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22/05/2018

CALVIN E HAROLDO, A DUPLA QUE CONQUISTOU OS FÃS DE QUADRINHOS



Entre os personagens mais populares das tirinhas de jornais atualmente, vale lembrar de Garfield, Hagar, Turma da Mônica, Snoopy, Dilbert, Mafalda e, claro que não podia faltar, a dupla Calvin e Haroldo.
Criados nos Estados Unidos pelo cartunista Bill Watterson, Calvin e Haroldo (Calvin e Hobbes, em Portugal) possuem milhões de fãs ao redor do mundo. Não sem motivos. Suas tirinhas são publicadas em pelo menos dois mil jornais.
A primeira tira de Calvin e Haroldo foi publicada em 18 de novembro de 1985, com grande repercussão. Nem bem se passaram dois anos e Watterson já era um dos cartunistas mais elogiados dos Estados Unidos. Mas qual a temática dos quadrinhos de Calvin e Haroldo?
Calvin é um garoto de seis anos muito esperto que tem como principal companheiro o seu tigre de estimação, com quem lida como se fosse um animal de verdade (ou um animal com características bastante humanas). Para as pessoas, Haroldo não passa de um bicho de pelúcia, mas para Calvin, é um companheiro de aventuras. O interessante é que muitas vezes ambos vivem experiências que conduzem o leitor a reflexões profundas sobre a vida.
Sobre Calvin e Haroldo vale ainda lembrar de alguns curiosidades. Seus nomes foram inspirados no clérigo protestante suíço João Calvino e no filósofo inglês Thomas Hobbes (um detalhe: ambos possuíam visões obscuras da natureza humana, embora Watterson diga que os escolheu apenas como piada). Calvin teria, além disso, surgido como personagem secundário de outra tirinha, que acabou sendo abortada.
Watterson se dedicou às tiras por cerca de oito anos, prometendo interrompê-las algumas vezes. A última e definitiva tira foi publicada em 1995, mostrando um Calvin encantado com a neve (lembrando que foi a de número 3.160).
O curioso é que o autor em nenhum momento pensou em lucrar com merchandising com os personagens. Por isso que não vemos tantos produtos inspirados na dupla, ao contrário de Snoopy, Garfield e outros personagens dos quadrinhos.
O fato é que Calvin e Haroldo encantaram uma geração inteira com suas tiradas de humor e sacadas filosóficas. E o mais provável que continue inspirando muitas outras gerações.

23/04/2018

TEX WILLER, O PERSONAGENS DOS QUADRINHOS DE FAROESTE QUE NUNCA SAI DE MODA



Acredite se quiser, mas os gibis do herói do faroeste Tex Willer são publicados ininterruptamente no Brasil desde 1971. São quase 50 anos de sucesso junto a um público fiel, mas...
Por que resolvemos criar um post sobre Tex num blog sobre modismos e manias do passado? Justamente porque trata-se de um personagem que nunca saiu de moda (e, no que depender dos fãs, não sairá tão cedo).
Tex foi publicado inicialmente pela Editora Vecchi, passando pela Globo e Mythos. Mas quando o personagem foi publicado pela primeira vez no mundo?
As história de Tex surgiram na Itália no formato tirinha em 30 de setembro de 1948. Seus criadores foram Gian Luigi Bonelli e Aurelio Gallepini. As histórias demoravam semanas para serem concluídas, o que gerava uma certa curiosidade do público.
A boa recepção do público incentivou seus criadores a publicarem revistas com história completas, que também fizeram grande sucesso no mercado. Temos que chamar a atenção para o fato de que as histórias possuíam informações ricas sobre a vida no velho oeste norte-americano – inclusive sobre a cultura indígena, vale aqui salientar.
Outro fator de sucesso diz respeito ao caráter do personagem, um homem com forte senso de justiça. Tex não nega ajuda a quem quer que seja para combater as injustiças da terra onde vive. Há ainda a veia humorística, presente em grande parte graças ao personagem Kit Carson, amigo de Tex.
Tex vivia num rancho na fronteira do estado do Texas com o México. Sua vida muda completamente quando seu pai é assassinado por ladrões de gado mexicanos. Sedento de justiça, ele atravessa a fronteira atrás dos assassinos, mas é perseguido pela polícia local. Ao voltar para sua terra, tenta a vida como artista de circo, fazendo números com laços. Mas sua vida muda totalmente quando seu irmão também é assassinado, o que o transforma em justiceiro e aventureiro.
O sucesso no Brasil levou as editoras a publicarem diversas edições especiais e comemorativas do personagem, entre elas o Almanaque Tex.
Ao lado de Zagor e Cavaleiro Solitário, ele se transformou num dos pistoleiros mais famosos dos quadrinhos. A moda dos filmes de faroeste pode ter passado, mas não dos quadrinhos de Tex. Um personagem cuja sobrevivência ainda promete ser longa.

