17/01/2018

UM DISCO COM TODA A IRREVERÊNCIA E A GRAÇA DOS MAMONAS ASSASSINAS

 
A morte dos integrantes do grupo Mamonas Assassinas, em março de 1996, deixou o Brasil inteiro em estado de choque. Ninguém esperava que a carreira daqueles garotos de Guarulhos, na Grande São Paulo, seria interrompida de maneira tão inesperada. Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel Reoli e Sérgio Reoli falaceram num acidente na Serra da Cantareira, quando voltavam de um show em Brasília.
Os Mamonas Assassinas varreram o Brasil de norte a sul com seus espetáculos cômicos e músicas irônicas. Era impossível encontrar alguém que não gostasse do grupo. Ele possuía fãs em todas as faixas etárias.
Os Mamonas Assassinas gravaram apenas um disco em vida (detalhe: eles gravaram outro trabalho, mas como banda Utopia). Chamado apenas de Mamonas Assassinas, o álbum vendeu 3 milhões de cópias. Foi provavelmente um dos discos mais vendidos da história do rock brasileiro.
Rock? A bem dizer, o Mamonas gravava rock com um pouco de forró, pagode, música sertaneja e outros estilos. Era uma “mistureba” um tanto exótica, mas que agradou em cheio o público.
Mamonas Assassinas é mais do que um disco essencial. É um disco é um disco imprescindível para quem gosta de música irreverente e, obviamente, gostaria de conhecer a história da banda.
Entre as músicas do álbum, quatro fizeram sucesso estrondoso: O Vira, Pelados em Santos, Robocop Gay e Sabão Crá-Crá. Vale lembrar que O Vira e Pelados em Santos estiveram entre as músicas mais tocadas nas rádios em 1996.
Pelados em Santos transformou-se num dos clipes mais ouvidos daquele período. O trecho “Mina, seu cabelo é da hora/Seu corpo um violão” era cantado por pessoas dos 8 aos 80 anos de idade.
Interessante é que os Mamonas fizeram sucesso num momento em que o som da moda era o pagode. Grupos de pagode como Negritude Jr. e Só Pra Contrariar dominavam as paradas de sucesso.
Mesmo após a morte dos rapazes, a mania Mamonas Assassinas não terminou. Revistas, pôsteres, documentários e até peças de teatro sobre o grupo foram produzidas. E podem ter certeza de que daqui a 10 anos ou 20 anos haverá alguém caindo na gargalhada com as suas músicas.

16/01/2018

GHOST - DO OUTRO LADO DA VIDA, O ROMANCE ESPÍRITA QUE ARREBATOU O MUNDO

 
O auge da carreira da atriz e cantora Whoopi Goldberg ocorreu entre 1985 e 1995, quando estrelou filmes como A Cor Púrpura, Mudança de Hábito e Ghost – Do Outro Lado da Vida. Vamos falar sobre esse último.
Ghost – Do Outro Lado da Vida não só revelou ao mundo a veia cômica de Whoopi, como a levou a ganhar o Oscar de melhor atriz coadjuvante. Por sinal, Ghost foi um dos filmes de maior sucesso do ano de 1990.
Com Demi Moore, Patrick Swayze e a própria Whoopi no elendo, Ghost atraiu milhões de pessoas graças a uma história romântica, vamos assim dizer, “de outro mundo”.
Dirigido por Jerry Zucker, Ghost é um romance com pitadas de suspense e comédia (claro que essa parte ficou como Whoopi). Conta a história do bancário Sam Wheat (Patrick Swayze) e sua noiva, a ceramista Molly Jensen (Demi Moore). Sam é assassinado durante um assalto e, como espírito, continua vagando pelo mundo. O detalhe é que pouco antes de morrer, ele descobre uma sucessão de desfalques no banco onde trabalhava. Como fantasma, Sam consegue contatar uma esotérica charlatã, Oda Mae Brown (Whoopi Goldberg). Consciente de que o autor dos desfalques no banco era seu melhor amigo, ele convence Oda a avisar Molly do perigo que podia estar correndo. De início, Molly não acredita em Odda, mas esta consegue provar que está em contato com o espírito de Sam. Com o decorrer do tempo, Sam amplia os seus poderes como fantasma e consegue salvar ambas das ameaças de seu ex-amigo, que tenta a todo custo descobrir se o dinheiro desfalcado no banco foi parar nas mãos de Sam quando ele era vivo.
Ghost foi o filme de maior bilheteria de 1990. Com um orçamento de US$ 21 milhões, conseguiu arrecadar mais de US$ 500 milhões. Inspirou a criação de um musical para os palcos em 2011, com grande sucesso de público.
A trilha sonora foi também um grande êxito de vendas, sobretudo em virtude da música Unchaneid Melody, do grupo Righteous Brothers. Apesar de ser uma canção antiga, ela esteve entre as mais ouvidas no Brasil em 1990. Unchained chegou a ser incluída na trilha sonora de uma novela da Globo no ano seguinte.
Vale lembrar da cena da cerâmica, em que Swayze e Moore tentam fazer um pote junto, considerada por muitos uma das mais antológicas dos últimos tempos.
Ghost bateu recordes de audiência quando foi exibida pela primeira vez na televisão brasileira, superando a novela das nove. Tornou também um dos filmes mais reprisados na Sessão da Tarde.

