31/03/2010

MICHAEL JACKSON E O ANO DE 1983


Michael Jackson foi um produtor, compositor, dançarino e cantor norte-americano. Nasceu na cidade de Gary, Indiana, em 1958 e morreu em Los Angeles, Califórnia, em 2009. Jackson começou a cantar ainda menino, no grupo Jackson Five – do qual faziam parte seus irmãos. A carreira solo começou ainda na infância, quando gravou o disco Go to be There, de 1972. Em seguida, vieram Ben, Music and Me e Foverer, Michael. Mas, foi com o disco Off the Wall, lançado em 1979, que Michael despontou como um astro de primeira grandeza do cenário pop internacional.
Off the Wall foi um fenômeno de vendas. Sem o Jackson Five, o “agora adulto” Michael liderou a parada musical de diversos países. Mas nada comparado com Thriller, disco lançado em novembro de 1982. Produzido por Quincy Jones e com participações de Eddie Van Halen, Paul McCarthney e Vincent Price, Thriller é, até hoje, o disco de maior vendagem da história da música. O álbum causou enorme sensação, fazendo de 1983 e 1984 os anos de Michael Jackson. Conquistou a primeira posição em vendas nos Estados Unidos em fevereiro de 1983, permanecendo ali por 37 semanas. Nove faixas de Thriller ocuparam o topo das paradas musicais e presume-se que, até o ano da morte de Michael, tenha vendido 106 milhões de cópias.
O clipe de Thriller - faixa que dá nome ao disco - foi apresentado no Brasil pela primeira vez no programa Fantástico, na Rede Globo. O sucesso foi estrondoso. Tanto que milhares de pessoas ligaram para a emissora solicitando uma reapresentação. Thriller foi reexibido com o mesmo sucesso na semana seguinte. Mas, antes que o single e o clipe de Thriller fossem lançados, Michael já reinava nas paradas com Billie Jean e Beat It. As músicas mais solicitadas, escutadas e compradas no tradicional vinil ao longo de 1983 eram cantadas na voz de Michael Jackson.
Billie Jean foi a música mais executada nas rádios brasileiras de 1983. Michael Jackson disputou as paradas musicais com os grupos The Police, Men at Work, Culture Club, Toto, Journey, Duran Duran e Spandau Ballet. Entre os cantores e cantoras internacionais que também disputaram os ouvintes da época estavam Irene Cara, Bonnie Tyler Michael Sembello, David Bowie, Eddy Grant, Prince, Lionel Ritchie, Marvin Gaye e Bryan Adams. O sucesso de Irena Cara e Michael Sembello deve-se, em grande parte, a Flashdance, musical que estourou nos cinemas em 1983. Bonnie Tyler conquistou corações com sua romântica Total Eclipse of The Heart.
Entre os cantores e grupos brasileiros, os mais ouvidos foram Ritchie, Neuzinha Brizola e o grupo Blitz. Quase todo mundo sabia o refrão de Você Não Soube me Amar, o maior sucesso da Blitz até hoje. Os refrões de Nosso Louco Amor, do conjunto Gang 90 e as Absurdetes, também eram conhecidos de todos. Filha do governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola, Neusinha estourou com a música Mintchura. Outros grandes ídolos musicais da época foram Rita Lee, Lulu Santos e 14 Bis.
Os acontecimentos mais comentados da época foram as enchentes no Sul e grande seca no Nordeste. O Brasil ficou chocado com o roubo e desaparecimento da taça Jules Rimet, conquistada pela Seleção na Copa do México de 1970. As maiores tristezas foram as perdas do ator Jardel Filho e do jogador de futebol Garrincha. Um avião sul-coreano foi derrubado pela União Soviética. Raúl Alfonsín foi eleito presidente da Argentina.
Os maiores ídolos dos esportes foram Bernard, da seleção masculina de vôlei e Hortência, da seleção de basquete. Bernard tornou-se famoso por seu saque forte, que projetava a bola nas alturas – e que, não à tôa, foi batizado de “Jornada nas Estrelas”. Na seleção de futebol, o maior ídolo era o flamenguista Zico e na natação, não se falava de outra pessoa que não fosse Ricardo Prado.
E o que os brasileiros de 1983 viram nos cinemas? As maiores bilheterias cinematográficas foram O Cangaceiro Trapalhão e Os Trapalhões na Serra Pelada, ambos estrelados pelo grupo Os Trapalhões - formado por Renato Aragão, Dedé, Mussum e Zacarias. A terceira parte da trilogia Guerra nas Estrela, chamada de O Retorno de Jedi, foi outra grande sucesso de público. Gandhi, o épico que contava a história real do líder indiano, causou comoção no mundo todo. Entre os musicais, o destaque foi para Flashdande. O filme de terror mais visto foi Um Lobisomem Americano em Londres.
O principal fato do mundo televisivo foi a fundação da TV Manchete pelo empresário Adolpho Bloch, dono de publicações como as revistas Fatos e Fotos, Pais e Filhos e Manchete. Foi, aliás, na mesma TV Manchete que a modelo Xuxa estreou como apresentadora de TV.
Uma dos folhetins de maior audiência foi Eu Prometo, escrita pela novelista Janete Clair. O detalhe é que Janete deixou a novela inacabada, vindo a morrer de câncer pouco tempo depois. Mas, a novela mais divertida (e que, a bem dizer, marcou a TV brasileira) foi Guerra dos Sexos, com a talentosa dupla de atores Fernanda Montenegro e Paulo Autran. Nosso Louco Amor, com trilha de abertura feita pela Gang 90, não ficou muito atrás.
Sidney Sheldon, Irving Wallace, J. M. Simmel, John Le Carré e Harold Robbins foram alguns dos “bestsellers” de 1983. Livros como O Reverso da Medalha, de Sidney Sheldon, alcançaram grande popularidade. O maior campeão de vendas do período, no entanto, foi o brasileiro Luís Fernando Veríssimo. Filho do escritor gaúcho Érico Veríssimo, Luís Fernando encabeçou por semana a lista dos mais vendidos com o livro O Analista de Bagé. A popularidade do hilário analista motivou o escritor a escrever uma sequência intitulada Outras do Analista de Bagé.
Os homens elegantes de cidades como São Paulo compravam ternos na Casa José Silva. Donas de casa faziam compras no Pão-de-Açucar, Barateiro, Casas da Banha e Jumbo Eletro. As lojas de departamento prediletas eram Mappim e Mesbla. Muitos tinham caderneta de poupança Delfin. Com a iminente falência da Delfin, os apavorados correntistas imigraram para a Haspa e o Comind. Acharam que eram mais seguras, sem dúvida.
Depois de adquirir biscoitos Duchen, iogurtes Danone, chocolate Cad-Lac, purê de tomate Purecica, sabonetes Phebo e creme de barbear Denin, entre outros produtos, na Casas da Banha, muitas famílias passavam na sorveteria Sem Nome para tomar um sorvete de copinho. Os jovens usavam conjuntos Hollywood Sportline, jeans Onix e agasalhos de moleton. Todos, sem exceção, reclamavam dos preços. A inflação era alta e os preços aumentavam todos os dias.
Michael Jackson era popular e querido por todos, em todos os cantos do planeta. Aproveitou sua popularidade para, tempos depois, compor uma música chamada We are the World em parceria com o ex-Commodores Lionel Ritchie. Michael e o amigo Lionel reuniram os cantores mais famosos da época para gravar We Are the World. Kim Carnes, Barbra Streinsand, Kenny Rogers, Steve Wonder, Bruce Springteen e Cindy Lauper participaram da gravação. Mas aí é outra história, que merecia outro capítulo – senão um livro inteiro.