03/04/2018

12 CURIOSIDADES SOBRE O GATO MAIS MALANDRO DOS QUADRINHOS: GARFIELD


 
Jim Davis, o criador de Garfield, foi criado numa fazenda onde existiam vacas, porcos e 25 gatos. Segundo ele, Garfield seria a junção de todos esses gatos.

O nome do personagem foi tirado do avô de Jim, o senhor James Garfield Davis (um detalhe: o nome dele, por sua vez, foi inspirado no ex-presidente norte-americano James Garfield).

O motivo para criar um gato como personagem de uma tirinha em quadrinhos surgiu em parte da observação de Davis de que existiam muitos cães nos quadrinhos e quase nenhum gato.

A primeira tirinha do Garfield foi publicada em 19 de junho de 1978. Ela foi publicada simultaneamente em 41 jornais dos Estados Unidos.

As tirinhas do Garfield só começaram a ser publicadas no Brasil em 1985.

Garfield possui característica bastante humanas, entre as quais a preguiça e a gula. Além de odiar segundas-feiras, ele é fã incondicional de lasanha.

Acredite se quiser, mas as tinhas do Garfield são lidas diariamente por nada menos que 260 milhões de pessoas. Elas são publicadas em 2.500 jornais de 111 países.

O primeiro desenho animado do Garfield estreou em 1982 nos Estados Unidos e aconteceu no programa Here Comes Garfield.

Garfield aportou nos filmes live action em 2004, na produção Garfield – O Filme.

O papel de Jon foi oferecido a Jim Carrey, mas ele acabou recusando.

Entre os personagens das tirinhas do Garfield vale lembrar de Jon (ou Jonathan Quentin Arbukle), Pooky, o ursinho de pelúcia; e Odie, o cãozinho de Jon.

Embora só apareçam de vez em quando nas tirinhas, os pais do Jon possuem duas características que chamam muito a atenção dos leitores: o carinho que eles têm por Garfield e o fato de serem fazendeiros. Isso leva a crer que Jon seria de alguma forma uma personificação do próprio Jim Davis (não esquecendo que Jon trabalha como cartunista).

Imagem acima: arte feita em cima da primeira tirinha do Garfield.

Fontes: Wikipédia, Guia dos Curiosos, Adoro Cinema.

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18/03/2018

KRIPTA E A MODAS DOS GIBIS COM HISTÓRIAS DE MISTÉRIO E TERROR


Histórias em quadrinhos com contos de terror raramente são publicadas hoje em dia, a não ser por editoras como Mythos e Devir Livraria. Mas elas estiveram em moda durante os anos 70, quando foram lançados diversos títulos.
O mais famoso gibi do segmento terror-suspense foi, não resta dúvida, Vampirella, mas temos que lembrar de Shock, Mestres do Terror, Spektro, Calafrio e Kripta.
Publicadas pela Rio Gráfica e Editora, as revistas Kripta circularam nas bancas de jornais entre 1976 e 1981. Foram ao total 60 edições, com roteiros de mestres como Frank Miller, Esteban Maroto, Richard Corben, Doug Moench, Alex Toth e Steve Ditko, entre outros. Elas reproduziam as histórias publicadas nos Estados Unidos pelas revistas Creep e Eerie. O curioso é que essas histórias só foram publicadas por aqui anos depois de saírem nos Estados Unidos.
A editora Vecchi resolveu seguir o rastro de Kripta e lançar uma publicação concorrente: Spektro. Temos que lembrar que a própria RGE publicou uma revista-irmã, chamada Shock.
Além de roteiros originais, Kripta e suas concorrentes apresentavam adaptações de clássicos do terror como Frankenstein e Drácula (sem esquecer os contos de Edgar Allan Poe).
A Kripta era uma publicação licenciada pela norte-americana Warren Publishing. Fundada por James Warren, ela era especializada em títulos no formato magazine, muitos do segmento terror.