15/01/2018

AS INCRÍVEIS HABILIDADES DO AGENTE MacGYVER EM PROFISSÃO: PERIGO

 
Durante uma reportagem de TV sobre nomes estranhos, o jornalista citou um garoto – talvez do interior do Mato Grosso do Sul – chamado Magaiver. Foi um dos nomes mais curiosos, embora todos soubessem bem a sua origem.
O nome do pequeno Magaiver foi inspirado no agente secreto Angus MacGyver, do seriado Profissão: Perigo.
Interpretado pelo ator Richard Dean Anderson, MacGyver era um veterano da Guerra do Vietnã que, além de expert em desarmar bombas, tinha um conhecimento fora do comum em ciências física. Além da habilidade em tornar práticos os seus conhecimento, ele era capaz de utilizar as mais incomuns matérias-primas para resolver problemas aparentemente difíceis (como escapar de um cativeiro, por exemplo).
MacGyver trabalhava para duas empresas fictícias: a Fundação Phoenix e o Departamento Governamental de Serviços Externos (DSX). Desempenhava funções de investigador, agente secreto e policial quase em tempo integral, conseguindo resolver os mais intrincados casos.
Profissão: Perigo estreou na TV norte-americana em setembro de 1985. Saiu do ar em 1992, depois de sete temporadas e 139 episódios. Embora não fosse uma das séries mais populares da época, conseguiu angariar milhões de fãs ao redor. Transformou o Richard Dean Anderson numa celebridade internacional.
Além da série original, foram exibidos dois longas com o personagem durante os anos 1990.
No Brasil, a série foi exibida pela Rede Globo. O interessante é que, ao invés de apresentar a abertura, a emissora exibia apenas uma chamada anunciando que ela estava entrando no ar. A música tema era Tom Sawyer, do grupo canadense de rock pesado Rush.
Chamava a atenção dos fãs a habilidade de MacGyver em resolver as coisas. Num dos episódios, por exemplo, ele consertou um radiador furado de um carro com clara de ovos. Em outro, foi capaz de selar um vazamento químico com uma barra de chocolate.
O impacto cultura da série é sentido até os dias atuais. Existem referências sobre ela em inúmeros filmes, desenhos e programas de TV. Ela foi citada em Saturday Night Live, Agents os S.H.I.E.L.D e Os Simpsons, por exemplo.
Recentemente, a série foi reprisada no Brasil pelos canais TCM e Rede Brasil de Televisão.
Uma última curiosidade: o nome original da série é MacGyver.

14/01/2018

CLUBE DA CRIANÇA, O PROGRAMA QUE REVELOU XUXA COMO CANTORA E APRESENTADORA


O primeiro programa infantil da Rede Manchete de Televisão, inaugurada em 1983, foi o Clube da Criança. E sobre esse programa existem inúmeras curiosidades, que nós fizemos questão de compartilhar aqui no Modas e Manias.
A primeira curiosidade diz respeito, obviamente, a Xuxa Meneghel. Conhecida até então como modelo (e namorada de Pelé), ela era presença constante nas capas da revista Manchete. Foi no Clube da Criança que Xuxa iniciou a carreira de apresentadora.
Xuxa permaneceu no Clube da Criança até 1986, quando migrou para a Rede Globo. O programa passou algum tempo fora do ar, até voltar com outra apresentadora: Angélica. O detalhe é que Angélica tinha apenas 13 anos na época. Até então, ela era conhecida como modelo infantil e atriz.
Antes de sair definitivamente do ar, o programa teve outras apresentadoras entre as quais a atriz Milla Christie e a modelo infantil Debby.
O Clube da Criança ajudou a revelar diversos talentos da música brasileira, incluindo a cantora Patrícia Marx. Com o sucesso do primeiro disco do programa – que contou com a participação de diversos artistas, cabe aqui frisar –, Patrícia uniu-se a Luciano Nassyn e Juniho Bill no grupo infantil Trem da Alegria.
Temos que lembrar que o Clube da Criança ajudou bastante a alavancar as carreiras musicais de Xuxa e Angélica. Foi participando no primeiro disco do programa que Xuxa se tornou conhecida como cantora. Angélica fez sucesso com músicas como Vou de Táxi, uma das mais tocadas nas rádios em 1989.
O cenário do Clube da Criança era totalmente colorido, com alguns brinquedos de playground. Crianças de todos os tamanhos apareciam em cena. Era patrocinado por empresas como Estrelas, Coca-Cola e Nestlé.
Além de desenhos – principalmente de Hanna-Barbera, que ainda eram muito populares entre as crianças –, o programa exibia diversas séries de super-heróis japoneses, como Jaspion e Changeman.
O desenho de maior sucesso foi Cavaleiros do Zodíaco, que se tornou uma verdadeira febre entre a garotada dos anos 90. Isso inspirou a Manchete a importar os animês Sailor Moon e Yu-Yu-Hakusho. Os Cavaleiros do Zodíaco só seriam superados em popularidade por um desenho exibido pouco tempo depois pela Record – e que, por sinal, faz sucesso até hoje: Pokemon.
O Clube da Criança saiu definitivamente do ar em 1998, com a crise na Rede Manchete. A emissora, por sua vez, deu seu último suspiro em maio de 1999.