02/03/2010

1982: A BLITZ TOMA AS PARADAS


O ano de 1982 será para sempre lembrado pela Guerra das Malvinas – conflito que envolveu Argentina e Reino Unido -, pela Guerra do Líbano, pela morte da cantora Elis Regina e pela Copa do Mundo da Espanha.
A Copa do Mundo foi esperada com ansiedade pelos brasileiros. Dono de um dos melhores times de todos os tempos, o Brasil era um dos favoritos para levar a taça. Comandada pelo técnico Telê Santana, a seleção contava com quatros dos maiores jogadores de todos os tempos: Zico, Júnior, Falcão e Sócrates. Era, obviamente, um time de estrelas. Ninguém imaginava que o Brasil voltasse sem a taça. Mas havia uma pedra no meio do caminho, uma pedra chamada Itália. Ao perder para a seleção do carrasco Paolo Rossi, a “invencível” seleção viu seus sonhos desmoronarem em menos de 90 minutos. O sonho de tetracampeão foi adiada para 1986 ou, talvez, 1990.
Os brasileiros nunca esqueceram aquela derrota. O grito de campeão permaneceu entalado na garganta durante anos. Mas, a vida tinha que prosseguir e, afinal, 1982, era ano de eleições. O regime dava sinais de abrandamento desde o mandato de Ernesto Geisel. No final do ano, os brasileiros voltaram às urnas, dessa vez para escolher governadores, coisa que não se via desde a década de 60. Foi uma verdadeira festa democrática, e em pleno regime militar.
Dentre as personalidades de destaque do ano estiveram a líder britânica Margareth Thatcher, o presidente norte-americano Ronald Reagan, o presidente brasileiro João Figueiredo (o último militar no poder), o jogador de vôlei Bernard, a cantora norte-americana Diana Ross, o técnico da seleção Telê Santana, a modelo Xuxa, a cantora de MPB Simone e uma banda de rock nova chamada Blitz.
Integrado por Fernanda Abreu, Marcia Bulcão, Antônio Fortuna, Pedro Barreto, William Forghieri, Juba e o vocalista Evandro Mesquita, a Blitz lançou seu primeiro LP, As Aventuras da Blitz, no segundo semeste de 82. O disco foi um arraso. A música Você não Soube me Amar tocou insistentemente nas rádios AM e FM da época. Era difícil encontrar quem não soubesse repetir o refrão de músicas como Mais Uma de Amor, Romance da Universitária Otária e a principal faixa, Você não Soube me Amar.
A Blitz nasceu em uma época especial para a música brasileira, quando Rita Lee era a grande estrela do rock. Mas, tanto um quanto o outro testemunharam o surgimento de uma nova leva de grupos de rock nacionais. Um deles era o Rádio Taxi, grupo que emplacou dois sucessos seguidos nas rádios: Coisas de Casal e Dentro do Coração. Outro grupo de grande repercussão foi o Magazine, com o hit Eu Sou Boy. Titãs, Legião Urbana, Capital Inicial, Os Paralamas de Sucesso e Barão Vermelho já davam o que falar, principalmente nos circuitos undergrounds de grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
Quanto tomou de assalto o cenário musical, a Blitz foi obrigada a dividir a atenção dos ouvintes com grandes ídolos internacionais, exemplo do cantor Peter Frampton (com a roqueira Breaking All the Rules) e do grupo Earth, Wind & Fire (Let’s Groove). A cantora Laura Branigam entoava Gloria nas rádios e Joan Jett soltava seus riffs de guitarra em I Love Rock’n’Roll. Paul McCartney fazia dueto com Steve Wonder em Ebony and Ivory, uma canção contra o racismo. Entre os brasileiros, os mais ouvidos, além da Blitz, eram Djavan (com as inesquecíveis Açai e Sina), Dalto (Muito Estranho), Simone (Pequenino Cão, Pão e Poesia e Tô que Tô) e Alceu Valença (Tropicana e Como Dois Animais). Um até então desconhecido cantor chamado Almir Rogério conquistou os programas populares com um “hit tipo chiclete” chamado Fuscão Preto.