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02/03/2018

ARCHIE, MUITO MAIS DO QUE O SUCESSO SUGAR SUGAR

 

Gravada nos anos 1960, a música Sugar Sugar continua fazendo sucesso nas festas do tipo flash back. Ela é interpretada por um grupo chamado The Archies, que por sua vez, é uma versão de outra bandinha de mesmo nome lançada no desenho Archie.
Archie apareceu pela primeira vez na revista Pep Comics, lançada em 1939 nos Estados Unidos pela editora MLJ Magazines. Continha tirinhas de diversos personagens, entre os quais The Shield, o primeiro super-herói patriota norte-americano (bem antes do Capitão América). Seu nome era Archie Andrews e seus principais amigos consistiam em Betty Cooper e Jughead Jones. Mais tarde, foi introduzida outra personagem: Veronica Lodge.
Pois os quadrinhos de Archie Andrews alcançaram uma popularidade enorme entre os jovens norte-americanos. Tanto é verdade que Betty, Jughead e Veronica ganharam revistas próprias com o passar dos anos. A própria editora MLJ mudou o nome para Archie Magazines. E durante a década de 1960 foi lançado o desenho animado The Archie Show, em que o protagonista forma uma bandinha com seus amigos: The Archies.
A primeira aparição de Archie na Pepe Comics aconteceu em 1941, na edição número 22. No Brasil, ele apareceria anos depois no Suplemento Juvenil como Archibaldo. Na editora Vecchi era chamado de Arqui. Devemos lembrar que também foi Artur (como foi chamado no Gibi Mensal e Vida Juvenil), Frajola (pela editora Orbis) e, finalmente, Archie.
Infelizmente, o gibi do Archie há muito não é mais publicado no Brasil. Mas nos Estados Unidos, ganhou uma repaginada que deu aos personagens um visual mais moderno. Mais do que isso, as histórias foram adaptadas para a TV numa seriado batizada de Riverdale (por sinal, a cidade onde vivem Archie e seus amigos).

17/02/2018

O GORDO, PATRÍCIA, CACÁ E OUTROS PERSONAGENS INESQUECÍVEIS DE ELY BARBOSA


A imagem acima é do gibi O Gordo, publicado pela Editora Abril entre 1987 e 1992. Com ele, também foram publicadas as revistas em quadrinhos das personagens Patrícia e Fofura.
O Gordo, Patrícia, Fofura e Cacá e sua Turma foram criados pelo publicitário e desenhista Ely Barbosa. Vale lembrar que ele também é criador dos personagens Incríveis Amendoins.
Cacá e seus amiguinhos ficaram nacionalmente famosos durante os anos 70, quando protagonizaram uma série de história infantis narradas por ninguém menos que Silvio Santos. Eram histórias em que o cãozinho Cacá vivia aventuras com Branca de Neve, Joãozinho (aquele do pé de feijão) e outros. Elas eram gravadas em disquinhos coloridos distribuídos pelo Baú da Felicidade (detalhe: eles foram relançados em 2002).
Mas ele não ficou apenas nos quadrinhos, chegando a produzir séries animadas e programas infantis. Um desses programas foi o TV Tutti-Frutti, produzido pela Band no começo da década de 1980. Os personagens eram frutas falantes, como a João Banana, o Jerimun e o Melâncio.
Além de personagens próprios, Ely desenhou quadrinhos para o gibi dos Trapalhões para a Bloch Editores, e Hanna-Barbera, para a Rio Gráfica e Editora. Fez ainda comerciais para a TV, como a saudosa propaganda do DDDrin, exibida durante muito tempo e ainda lembrada por mais de uma geração (“A pulguinha dançando iê-iê-iê/O pernilongo mordendo o nenê...”)
Ely Barbosa nasceu na cidade paulista de Vera Cruz, em 1939, e faleceu em São Paulo, em 2007.

