, entre os quais Caetano Veloso. Anos depois, Mendes foi indicado ao Grammy Latino.
Mas por onde anda o cantor? De fato, ele nunca sumiu definitivamente da mídia. Continua se apresentando pelo interior do país e fazendo apresentações esporádicas em programas de auditório, entre os quais o Programa do Ratinho e o Programa João Kleber.
Além de composições próprias, gravou músicas de grandes nomes da MPB: Dorival Caymmi, Chico Buarque e Milton Nascimento. Seu último disco foi um álbum gravado ao vivo, lançado em 2003.

25/10/2017

PERLA, A CARISMÁTICA PARAGUAIA QUE CONQUISTOU OS PALCOS DO BRASIL


A cantora Ermelinda Pedroso Rodríguez D’Almeida é ainda hoje um grande sucesso de vendas e shows. Chegou a vender 16 milhões de discos e ganhou 11 discos de ouro, entre outra premiações.
Mas você deve estar pensando: “Mas eu nunca ouvi falar nessa tal de Ermelinda Pedroso!”. A coisa muda um pouco se mencionarmos seu nome artístico: Perla. Um dos seus maiores sucessos foi Fernando, uma versão em português da famosa música de mesmo nome do grupo sueco ABBA. Lembra dela?
A música Fernando levou Perla aos auditórios de programas como Silvio Santos, Chacrinha e Raul Gil, entre outros. Ajudou a transformar a cantora paraguaio-brasileira numa grande estrela do showbizz. Mas Perla nunca foi uma dessas artistas de apenas um sucesso.
Nascida de uma família de paraguaios, Perla iniciou a carreira artística no grupo Las Maravillas del Paraguay com o pai e os irmãos. Imigrou para o Brasil no início dos anos 70, onde se estabeleceu na cidade de Santos. Começou a se apresentar em casas noturnas do Rio de Janeiro, sempre cantando guaranias, boleros e músicas românticas. Fez versões para diversas músicas europeias e norte-americanas, algumas com grande sucesso. No final da década, chegou a apresentar um repertório com músicas em ritmo “disco”.
Um dos seus maiores hits foi justamente Fernando, lançado em 1976.
O fato é que Perla nunca jamais de se apresentar pelo Brasil. Também nunca deixou de gravar. Entre gravações originais, coletâneas e gravações ao vivo, lançou mais de 30 álbuns. Não sem motivos. Ela é uma das cantoras mais talentosas e carismáticas na ativa.
Perla mantém seu próprio website, onde divulga sua discografia e agendas de shows.