Não há como negar: 1982 e 1983 foram os anos da banda de Evandro Mesquita e companhia. Falou-se muito do grupo nessa época. O que também não saiu da boca do povo (que usava tênis Iris e jeans US Top) foi o súbito desaparecimento da cantora Elis Regina. Considerada uma das melhores vozes do Brasil nos períodos 1960/1980, Elis morrera vítima de uma provável mistura de drogas com álcool. O choque com a sua morte foi tamanho que o Teatro Bandeirantes, onde o corpo foi velado, ficou pequeno para tantos fãs e admiradores. Elis virou capa de revista semanal, assunto dos jornais e motivo para relançamentos de discos, inclusive coletâneas com seus maiores sucessos.
Nas grandes cidades de 1982, as pessoas se deslocavam em automóveis como Fiat 147, Fusca, Passat e nos novíssimos Del Rey e Monza. No verão, a moda entre os jovens eram as pickups remodelas (ou “tunadas”, para usar um termo mais atual). De vez em quando, era possível ver uma caminhonete dessas, geralmente em cores fortes, circulando nas ruas de São Paulo e Rio de Janeiro.
O jeans nunca saiu de moda. A diferença é que, na época, usava-se muito calças de marcas internacionais como Yves Saint-Laurent e Pierre Cardin. Os jovens de classe media baixa usavam jeans Matitte e US Top. A modelo Luiza Brunet era contratada de uma marca chamada Dijon, anunciante frequente da revista Manchete. Outra moda do período eram as roupas alusivas a marcas de motos e até de cigarros. Muita gente com mais de 40 anos em 2010 deve se lembrar das linha de roupas Honda Way of Life e Hollywood Sportline. A Honda Way chegou a ter lojas próprias.
Era comum encontrar jovens garotas fumando o cigarro Ella e usando calças de barras curtas – popularmente apelidadas de pula brejo. A mini-saia também era o “must” da época, chegando a ser vistas nas ruas até durante o inverno.
No Brasil da Blitz, Rita Lee e Simone, os filmes de maior bilheteria foram Pixote – A Lei do Mais Fraco, Blade Runner, Mad Max II e a comédia adolescente Porky’s. Nenhum filme, porém, chamou tanto a atenção quanto Tron, uma das primeiras produções a usar largamente a computação gráfica. E nenhum fez tanto sucesso quanto E.T., o Extraterrestre, de Steven Spielberg. E.T. arrastou multidões para os cinemas e fez milhares de jovens derramarem lágrimas com a sua história. Além de atrair um grande público, a terceira sequência de Rock, um Lutador ajudou a alçar a música Eye of Tiger, do grupo Surviver, para as paradas de sucesso.
O hit do Surviver era ouvido com frequência nos grandes aparelhos de som três em um e nos pequenos walkmans. Criado pela japonesa Sony, o walkman virou moda no mundo todo. De Honk Kong a Nova York, de Paris a Porto Alegre, era comum encontrar jovens com os pequenos tocadores de fitas cassette na cintura. Falava-se muito num novo tipo de disco, chamado por aí de CD, mas poucos acreditavam que ele fosse emplacar.
Como sempre, as maiores audiências da TV eram das novelas. As mais assistidas entre 1981 e 1983 foram Jogo da Vida, Brilhante e Elas por Elas. Com uma abertura romântica cantada por Amelinha, o grande sucesso dos finais de noite foi a minissérie Lampião e Maria Bonita. Os festivais da canção da Globo marcaram aquele início dos anos 80, assim como a volta do Cassino do Chacrinha para a chamada Vênus Platinada. O programas humorísticos de maior audiência eram Balança, Mas Não Cai e Viva o Gordo. Em substituição ao Chico City, o humorista Chico Anysio apresentava o Chico Anysio show.
Nas livrarias, os livros mais pedidos foram o Fantoches de Deus (de Morris West), Não Verás País Nenhum (de Ignácio de Loyola Brandão), Crônicas de uma Morte Anunciada (Gabriel Garcia Marquez) e o Analista de Bagé (do gaúcho Luís Fernando Veríssimo). Nenhum escritor, porém, vendeu mais do Marguerite Yourcenar. Dos seus trabalhos, quatro estiveram nas listas dos mais vendidos das revistas e jornais da época: Alexis, Golpe de Misericórdia, A Obra em Negro e Memórias de Adriano.
A Blitz lançou o segundo LP no ano seguinte, 1983. Depois, veio mais um em 1984. Depois, a banda só voltaria a lançar algo inédito em 1990. Entre idas e vindas, formação diferente de formação, a Blitz lançou 10 trabalhos de 1982 para cá. Ela, porém, nunca mais conseguiu a popularidade do início dos anos 80. E 1982 será para sempre lembrado como o ano da Blitz.