02/02/2018

12 CURIOSIDADES SOBRE UMA DAS MAIS QUERIDAS PERSONAGENS DOS QUADRINHOS: MAFALDA

 
O nome verdadeiro de Quino, criador da Mafalda, é Joaquín Salvador Lavado Tejón. Ele nasceu na cidade argentina de Mendoza, em 1932.

O nome Mafalda, por sua vez, foi em grande parte inspirado numa novela chamada Dar la Cara, do escritor argentino David Viñas. As feições foram inspiradas na avó do cartunista.

Mafalda foi criada para uma peça publicitária que seria publicada no jornal Clarín, em 1962. Seria garota-propaganda da marca de eletrodomésticos Mansfield. Suas tirinhas, no entanto, só começaram a ser publicadas em 1964.

A primeira tirinha com Mafalda foi publicada na antiga revista Primeira Plana. O sucesso foi tamanho que dois anos depois, ela era conhecida em quase toda a América Latina.

As tirinhas de Mafalda foram publicadas entre 1964 e 1973.

Mafalda é fã dos Beatles e do Pica-pau. Entre as coisas que ela odeia está a sopa.

Os personagens secundários das tirinhas são o pai, a mãe, Felipe, Manolito, Susanita, Miguelito e Guile, o irmão caçula.

As tirinhas de Mafalda foram publicadas pela primeira vez no Brasil em 1973, numa revista destinada ao público adolescente chamada Patota.

Uma série animada com 260 episódios foi produzida em 1972. Eram episódios curtíssimos, com cerca de 1 minuto e meio de duração, mas que fez enorme sucesso entre os fãs de Mafalda. No Brasil, ela foi exibida pela Rede Globo.

As tirinhas com a personagem foram publicadas em 26 idiomas, inclusive em chinês. Curiosamente, não existe praticamente nada publicado em inglês, uma das línguas mais faladas do mundo. Mafalda nunca foi publicada nos Estados Unidos.

Existe em Buenos Aires uma praça chamada Mafalda, além de uma estátua em sua homenagem.

Mafalda foi ressuscitada diversas vezes por Quino, numa delas para ilustrar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a pedido do Unicef (Fundo das Nações Unidas Para a Infância).

Fontes: Wikipédia, UOL, Guia dos Curiosos.