Imagem acima: primeiro disco do Clube da Criança, com a participação de Xuxa, Carequinha, Sérgio Mallandro, Pelé, Roupa Nova, Patrícia (futura Marx) e outros artistas.

12/01/2018

A PRINCESA E O CAVALEIRO, O MAIOR SUCESSO DE OSAMU TEZUKA NO BRASIL

 
O japonês Osamu Tezuka é responsável pela criação de personagens inesquecíveis do universo dos animês, entre os quais Kimba, Astroboy e Safiri.
Safiri é, por sinal, a principal personagem do animê A Princesa e o Cavaleiro (Ribon no Kishi, em japonês), lançado na TV japonesa em 1967. Vale lembrar que ele foi adaptado de um mangá de mesmo nome, lançado no Japão em três versões.
A Princesa e o Cavaleiro contava a história de Safiri, uma menina que passa quase o tempo todo fingindo ser menino. Ou melhor, uma princesa que se passa por príncipe para manter as aparências. De acordo com as leis do Reino de Prata, onde Safiri nasceu, o herdeiro do trono deve ser um menino. Caso fosse uma menina, a sucessão devia passar para outro homem. É justamente o que pretende o duque Duralumínio: desvendar a farsa envolvendo Safiri e entregar o trono para seu próprio filho. Com a ajuda do atrapalhado Nylon, ele tenta a todo custo mostrar para o reino que Safiri é de fato uma menina. As coisas se complicam para ela quando, ao completar 15 anos, se apaixona pelo príncipe Franz.
Entre os personagens inesquecíveis de A Princesa e o Cavaleiro, vale lembrar do anjinho Ching (que vem para a Terra para ajudar Safiri), Opal (o cavalo da princesa), Plástico (o filho do duque Duralumínio), Rei (pai de Safiri) e Rainha (a mãe de Safiri, presa nos episódios finais por mentir para o reino).
A série foi inicialmente exibida na TV Fuji entre 1967 e 1968. Chegou ao Brasil no início dos ano 70, fazendo muito sucesso na programação da Rede Record. Ela foi, por sinal, reprisada até o começo dos anos 80. O detalhe é que todos os 52 episódios foram exibidos por aqui.
A Princesa e o Cavaleiro fez parte de uma leva de animês que marcaram a geração anos 70, entre os quais Super Dínamo, Astroboy e Speed Racer.

11/01/2018

5 VÍDEOS COM ALGUNS DOS MAIORES SUCESSOS DE BRUCE SPRINGSTEEN


 
Entre os músicos estrangeiros prestigiados no Brasil durante os anos 80, vale lembrar de Bruce Springsteen. Born in the USA, um dos álbuns mais elogiados pela crítica e pelo público, foi lançado em 1984. Nenhum disco foi fez tanto sucesso quanto ele – nem mesmo o consagradíssimo Born to Run, lançado quase 10 anos antes. As músicas de Born in the USA mais tocadas nas rádios foram Dancing in the Dark, Glory Days e a música-título Born in the USA.
O auge da carreira de Bruce, por sinal, ocorreu entre 1984 e 1994. Vale lembrar que ele foi um dos integrantes do grupo USA for Africa, formado por 45 cantores com vistas a arrecadar fundos contra a fome. Em 94, ele ganhou o Oscar de melhor canção pela balada Street of Philadelphia, do filme Philadelphia.
Segue abaixo cinco vídeos com os sucessos de Bruce Springsteen.