23/02/2010

AS BUZINAS E OS CASSINOS DO CHACRINHA


Chacrinha foi, ao lado de Hebe Camargo, Silvio Santos, Raul Gil e dos saudosos J. Silvestre, Bolinha e Flávio Cavalcanti, um dos maiores apresentadores da televisão brasileira. Foi registrado como José Abelardo Barbosa de Medeiros na cidade de Surubim, em Pernambuco. Ainda criança, mudou-se para Campina Grande, Paraíba, e adolescente, para Recife, em Pernambuco. Ingressou na faculdade de medicina, mas, três anos depois, acabou desistindo da carreira para entrar de cabeça na profissão que sempre teve vontade de exercer: radialista.
A carreira de radialista começou no Recife, em 1935. Anos mais tarde, já no Rio de Janeiro, lançou na Rádio Clube de Niterói um programa carnavalesco nomeado Rei Momo na Chacrinha. Vem daí o apelido Chacrinha, que Abelardo Barbosa assumiu com orgulho.
Seu primeiro programa de TV estreou na segunda metade dos anos 50, na extinta TV Tupi. Chamava-se Discoteca do Chacrinha. O sucesso foi tamanho que Abelardo passou a ser disputado por diversas emissoras, como as antigas TV Excelsior e TV Rio. Em 1967, assinou contrato com a jovem TV Globo, onde apresentou dois programas ao mesmo tempo: A Hora da Buzina (mais tarde Buzina do Chacrinha) e Discoteca do Chacrinha.
Chacrinha permaneceu na Rede Globo até 1972, quando voltou para a TV Tupi. Permaneceu lá até 1978, ano em que se transferiu para a TV Bandeirantes. O retorno a Globo aconteceu em 1982, com o Cassino do Chacrinha, programa que comandaria até a sua morte, em 1988.
Desde a estréia no rádio em 1935 até a morte na segunda metade dos anos 80, foram 53 anos de carreira. Seus programas sempre tiveram forte apelo popular. Quase todos os cantores e grupos musicais dos anos 50, 60, 70 e 80 passaram pelos programas que Chacrinha apresentou na televisão. Ele ajudou a lançar a jovem Celly Campelo e a projetar a carreira de grandes ídolos como Roberto Carlos. Movimentos como a Jovem Guarda e Tropicália também foram por ele incentivados.
Quem acompanhou Chacrinha ao longo dos anos sabe o quanto ele tinha estilo próprio e como mantinha uma maneira peculiar de se comunicar com o público. O modo como se vestia, os bordões que criava e mesmo o cenário dos programas refletiam aquilo que ele era: um personagem ligado ao povo e aos ícones da música brasileira, dos mais populares aos mais "cabeça".
Chacrinha costumava se apresentar de cartola decorada com lantejoulas (ou algo parecido) e plumas. Mantinha uma espécie de disco de telefone pendurado no pescoço e uma buzina à mão. A buzina era usada para reprovar os aspirantes a cantor de seus concursos de calouros. De vez em quando, fantasiava-se de baiana, Mulher-Maravilha ou noiva.
Além do concurso de calouros, o chamado Velho Guerreiro promovia os mais inusitados concursos. Alguns eram realmente bizarros - como o concurso do cachorro com mais pulgas do Brasil - e outros, nem tanto. Quem assistiu seu programa deve se lembrar de disputas como o garçom mais simpático, a mais bela comerciária, a mais bonita empregada doméstica, a Miss Vovó, a mais rápida datilógrafa e a mais bela criança do Brasil. Foi no concurso da mais bela criança que o Brasil ouviu pela primeira vez o nome de uma garotinha loira e futura apresentadora de TV chamada Angélica. Uma das competições mais populares foi a de mais bela estudante, em 1969, cuja final foi no estádio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.
Algo que será para sempre associado ao velho Abelardo Chacrinha Barbosa serão os bordões. Os mais utilizados eram "Vocês querem bacalhau?" (Chacrinha realmente atirava um bacalhau para a platéia) e "Alô, Terezinhaaaaa!". Os outros não menos famosos bordões eram: "Quem não se comunica se trumbica", "Na televisão nada se cria, tudo se copia", "Eu vim para confundir e não para explicar" e "Vai levar o troféu abacaxi".
Além do júri (muitas vezes composto por astros da TV, como Tarcísio Meira e Glória Menezes) do concurso de calouros e da platéia, que participava ativamente do programa, Chacrinha contava com um time de dançarinas apelidadas de chacretes. Vestidas com um figurino colorido e sensual, as chacretes ajudavam a animar do público e a chamar a atenção do telespectador masculino para o programa. As mais famosas foram Fernanda Terremoto, Suely Pingo de Ouro, Fátima Boa Viagem, India Poti e Rita Cadillac. A popularidade de Rita era tamanha que, segundo contou Drauzio Varella em seu livro Carandiru, ela foi convidada a se apresentar para os presos do conhecido complexo penitenciário da Zona Norte de São Paulo. Rita também chegou a gravar alguns discos, um deles com a famosa música É Bom Para a Moral.
No retorno a TV Globo no início dos anos 1980, Chacrinha se emocionou ao receber no palco o velho amigo Roberto Carlos. A verdade é que Roberto foi apenas uma das centenas de estrelas que se apresentaram nos programas comandados pelo velho Chacrinha. Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Ney Matogrosso e Fábio Jr. foram alguns dos grandes nome da MPB a botar o pé no programa. Ídolos populares do calibre de Gretchen, Gilliard, Odair José, Amado Batista, Almir Rogério (do megasucesso Fuscão Preto), Vanusa e Silvio Brito e Joelma também foram extensivamente divulgados por Chacrinha.
Abelardo Chacrinha Barbosa faleceu em 1988. Meses antes, ele tinha se afastado do programa por motivos de saúde, sendo substituído por apresentadores como João Kleber e Paulo Silvino. Chacrinha tentou voltar ao comando de sua atração, mas não resistiu ao câncer no pulmão. Deixou um grande vazio na televisão brasileira. Muitos apresentadores vieram depois, mas nenhum com o carisma e, principalmente, irreverência do Velho Guerreiro.
Para terminar, uma curiosidade: quem o apelidou de Velho Guerreiro foi o cantor Gilberto Gil, que fez uma referência a Chacrinha na música Aquele Abraço.