20/01/2018

COMO A MARVEL SE TORNOU A MAIOR INDÚSTRIA DE QUADRINHOS DE SUPER-HERÓIS

 
Os quadrinhos da Marvel foram publicados por diferentes editoras no Brasil: Ebal, Bloch, Rio Gráfica/Globo e Abril. Atualmente, chegam às bancas de jornais com o selo Panini.
Mas como surgiu a Marvel? É sobre isso que vamos falar hoje.
A Marvel Comics surgiu nos Estados Unidos em 1939 como Timely Comics. A marca Marvel propriamente dita só veio a aparecer durante os anos 60. O detalhe é que, ao contrário do que muitos pensam, o fundador da Timely não foi Stan Lee, mas Martin Goodman. Lançada em 1939, a primeira revista chamava-se Marvel Mistery Comics, com o super-herói Tocha Humana. Vale lembrar que o Tocha Humana – que, acredite se quiser, não é o mesmo do Quarteto Fantástico – surgiu praticamente ao mesmo tempo que Namor, o príncipe submarino.
O mercado de quadrinhos passou por uma séria crise durante a década de 1950, obrigando Goodman a publicar títulos variados. As revistas saiam da gráfica com o selo Atlas. Mas as coisas começaram a mudar quando a DC Comics ressuscitou com sucesso o gênero super-herói. Além de adotar o nome Marvel, a editora de Goodman começou a publicar personagens criados pelos empregados Jack Kirby, Steve Ditko e Stan Lee. Foi assim que surgiram o Homem-Aranha e o Quarteto Fantástico.
Stan Lee transformou-se no principal roteirista e editor da empresa, tornando-se responsável – normalmente em parceria com um ilustrador, cabe aqui frisar – pelo surgimento de super-heróis como Incrível Hulk, Homem-de-Ferro, Thor, Demolidor, Pantera Negra, X-Men, Homem-Formiga, Doutor Estranho e outros.
Podemos dizer que Lee foi responsável por uma verdadeira revolução na Marvel, tornando os super-heróis mais humanos. Eles ficavam doentes, preocupavam-se em pagar as contas e ainda por cima viviam dramas amorosos incomuns até então para sujeitos como Super-Homem, o maior herói da rival DC.
Martin Goodman faleceu em 1992 aos 84 anos. Antes disso, a empresa passou por várias mãos. Atualmente, pertence ao grupo Disney, o maior conglomerado de entretenimento do mundo.
Um dos períodos de maior crescimento foi a década de 1980, quando a Marvel lançou diversos super-heróis. Chegou a publicar história de Kull, Ka-zar e Conan, o Bárbaro. Personagens como Rom, Nova, Cavaleiro da Lua e Tropa Alfa fizeram sucesso entre os fãs de quadrinhos.
Atualmente, ela não apenas domina o mercado de quadrinhos de super-heróis como leva milhares de pessoas aos cinemas para assistir filmes com Homem-Aranha e outros personagens. Sob a batuta da Disney, novos filmes ainda deverão ser lançados nos próximos anos.
Stan Lee provavelmente chegará aos 100 anos de idade vendo os seus super-heróis fazendo ainda mais sucesso nas bancas e no cinema. Vida longa para a Marvel.
Uma curiosidade interessante: a Marvel já publicou revistas da Poderosa Isis, Transformers, Doctor Who, Frankenstein, Planeta dos Macacos e até do grupo de rock Kiss.

07/01/2018

UMA SÁTIRA A CONAN, O BÁRBARO NAS HISTÓRIAS DE GROO, O ERRANTE

 
As histórias de Conan, o bárbaro mais famoso dos quadrinhos nunca estiveram tão em moda quanto nos anos 1980. A editora Abril – que detinha os direitos sobre o personagem no Brasil – chegou a publicar diversos títulos com o personagem-cria de Robert E. Howard. Foram títulos como Conan Rei, Conan Saga e A Espada Selvagem de Conan. Em seu rastro foram também publicadas histórias do atlante Kull, da guerreira Sonja e do atrapalhado Groo.
Chamado de Groo, o Errante, o personagem foi criado pelo cartunista espanhol Sergio Aragonês. Colaborador há muito da revista MAD, ele soube como poucos dar uma característica engraçada ao bárbaro. Os roteiros eram de autoria do norte-americano Mark Evanier.
Como qualquer fã de quadrinhos deve ter muito bem percebido, Groo era uma sátira a Conan, o Bárbaro. Assim como nas histórias inicialmente criadas por Robert E. Howard, as de Groo tinham espadas, donzelas, dragões e reinos perdidos.
Uma das características principais de Groo era a burrice, somada a uma capacidade quase infinita de se meter em confusões hilárias. Ele tinha uma obsessão fora do comum por queijo derretido. Costumava repetir bordões como “Terei errado?” e “Groo faz o que Groo faz melhor?”. Sempre achava que estava certo, não entendia porque as pessoas costumavam se afastar dele. Seu mais fiel amigo era o cãozinho Rufferto.
As histórias de Groo foram inicialmente publicadas em formato americano. Fizeram grande sucesso, sobretudo entre os fãs de Mad e Conan. A publicação, no entanto, não durou muito. As gerações nascidas após os anos 90 praticamente desconhecem o personagem. Ou desconheciam.
Recentemente, a Mythos ressuscitou Groo em edições especiais. Revistas antigas também são encontradas – embora não com muita facilidade – em sites de vendas, sebos e feiras de antiguidades.

17/12/2017

UMA FÁBRICA DE QUADRINHOS CHAMADA EDITORA BRASIL-AMÉRICA LIMITADA

 
A Editora Brasil-América Limitada, mais conhecida como EBAL, surgiu em 1945 pelas mãos de Adolfo Aizen. Foi extremamente importante para a popularização das histórias em quadrinhos no Brasil. Publicou revistas como Fantasma, Zorro, Tarzan, Mandrake e O Gato Félix. Foi também responsável pela chegada dos personagens da DC e Marvel às bancas de jornais brasileiras.
Antes de criar a EBAL, Aizen foi proprietário da editora Grande Consórcio de Suplementos Nacionais, com a qual publicava O Lobinho, O Mirim e o Suplemento Juvenil. Lançada em 1946, o Suplemento Juvenil foi responsável pela surgimento de heróis como Flash Gordon e Mandrake no Brasil. O sucesso foi tamanho que chegou a vender 200 mil exemplares por mês.
O auge da EBAL ocorreu entre os anos 40 e 60, quando chegou a ter mais de 40 títulos mensais com tiragens superiores a 140 mil exemplares. O detalhe é que quando uma publicação vendia menos de 30 mil exemplares era logo descontinuada.
Uma das publicações mais populares era O Herói, que trazia histórias de vários heróis de aventuras, publicados por editoras diversas nos Estados Unidos. A mais longeva, no entanto, foi Superman, publicada de 1947 a 1981 (sim, foram quase 40 anos na mesma editora).
Uma das coleções mais curiosas da EBAL foi a Grandes Figuras, com biografias em quadrinhos de brasileiros ilustres como Santos Dumont, Rui Barbosa, José Bonifácio e Machado de Assis, entre outros. Outra coleção incomum surgiu dois anos depois. Chamada de Biografias em Quadrinhos, contava a história de grandes nomes da ciência, arte e história mundial.
Ambicioso, Aizen chegou a lançar uma série de revistas como a quadrinização de grandes clássicos da literatura mundial, levando para o público jovem autores consagrados. Entre os escritores que tiveram títulos impressos pela EBAL, vale lembrar de Machado de Assis, Jorge Amado e José Lins do Rego.
A empresa começou a entrar em decadência na segunda metade dos anos 70, quando os gibis em formato pequeno começaram a se popularizar. Ela perdeu os direitos da Marvel e DC para outras editoras. O golpe final viria com a morte de Aizen. A editora ainda publicaria alguns títulos, como o gibi em formato girante do Príncipe Valente, mas acabou sumindo das bancas.
É impossível contar a história das histórias em quadrinhos no Brasil sem levar em conta o vastíssimo acervo da EBAL.

14/12/2017

CONHEÇA O SUPER-HERÓI MAIS INFLUENTE DO UNIVERSO DOS QUADRINHOS: THE SPIRIT

 
Um dos mais referenciados quadrinistas de todos os tempos é o norte-americano Will Eisner. Autor de obras como Um Contrato com Deus, O Edifício, Pessoas Invisíveis e Sundiata, o Leão de Mali, ele é cultuado tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. Eisner possui também uma legião de fãs no Brasil. Mas o personagem que mais marcou a carreira desse gênio das história em quadrinhos, é The Spirit.
Publicado pela primeira vez em junho de 1940, The Spirit logo conquistaria os fãs de quadrinhos norte-americanos. O detalhe é que era o próprio Eisner quem normalmente roteirizava e desenhava as histórias.
Os enquadramentos dos personagens, os jogos de luz e sombra e os roteiros sofisticados chamaram muito a atenção tanto do público quanto da crítica. O sucesso foi estrondoso, não há como negar.
The Spirit era um dos nomes de Denny Colt, um policial considerado morto, mas que não só estava vivo, como lutava com frequência contra o crime. Vivia num esconderijo dentro de um cemitério e era apoiado pelo amigo e chefe de polícia de Central City, comissário Nolan. Além dele, The Spirit contava com o auxílio de Ellen Nolan, filha do comissário, e Ébano, seu parceiro mirim. Vivia rodeado de mulheres fatais e ameaçado por vilões das mais diferentes estirpes.
Curioso é que ele não usava máscara nas primeiras histórias. O acessório só apareceu por influência dos fãs e amigos.
A influência de Will Eisner e seu personagem sobre outros quadrinistas/artistas foi avassaladora. Entre os fãs declarados de The Spirit estão Neil Gaiman, Alan Moore, Moebius e Frank Miller. Por sinal, coube a Miller a difícil tarefa de adaptar o personagem para o cinema.