17/02/2010

AS NOSSAS ROMÂNTICAS BALADAS DOS ANOS 70


Primeiramente, gostaria de perguntar se você lembra do Jackson Five. Eu imagino que sim, pois, com a morte de Michael Jackson na segunda metade de 2009, falou-se muito do grupo. Foi no Jackson Five que Michael inicou a carreira. E foi ouvindo I'll Be There que nós começamos a namorar. O Jackson foi muito popular entre o final dos anos 60 e início dos 70. Você gostava muito de Michael e não passava um dia sem ouvir suas músicas.
1970 foi o primeiro ano do resto de nossas vidas. Foi quando começamos a namorar e quando comemoramos, todos juntos, a conquista da Copa do Mundo do México. Que festa! Eu, você, o Arnaldo, a Angélica, todos os nossos amigos estavam juntos.
Mas não era só do Jackson Five que você gostava. Os Beatles também tinham lugar no seu coração, como tem em minha memória. Foi com você que ouvi pela primeira Let it Be e Something. Você decorou a letra de Let it Be só para me impressionar. Quando ouvimos que John, Paul, George e Ringo tinham se separado, ficamos chocados. Mas guardamos os LPs para ouvi-los sempre que desejássemos.
O romantismo sempre foi sua marca registrada. Embora nem tanto quanto hoje, você adorava trilhas sonoras de novelas. De tanto ouví-lo, deve ter produzido crateras no disco de Selva de Pedra, de 1972. Sua música predileta era Rock and Roll Lullaby, de B. J. Thomas. Lembra de B. J. Thomas? Não tenho idéia do nome do cara - nem o significado do B. J. -, mas recordo que, ainda em 1970, você não parava de ouvir Raindrop Keep Fallin'on my Head e Long Ago and Tomorrow.
Dançamos de rostinho colado com How Can Mend a Broken Heart, do Bee Gees, e Skyline Pigeon, de Elton John. Aliás, Elton e o Bee Gees lembram muito (e até demais) os nossos saudosos e irrecuperáveis anos 70. As músicas de Elton foram muito populares. Eu gostava de Daniel e você, de Island Girl. Quanto ao grupo Bee Gees, eu curtia How Deep is Your Love e você, de Love so Right. Juntos, ouvíamos How Can Mend a Broken Heart.
O que terá acontecido a Roberta Flack e Carole King? Em relação a Carole King, dizem que ainda faz shows por aí. Quanto a Roberta Flack, não faço a menor idéia que fim levou? Foi na vitrola de sua casa que ouvi pela primeira vez The Closer I Get to You, de Roberta e Donny Hathaway.
Sua coleção de discos era imensa. Tinha o Semideus, Corrida do Ouro, Anjo Mau, Pecado Capital, Locomotivas, O Casarão e, recordo muitíssimo bem, Duas Vidas. Certa vez, eu levei o LP com a trilha internacional de Duas Vidas para casa. Era um dos discos mais românticos de sua coleção. Se a memória não estiver falhando, uma das músicas era You're So Tender, de Christian. Lembra de quando nosso conhecido ídolo sertanejo cantava em inglês? Lembra, a propósito, dos brasileiros que cantavam na língua do Tio Sam? Eu sempre pensei que Morris Albert fosse inglês, escocês ou norte-americano. Jamais imaginei que fosse brasileiro! Isso nunca passou pela minha cabeça. Morris estourou nas paradas com Feelings e She's My Girl.
Voltando a falar de Duas Vidas, eu gostava principalmente de Tonight the Night, do Rod Stewart, e I Never Cry, de Alice Cooper. Você ficou horrorizada quando, anos mais tarde, descobriu que ele tinha uma banda de rock pauleira. Para você, para mim e todos que curtiam as baladas românticas dos anos 70, Alice será para sempre associado a sucessos como You Gonna See Me Now e a citada I Never Cry. Por sua vez, Rod Stewart manteve a fama de romântico por mais tempo. É longa a lista desse britânico de cabelos espetados e voz rouca: You're my Heart, Sailing e Tonight the Night.