30/11/2017

HISTÓRIAS FANTÁSTICAS DO VELHO OESTE NAS PÁGINAS DE ZAGOR

 
Se existem dois heróis dos quadrinhos que nunca saem de moda, eles respondem por Tex e Zagor. Mas não é somente isso que eles tem em comum. Ambos têm mais de 50 anos e, veja só, foram criados na Itália. Falaremos especialmente sobre Zagor (pronuncia-se Zágor).
Zagor surgiu numa época em que a cultura pop reverenciava de forma intensa os heróis do mítico velho Oeste norte-americano. Essa reverência era especialmente grande na Itália, onde diversos filmes sobre o tema foram produzidos (tanto que são até hoje conhecidos como “western spaghetti”). E foi justamente nesse país que surgiu o herói Zagor.
Zagor foi criado pelo italiano Sérgio Bonelli, em 1961. Seu nome seria uma abreviação de Za-gor-te-nay, que significa em língua indígena “O Espírito da Machadinha”. Ele habita a floresta norte-americana de Darkwood com seu inseparável amigo Chico.
Além de possuir extraordinários dotes atléticos, Zagor tem um reflexo rápido e é extremamente hábil no uso da machadinha. Ele combate os vilões com a machadinha de madeira e pedra, mas usa eventualmente o revólver. O símbolo de Zagor é uma água estampada em sua camiseta vermelha.
Apesar de pertencerem à categoria western, as histórias de Zagor possuem elementos fantásticos, ausentes nos gibis de outros heróis.
Os gibis com o personagem foram publicados no Brasil pela editora Vecchi durante os anos 70 e 80. Foram publicadas 55 edições mensais, de 1978 a 1983. Com a falência da editora, a última história ficou incompleta, o que deixou muitos fãs inconformados. Os direitos de publicação passaram ainda pela Rio Gráfica e Editora (futura Editora Globo) e Record. Atualmente, as história são publicadas pela editora Mythos.

20/11/2017

O SURPREENDENTE E ESTRONDOSO SUCESSO DO DETETIVE DICK TRACY


A aceitação do detetive Dick Tracy entre os jovens foi tamanha que ele logo saltaria dos quadrinhos para as telas dos cinemas. Uma série foi produzida menos de 10 anos depois do surgimento do personagem. Também na mesma época, foi criado um programa de rádio com o detetive de capa amarela e seus amigos.
Dick Tracy foi criado pelo cartunista Chester Gould em 1931 para uma tira de quadrinhos publicada em jornais (uma observação: boa parte dos personagens criados na primeira metade do século XX, surgiram em tiras de jornais). As primeiras tirinhas saíram pelo Chicago Tribune Syndicate.
Gould escrevia histórias com as mais diversas tramas, que envolviam desde a corrupção de menores até o crime organizado nas grandes cidades. Costumava estar por dentro das novidades tecnológicas, além dos avanços nas ciências forenses, que eram sempre mostradas nos quadrinhos. Ele também revolucionou as HQs incluindo o suspense no enredo.
Na história original Dick Tracy (lembrando que Dick é também uma gíria para policial), entra para a polícia depois que os pais de sua namorada Tess Trueheart foram assassinados. O curioso é que nas primeiras tiras ele não tinha o nariz aquilino que sempre o caracterizou.
O sucesso de Dick Tracy foi gigantesco. Ele logo atingiria 100 milhões de leitores em tiras dominicais e diárias. Até o presidente Roosevelt se declarou fã do detetive.
As histórias de Dick Tracy estrearam no Brasil em 1938, no Suplemento Juvenil.
Entre as inúmeras adaptações para o cinema, a mais famosa foi feita no início dos anos 90, com Warren Beatty e Madonna.