Entre tantas bolachas com trilhas de novelas, você guardava um do Carpenters. O que aconteceu com o disco do Carpenters? Você gostava tanto dessa dupla romântica. Only Yesterday, I Need to Be in Love e Please Mr. Postman eram as suas favoritas. Isto é, pelo menos as que eu lembro.
Não dá para esquecer do Carpenters e muito menos de Billy Paul, Barry White, Commodores e Rita Coolidge. Foi no Commodores que emergiu Lionel Ritchie que, na década seguinte, fez sucesso em carreira solo. Still, Three Times Lady e Easy foram os grandes hits do Commodores. "Easy like sunday morning", cantava Lionel. Qual trilha tinha a música We're all Alone, da Rita Coolidge? Pecado Capital ou Pai Herói? Imagino que seja Pecado Capital, pois de Pai Herói lembro apenas de Mirrors, de Sally Oldfield, You Gonna See Me Now, de Alice Cooper, You Need Me, de Anne Murray, e Allouette, de Denise Emmer. Denise era filha de Janete Clair, lembra? Bons tempos aqueles.
Todos - ou quase todos - sabem quem era Alice Cooper. Imagino que até as novas gerações conheçam Rod Stewart. Mas, e quanto a Demis Roussos? Ele cantava a nossa inesquecível Forever and Ever. E Chris DeBurgh, e sua romântica Flying? Você dizia que sentia vontade de chorar sempre que ouvia Flying. E quanto a Jean-Claude Borelly? A sua grudenta (sei que você não vai concordar comigo) Dolannes Melody embalou o romance de muitos casais apaixonados. E Samantha Sing? Ou será Samanta Song? Não recordo direito. Sei apenas que ela fez um sucesso relativo com Emotion, cantada em parceria com o Bee Gees.
Eu lembrei: We're all Alone fazia realmente parte da trilha sonora de Pecado Capital. É provável que tenha sido tema do casal de protagonistas Márcio e Lili. Dreamin', do Liverpool Express, era do mesmo disco.
Será que alguém lembra de David Castle e seu sucesso You're too Far Away? E Babe, do Styx, alguém lembra?
Não era só de música internacional que vivia o romantismo da década de 70. Você, por exemplo, ouvia bastante música brasileira. Roberto Carlos era um dos seus prediletos. Detalhes, Como Vai Você, Força Estranha e O Portão tocavam sem parar em sua casa. Você adorava Mania de Você, da Rita Lee, A Lua e Eu, do Cassiano... O que aconteceu com o Cassiano? Será que está vivo? Faz tempo que não ouço falar dele. Você gostava também do Guilherme Arantes. Meu Mundo e Nada Mais é, até hoje, a minha música predileta. Você era fissurada em Tranquei a Vida, de Ronnie Von e, vez ou outra, dava para escutar Cláudia Telles.
Lembro que os anos 70 terminaram ao som de Kenny Rogers (She Believes in Me), Gino Vannelli (I Just Wanna Stop), Dionne Warwidk (I'll Never Love this Way Again), Air Suply (Lost in Love), Jimmy Buffet (Survive) e K. C. & Sunshine Banc (Please, Don't Go). Foi quando nos casamos. Você fez questão de que The Winner Take it All, dos suecos do ABBA, tocasse em nosso casamento. De resto, lembro apenas de You and I, de Paul Anka e Meirelle Mathieu. Foi nossa última música romântica. A última trilha foi Coração Alado. Depois, vieram a casa, o trabalho, os filhos e, ano a ano, o romantismo foi ficando para trás.
Mas eu guardei os discos e a lembrança. E toda vez que ouço Bee Gees em Mp3, lembro de nós dois dançando juntos, coladinhos, apaixonados.

03/02/2010

TRILHAS DE NOVELAS - CURIOSIDADES


A primeira trilha foi a da novela Véu de Noiva, lançada pela gravadora Philips em parceria com a Rede Globo. A primeira com músicas estrangeiras foi a de O Cafona, lançada em 1971. Confira nas linhas a seguir mais algumas curiosidades sobre trilhas sonoras e de abertura de novelas.


A gravadora Som Livre foi lançada pelas Organizações Globo em 1971, justamente para lançar as trilhas das novelas da Rede Globo. O Cafona foi a primeira telenovela a ter a trilha sonora produzida pela Som Livre.

A Som Livre lança, no mínimo, duas trilhas por novelas. Em alguns casos, são lançados três trilhas, como ocorreu como Belíssima, Roque Santeiro e América.

Vários atores gravaram músicas para trilhas de novelas. Aconteceu com Cláudio Cavalcanti na novela Irmãos Coragem (a música era Menina); Marília Pêra, em O Cafona (música: Shirley Sexy); Sandra Bréa, em Corrida do Ouro (Nem Pensar); Sônia Braga, em Saramandaia (Sou o Estopim); e Glória Pires, em As Três Marias (Coração).

No início, eram comuns as trilhas compostas especialmente para as novelas. A trilha de O Bofe, por exemplo, foi encomendada a Erasmo Carlos e Roberto Carlos. No de O Bem-Amado, as músicas foram feitas inteiramente por Toquinho e Vinicíus de Moraes.

A maioria das canções da novela O Rebu foram compostas pela dupla Raul Seixas e Paulo Coelho. O Rebu foi lançada em 1974, época de ouro da carreira de Raul Seixas.

A música Alegria, Alegria, de Caetano Veloso, foi tema de abertura de uma novela e uma minissérie. São elas Sem Lenço, Sem Documento (1977) e Anos Rebeldes (1992).

Rita Lee foi, sem sombra de dúvida, um dos cantores/compositores que mais tiveram músicas em trilhas e aberturas de novelas globais. Suas músicas foram tocadas nas aberturas de O Pulo do Gato, Chega Mais, Baila Comigo e outras.

O responsável pela pesquisa musical, trilha sonora e abertura da novela Bravo! foi o maestro Júlio Medaglia. Antes, Medaglia tinha trabalhado na trilha de O Noviço. As músicas de Bravo! eram inteiramente baseadas em trechos de concertos de Chopin, Beethoven e outros compositores clássicos. O sucesso foi tão grande que, mais tarde, a Som Livre lançaria mais dois discos de música erudita usando o nome da novela. Um detalhe importante: Bravo! teve outra trilha com músicas brasileiros, inclusive de Rita Lee.

O primeiro samba em abertura de novelas foi Pecado Capital, de autoria de Paulinho da Viola. O interessante é que Pecado Capital foi composta apenas 24 horas depois de o produtor Guto Graça Mello ter encomendado o tema para Paulinho da Viola. Outro detalhe interessante é que a música não costa em nenhum dos álbuns de Paulinho, sendo lançada apenas em coletâneas posteriores à novela.

A novela Mandala teve uma trilha sonora complementar chamada As Preferidas de Tony Carrado. Interpretado por Nuno Leal Maia, Tony Corrado era um homem piegas e de gosto duvidoso. Entre as músicas de As Preferidas… estavam Estrada do Coração (de Agepê) e Eu Já Tirei a Sua Roupa (Wando).