08/11/2017

O MUNDO EXTRAVAGANTE E MULTIMILIONÁRIO DE RIQUINHO RICO


Riquinho apareceu pela primeira vez numa história publicada no gibi Little Dot (Brotoeja), nos Estados Unidos. Foi criado por Alfred Harvey e Warren Kremer com o nome original Richie Rich.
Com o passar do tempo Richie Rich se tornou um dos personagens mais populares da Harvey Comics entre os norte-americanos, tanto que ganhou vários títulos próprios. Se transformou ainda em desenho animado produzido pelos estúdios HB e, mais recentemente, em filme com Macauley Culkin no papel principal.
Riquinho é um personagem absurdamente rico, que vive aventuras que quase sempre envolvem iates luxuosos, jatinhos particulares e mansões gigantescas. Entre seus amigos estão um mordomo fiel e uma garota por quem é tremendamente apaixonado, chamada Glória. Nas histórias originais, ele é amigo de escola de Brotoeja, Tininha e Bolota.
As revistas em quadrinhos de Riquinho foram publicadas no Brasil durante anos pela antiga Rio Gráfica e Editora. Recentemente, foram republicadas pela editora Pixel.

29/10/2017

UM GIBI TOTALMENTE DEDICADO AOS PERSONAGENS DE HANNA-BARBERA


A Hanna-Barbera foi uma empresa especializada na produção de desenhos animados criada nos Estados Unidos pela dupla William Hanna e Joseph Barbera. O primeiro projeto de animação da dupla foi Puss Get the Boot, de 1940, em que lançaram a dupla Tom & Jerry.
Ao contrário do concorrente Disney, que voltava-se sobretudo para o cinema, os estúdios de Hanna-Barbera se especializaram em desenhos para a TV. A primeira série animada lançada para a telinha foi The Ruff & Reddy Show/Jambo & Ruivão, lançada em 1957.
Os desenhos de Hanna-Barbera começaram a ser transmitidos no Brasil ainda na primeira metade dos anos 1960. Mas foi somente na década seguinte que viraram mania entre a garotada brasileira. Zé Colmeia, Jonny Quest, Os Flintstones, Os Jetsons, Manda-Chuva, Carangos e Motocas e Scooby-doo eram transmitidos com frequência por emissora como a Globo, que tinha uma sessão onde 90% dos desenhos tinha o selo HB: a Globo Cor Especial.
Foram lançados brinquedos, álbuns de figurinhas e muitos títulos em quadrinhos. Entre os desenhos que ganharam seu próprio gibi, vale lembrar de Manda-Chuva, Os Flintstones, Zé Colmeia, Dom Pixote e Os Jetsons. Foram também lançados dois títulos voltados para todo o universo HB: Astros HB e Heróis da TV.
Publicado pela Editora Abril, o Heróis da TV reunia histórias diversas com personagens como Space Ghost, Might Tor, Homem-Pássaro, Os Herculóides e Hong Kong Fu. Fez um grande sucesso entre a molecada, que, volta e meia, comprava um Destaque & Brinque com os mesmos personagens (tinha um com a mansão assombrada do desenho Treme-Treme).
O título foi descontinuado no início dos anos 80. Mas, a mesma Abril, acabou lançando posteriormente outro gibi com o mesmo nome. A diferença é que, Space Ghost foi trocado por Homem-de-Ferro, Might Tor por Capitão América... Curioso é que apesar de chamar-se Heróis da TV, poucos heróis da Marvel tinham desenhos/filmes próprios na época.
Os estúdios HB foram comprados pela Turner Broadcast, que, por sua vez, acabou fundindo-se com a Warner, que hoje detém os direitos sobre os personagens.