(Fonte: Memória Globo)

28/01/2010

SUZI QUATRO E AS MULHERES DO ROCK


Foi lançado nos Estados Unidos no início de 2010 o filme The Runnaways. Baseado na história da banda de mesmo nome, The Runnaways conta, de certa forma, a trajetória de sua líder, a roqueira Joan Jett.
Joan foi (e continua sendo) uma das mulheres de maior popularidade no cenário tipicamente masculino do rock’n’roll. Mas não foi a única, nem a primeira. As pioneiras surgiram juntamente com o rock. No entanto, foi Suzi Quatro a primeira a se aventurar no universo do rock pesado.
A baixista e cantora Suzi Quatro lançou Rolling Stone, seu primeiro single em 1972. No ano seguinte, Suzi lançaria seu hit de maior sucesso 48 Crash, música que levou muitos adolescentes a embarcar no mundo sem volta do rock pesado. Os jovens da época diziam que era uma música “quente” . Quem curtiu o rock dos anos 70 deve se lembrar de sucessos como Can the Can e If You Can Give me Love.
Suzi Quatro já era uma veterana quando Joan Jett iniciou a carreira. Liderada por Joan, o grupo The Runaways (traduzido literalmente como As Fugitivas), apareceu na segunda metade dos anos 1970. Tocava uma espécie de punk rock e teve outra roqueira famosa entre suas integrantes: Lita Ford. Infelizmente (ou, felizmente, dependendo do ponto de vista), o The Runnaways não durou muito, encerrando as atividades em 1979. Foi na mesma época em que o Led Zeppelin desaparecia do cenário musical.
Se Robert Plant e Jimmy Page continuaram em carreiras separadas, sem o Zeppelin, Joan Jett prosseguiu sem o The Runaways. Em 1980, ela fundou o The Blackhearts, sua nova banda. No início, as coisas não foram fáceis para Joan e o The Blackhearts. Eles bateram de porta em porta, sem conseguir contrato com nenhuma gravadora. Determinada, Joan mandou as gravadoras às favas e se tornou a primeira mulher a fundar a sua própria gravadora.
Em 1982, a banda Joan Jett and The Backhearts estreou a música I Love Rock’n’Roll, o seu maior hit. O sucesso de I Love Rock’n’Roll foi instâneo. Sua popularidade foi tamanha que, no Brasil, fez parte até de trilha sonora de novela da Rede Globo.
Lita Ford não ficou famosa somente pelas músicas que gravou, mas por seu envolvimento com alguns dos mais conhecidos roqueiros do cenário musical dos anos 80, como Chris Holmes (W.A.S.P.), Tomy Iommi (Black Sabath) e Nikki Sixx (Mötley Crue). Antes de ingressar na carreira solo, Lita participou da The Runnaways com Joan Jett. Seu maior sucesso foi I Close my Eyes Forever, de 1988.
É impossível falar do universo roqueiro sem citar Wendy O. Williams, a líder da banda punk Plasmatics. Mais conhecida no cenário underground, Wendy fazia jus ao estilo rebelde do punk. Usava roupas agresivas e penteado ao estilo moicano. Em 1985, foi indicada ao Grammy de melhor vocal feminino de rock. A banda Plasmatics durou 10 anos. Wendy morreu em 1998.
Surgido em 1978, o grupo Girlschool conseguiu fazer bonito na cena metaleira dos anos 1980. Formado por Kim McAuliffe, Denise Dufort, Kelly Johnson e Enid Williams, o Girlschool lançou seu primeiro disco no ano de 1980. Seu maior incentivador (e, de certa forma, padrinho) foi Lemmy Kilmister, do Motörhead (com quem gravaram o hit Please, Don’t Touch). Aliás, o Motörhead também deu uma força para as meninas do The Runaways. Os principais discos do Girlschool foram Hit the Run e Demolition.
A verdade é que as mulheres ultrapassaram os limites do hard rock, heavy metal e punk. Elas também apareceram com força e fizeram história no pop, grunge e outros estilos. Quem não recorda da banda Siouxssie & The Banshees e do grupo Hole (de Courtney Love, viúva de Kurt Cobain)? E quem não lembra dos conjuntos Bananarama, The Go-go’s e Spice Girl? Mesmo as bandas mistas contaram com grandes vocalistas femininas, a exemplo de Chrissie Hynde (The Pretenders), Annie Lennox (Eurythmics) e Martha Davis (The Motels). As cantoras de maior aceitação no período 80/90 pertenciam à cena pop, como Cindy Lauper, Tina Turner e a imbatível Madonna.
Em se tratanto de música brasileira, é sempre bom lembrar de Rita Lee. Rita começou com a banda Mutantes, partindo mais tarde para a carreira solo. O auge de sua carreira ocorreu na década de 1980. Na época, surgiram inúmeros grupos de pop e rock com forte presença feminina, a exemplo de Afrodite Se Quiser, Metrô (da bela vocalista Virginie), Sempre Livre, Blitz e Gang Noventa e as Absurdetes.
O maior nome do rock brasileiro da década seguinte, foi sem dúvida Cássia Eller. Mas, ela bem que merece um capítulo à parte no Modas e Manias.